quinta-feira, 11 de abril de 2019

Correção do teste de Março de 2019


Grupo I
Análise lógica do texto de Espinosa.
1. Tema: liberdade humana.
Problema 1 : O que é ser livre?
Problema 2: Será que o homem é livre?
Tese 1: Uma coisa livre é aquela que age apenas pela necessidade da sua natureza.
Argumento: Deus é livre  porque age segundo a necessidade da sua natureza sem ser constrangido e determinado por outro a existir de um certo modo preciso alheio à sua natureza.
Tese 2: O homem pensa ou tem a ilusão que é livre mas não é.
Argumento: Como qualquer objeto singular e criatura, não age pela sua natureza mas determinado por uma certa causa exterior. A pedra ao mover-se tem uma causa (algo exterior)que a faz mover, ela pode ter a ilusão de que se move por si mas é apenas uma ilusão pois todos os objetos são determinados a agir segundo determinadas causas que lhes são exteriores. O homem é consciente do que o faz mover, os seus desejos e crenças, mas ignora porque tem estes desejos e crenças que são consequência de uma qualquer lei que os faz existir desse modo.
Conceitos:  Liberdade e Necessidade, Lei determinada.

2. O autor defende a tese dos deterministas radicais, isto é, que qualquer coisa que se mova e aja, a sua ação é causada por outros acontecimentos. O homem não sendo causa de si também não pode ter em si, nem sequer dominar, as causas que o fazem ser e agir de um modo determinado.
Argumentos dos deterministas. Argumento da causalidade à distância: As nossas ações são o efeito de causas como acontecimentos passados e fatores físicos, leis naturais, que não controlamos. Argumento da inevitabilidade: Assim como um computador está programado de um determinado modo e só pode responder de acordo com a programação prévia, assim também temos crenças e desejos e não podemos agir de outro modo senão segundo o que queremos e acreditamos. Exemplo do texto: “todo o objeto singular é necessariamente determinado por qualquer causa exterior a existir e a agir segundo uma forma precisa e determinada.”
Principal argumento determinista. A nossa ação intervém no mundo físico. Tudo no mundo físico tem uma causa, logo a nossa ação é como qualquer acontecimento, também tem uma causa que o faz ocorrer. O princípio do determinismo — que tudo o que acontece tem uma causa; O princípio de que se uma ação é determinada a ser de um certo modo de acordo com acontecimentos passados, então não é livre (a pessoa não poderia realmente ter escolhido não a fazer).Portanto, Espinosa considera que as nossas ações são necessariamente de um certo modo de acordo com as causas que as precederam e, sendo assim, não poderiam ser de outro modo, logo, não há verdadeiramente uma escolha, apesar de pensarmos que sim.

3.Argumentos a favor do Livre-arbítrio: (tradicional)
1. Admite uma Posição dualista de que há uma mente distinta do corpo, que as crenças e desejos do sujeito representam escolhas deliberadas e refletidas e que são essas escolhas que nos fazem agir de determinado modo. A mente ou alma obedece a crenças e valores que dependem do nosso estado de conhecimento e não de causas físicas. A mente é livre.

2. Posição de Searle.
Não é dualista mas monista (a mente é uma função do cérebro) corpo e mente têm a mesma substância mas obedecem a leis diferentes e apresentam características diferentes.
Características da mente diferentes do corpo: Consciência, parece uma característica única da mente que não pertence ao corpo. Intencionalidade .capacidade de um estado mental se dirigir ao mundo e ao mesmo tempo a si próprio.Subjetividade dos estados mentais. Ver o mundo a partir de um certo ponto de vista, ter dores que só são experimentadas pelo sujeito por mais ninguém.

A conceção de que somos livres é uma convicção da nossa consciência que é inseparável do estado mental que nos diz que temos sempre alternativas e que podemos fazer outra coisa diferente do que fazemos.
Também temos a experiência de que somos livres porque podemos agir contrariando as expectativas e ordens.
A conclusão a retirar destes argumentos é a de que os fatores psicológicos que nos impelem a agir podem influenciar mas não determinam o comportamento ( não há determinismo psicológico),logo, a possibilidade de alternativas (escolhas) faz parte , é intrínseca do comportamento humano voluntário e intencional.
Fica por explicar de que modo as ações (mentais) interferem no mundo (físico).


Grupo III
1. Ações voluntárias são aquelas cujo motivo é intrínseco ao agente, isto é, faz parte do agente e depende das suas intenções (exemplo: jogar futebol) enquanto ações involuntárias são aquelas cujo motivo é extrínseco ao agente e não depende dele, quando suamos  ou espirramos e alguém passa e leva com o nosso espirro, ou por coação externa ou interna, fechar e abrir as pálpebras . Ações mistas são aquelas que em parte são voluntárias e em parte involuntárias, ações por negligência, por ignorância, forçadas ou coagidas (exemplo: dar um pontapé numa bola, ignorar os vidros das salas e a bola partir o vidro).


2. Será a ideia geral de que tudo é determinado por causas, compatível com a crença no livre-arbítrio? Será que o Homem é como todo o elemento natural e como tal está determinado? Ou sendo natural, não é do mesmo modo que outros seres?

sábado, 16 de março de 2019

10B - Matriz do 2º teste do 2º período


Competências gerais:
1. Interpretar um texto filosófico.
2. Dominar e compreender os conhecimentos exigidos.
3. Relacionar teorias e ideias.
4. Saber organizar um texto argumentativo.
5. Saber pensar.
6. Aplicar conceitos e teorias a situações concretas.
Competências específicas:
1. Identificar e avaliar argumentos dedutivos e não dedutivos (por analogia, autoridade e indutivos)
2. Produzir um texto -ensaio - de aplicação destes argumentos.
(O tema do ensaio estará relacionado com o filme Invictus e com o trabalho de grupo)
3. Identificar e explicar as principais falácias dedutivas e não dedutivas (petição de princípio, falso dilema, ad hominem, ad ignorantiam, generalização apressada, bola de neve, boneco de palha e autoridade não qualificada).
4. Analisar logicamente um texto.
5. Definir os conceitos de ação, acontecimento, motivo, intenção, agente, deliberação, decisão. 
6. Problematizar a distinção entre as ações voluntárias, involuntárias e mistas.
7.  Situar a origem do problema do livre-arbítrio.
8. Compreender o problema do livre-arbítrio.
9. Explicar os conceitos de determinismo e livre-arbítrio.
10. Analisar as teorias sobre o livre arbítrio: Determinismo radical, moderado e libertarismo.
11. Entender o que são valores e crtérios valorativos.
12. Identificar e criar juízos de facto e juízos de valor.

Conteúdos:
- A validade e solidez dos argumentos dedutivos.
1. O domínio do discurso argumentativo - a procura de adesão do auditório. 
a. Principais argumentos informais não dedutivos : Indutivos, por Analogia, de Autoridade qualificada.
b. Avaliação e identificação dos argumentos no texto.
c. Construção de um texto argumentativo onde possa aplicar vários tipos de argumentos.
d. Principais falácias informais: Petição de princípio, ad verecundiam, ad hominem,ad ignorantiam, bola de neve (reação em cadeia), generalização apressada, boneco de palha, falso dilema, falsa causa, falsa analogia e amostra não representativa.
2. A rede conceptual da acção.
a. Acontecimento e ação.
b. O que caracteriza a ação humana.
b. Agente, intenção, motivo, decisão e deliberação.
c. Ação voluntária, involuntária e mista.
3. Determinismo e liberdade na acção humana
a. O problema do livre-arbítrio.
b. As três respostas históricas: Grega, cristã e científica.
c. As Teorias sobre o livre-arbítrio: Determinismo radical (incompatibilismo), determinismo moderado (compatibilismo),  e libertismo.
d. As principais teses, argumentos e objeções a estas teorias.


ESTRUTURA e AVALIAÇÃO
Grupo I - 3 Questões. Resposta estruturada e desenvolvimento do conteúdo. Exige conhecimento do tema - Interpretação de texto -30 Pontos cada.
Grupo II - 10 questões de V e falso ou escolha múltipla - 50 Pontos
Grupo III - 2 Questões de resposta curta (2x15 Pontos)
Grupo IV - Dissertação/Desenvolvimento/ Ensaio sobre um tema. Exige conhecimento e organização de ideias. 30 Pontos
Competências gerais:

1. Dominar os conhecimentos exigidos.
2. Compreender as várias regras e aplica-las. de forma correta.
3. Expor de forma clara e objetiva o pensamento.
4. Aplicar os conhecimentos adquiridos a novas situações.
5. Avaliar e identificar os argumentos e teses(conclusão) dos textos.
6. Justificar com razões fortes as afirmações proferidas.
7. Escrever corretamente.

BOA SORTE E BOM ESTUDO!!


quinta-feira, 14 de março de 2019

Texto para resumo Filipe 10B


TEXTOS FUNDAMENTAIS 1 - Valor intrínseco e valor instrumental

“Se, pois, para as coisas que fazemos existe um fim que desejamos por ele mesmo e tudo o mais é desejado no interesse desse fim; e se é verdade que nem toda coisa desejamos com vistas em outra (porque, então, o processo se repetiria ao infinito, e inútil e vão seria o nosso desejar), evidentemente tal fim será o bem, ou antes, o sumo bem. (…)Ora, nós chamamos aquilo que merece ser buscado por si mesmo mais absoluto do que aquilo que merece ser buscado com vistas em outra coisa, e aquilo que nunca é desejável no interesse de outra coisa mais absoluto do que as coisas desejáveis tanto em si mesmas como no interesse de uma terceira; por isso chamamos de absoluto e incondicional aquilo que é sempre desejável em si mesmo e nunca no interesse de outra coisa.
Ora, esse é o conceito que preeminentemente fazemos da felicidade. É ela procurada sempre por si mesma e nunca com vistas em outra coisa, ao passo que à honra, ao prazer, à razão e a todas as virtudes nós de fato escolhemos por si mesmos (pois, ainda que nada resultasse daí, continuaríamos a escolher cada um deles); mas também os escolhemos no interesse da felicidade, pensando que a posse deles nos tornará felizes. A felicidade, todavia, ninguém a escolhe tendo em vista algum destes, nem, em geral, qualquer coisa que não seja ela própria.”
(…)
Porque pode existir o estado de ânimo sem produzir nenhum bom resultado, como no homem que dorme ou que permanece inativo; mas a atividade virtuosa, não: essa deve necessariamente agir, e agir bem. E, assim como nos Jogos Olímpicos não são os mais belos e os mais fortes que conquistam a coroa, mas os que competem (pois é dentre estes que hão de surgir os vencedores), também as coisas nobres e boas da vida só são alcançadas pelos que agem retamente. Sua própria vida é aprazível por si mesma. Com efeito, o prazer é um estado da alma, e para cada homem é agradável aquilo que ele ama: não só um cavalo ao amigo de cavalos e um espetáculo ao amador de espetáculos, mas também os atos justos ao amante da justiça e, em geral, os atos virtuosos aos amantes da virtude. Ora, na maioria dos homens os prazeres estão em conflito uns com os outros porque não são aprazíveis por natureza, mas os amantes do que é nobre se comprazem em coisas que têm aquela qualidade; tal é o caso dos atos virtuosos, que não apenas são aprazíveis a esses homens, mas em si mesmos e por sua própria natureza. Em consequência, a vida deles não necessita do prazer como uma espécie de encanto adventício, mas possui o prazer em si mesma. Pois que, além do que já dissemos, o homem que não se regozija com as ações nobres não é sequer bom; e ninguém chamaria de justo o que não se compraz em agir com justiça, nem liberal o que não experimenta prazer nas ações liberais; e do mesmo modo em todos os outros casos. Sendo assim, as ações virtuosas devem ser aprazíveis em si mesmas. Mas são, além disso, boas e nobres, e possuem no mais alto grau cada um destes atributos, porquanto o homem bom sabe aquilatá-los bem; sua capacidade de julgar é tal como a descrevemos. A felicidade é, pois, a melhor, a mais nobre e a mais aprazível coisa do mundo, e esses atributos não se acham separados como na inscrição de Delos:

 Das coisas a mais nobre é a mais justa, e a melhor é a saúde; Mas a mais doce é alcançar o que amamos.
Com efeito, todos eles pertencem às mais excelentes atividades; e estas, ou então, uma delas — a melhor —, nós a identificamos com a felicidade. E no entanto, como dissemos13, ela necessita igualmente dos bens exteriores; pois é impossível, ou pelo menos não é fácil, realizar atos nobres sem os devidos meios.

Aristóteles, Ética a Nicómaco,

domingo, 10 de março de 2019

INVESTIGAÇÃO SOBRE CIDADANIA, ÉTICA E POLÍTICA





PARA APRESENTAR EM DIAPOSITIVO NA TERÇA - DIA 19 - ÀS 11.45h- Tema 1,2 e 3
DIA 20 -Quarta às 14h - Tema 4,5 e 6)
Leitura dos textos obrigatória. Os alunos podem e devem realizar uma investigação no tema.

TEMA 1 -DIREITOS HUMANOS - políticos, sociais e vitais - Manual novos contextos. 10º. p.263-275 na reprografia
Grupo: Rodrigo, Miguel, Afonso e Duarte

TEMA 2 - Ética e Política. Será que a política deve estar subordinada à Ética ou o contrário.  Terá o aprtheid uma justificação ética? Texto aqui Texto aqui Texto aqui
Grupo: Luisa, Raquel, Inês e katheryna

TEMA 3.O que é um governo justo? Será que temos direito à revolta e à desobediência se o estado for injusto?    leitura das páginas 146 à 166 do Manual do 10ºAno"Pensar" 
Grupo: Camila, Catarina, Beatriz S e Beatriz C.                                                                                                                          
TEMA 4- A figura de nelson mandela. O seu perfil ético e político. Como deverá ser um dirigente político? TEXTO AQUI
 Grupo: Diogo R, Diogo P, Tomás P e Felipe E.

TEMA 5 - O juízo moral Será que podemos dizer que os juízos morais são universais ou coletivos? Qual a importância da cultura para a moral? TEXTO AQUI 
Grupo: Gabriel, Frederico, Kelly, António e Soraia

TEMA 6 -Guerra e paz. Poderá justificar-se a guerra?  Texto colocado na Reprografia "A Guerra e as suas várias faces" 
Grupo: Ana P, Gonçalo, Joana e Juelson 

Objetivos:
1. Reflectir sobre a Éica na Política.
2. Compreender o multiculturalismo e as suas consequências éticas, políticas e socias.
3. Avaliar as políticas e os dirigentes políticos.
4. Conhecer o conteúdo das leis éticas universais como a carta dos Direitos Humanos.
5. Discutir as legitimidade das formas de revolta: a desobediência civil e a guerra.

Avaliação:

DIAPOSITIVO: Compreensão do texto
Investigação
Problematização
Correção da apresentação
Originalidade e qualidade da informação
ORAL:Interesse filosófico
Dinâmica de grupo
Domínio dos conteúdos
Originalidade da apresentação

Texto para resumo. Filipe - 10B

 Vivienne Westwood



" As questões sobre os valores - isto é, sobre o que é bom ou mau em si, independentemente dos seus efeitos estão fora do domínio da ciência, como os defensores da religião afirmam veementemente. Eu penso que nisto têm razão, mas retiro outra conclusão que eles não retiram - a de que as questões sobre "valores" estão completamente fora do domínio do conhecimento. Por outras palavras, quando afirmamos que isto ou aquilo tem "valor", estamos a exprimir as nossas emoções, e não a indicar algo que seria verdadeiro mesmo que os nossos sentimentos pessoais fossem diferentes. (...)



Qualquer tentativa de persuadir as pessoas de que algo é bom (ou mau) em si, e não apenas por causa dos seus efeitos, depende não de qualquer recurso a provas, mas da arte de suscitar sentimentos. O talento do pregador consiste em criar nos outros emoções semelhantes às suas - ou diferentes, se ele for hipócrita. Ao dizer isto não estou a criticar o pregador, mas a analisar o carácter essencial da sua actividade.


Quando um homem diz "Isto é bom em si" parece estar a exprimir uma proposição como se tivesse dito "Isto é um quadrado" ou "Isto é doce". Julgo que isto é um erro. Penso que aquilo que o homem quer realmente dizer é "Quero que toda a gente deseje isto", ou melhor, "Quem me dera que toda a gente desejasse isto". Se aquilo que ele diz for interpretado como uma proposição, esta é apenas sobre o seu desejo pessoal. Se for antes interpretado num sentido geral, nada afirma, exprimindo apenas um desejo. O desejo, enquanto acontecimento, é pessoal, mas o que se deseja é universal. Penso que foi este curioso entrelaçamento entre o particular e o universal que provocou tanta confusão na Ética. (...)


Se esta análise está correcta, a ética não contém quaisquer proposições, sejam elas verdadeiras ou falsas, consistindo em desejos gerais de uma certa espécie, nomeadamente naqueles que dizem respeito aos desejos da humanidade em geral - e dos deuses, dos anjos e dos demónios, se eles existirem. A ciência pode discutir as causas dos desejos e os meios para os realizar, mas não contém quaisquer frases genuinamente éticas, pois esta diz respeito ao que é verdadeiro ou falso.


A teoria que estou a defender é uma forma daquela que é conhecida por doutrina da "subjectividade" dos valores. Esta doutrina consiste em sustentar que, se dois homens discordam quanto a valores, há uma diferença de gosto, mas não um desacordo quanto a qualquer género de verdade. Quando um homem diz "As ostras são boas" e outro diz "Eu acho que são más" , reconhecemos que nada há para discutir. A teoria em questão sustenta que todas as divergências de valores são deste género, embora pensemos naturalmente que não o são quando estamos a lidar com questões que nos parecem mais importantes que as das ostras. A razão principal para adoptar esta perspectiva é a completa impossibilidade de encontrar quaisquer argumentos que provem que isto ou aquilo tem valor intrínseco. Se estivéssemos de acordo a este respeito, poderíamos defender que conhecemos os valores por intuição. Não podemos provar a um daltónico que a relva é verde e não vermelha, mas há várias maneiras de lhe provar que ele não tem um poder de discriminação que a maior parte dos homens tem. No entanto, no caso dos valores não há qualquer maneira de fazer isso, e aí os desacordos são muito mais frequentes que no caso das cores. Como não se pode sequer imaginar uma maneira de resolver uma divergência a respeito de valores, temos de chegar à conclusão de que a divergência é apenas de gostos e não se dá ao nível de qualquer verdade objectiva.

Bertrand Russell, Ciência e Ética, 1935. Tradução de Paula Mateus

quarta-feira, 6 de março de 2019

domingo, 3 de março de 2019

Textos para resumo: Katherine e Juelson -10B


Resumo Katherine


"Achamos fácil abandonar a convicção de que a Terra é chata, logo que compreendemos a prova para a teoria heliocêntrica do sistema solar. De modo semelhante, quando olhamos para o pôr do Sol, apesar das aparências, não nos sentimos compelidos a crer que o Sol está a pôr-se por detrás da Terra. Cremos que a aparência do pôr do Sol é simplesmente uma ilusão criada pela rotação da Terra. Em cada caso, é possível abandonar uma convicção de sentido comum, porque a hipótese que a substitui explica as experiências que levaram a essa convicção em primeiro lugar e explica igualmente um vasto conjunto de outros factos que a conceção de senso comum é incapaz de explanar. Eis porque deixámos de lado a crença numa terra chata e o «pôr do Sol» literal em favor da conceção copernicana do sistema solar. Mas não podemos de modo semelhante abandonar a convicção de liberdade, porque esta convicção está inserida em toda a ação intencional normal e consciente. E usamos esta convicção para identificarmos e explicarmos as ações. Esse sentido de liberdade não é apenas uma característica de deliberação, mas é parte de qualquer ação, seja premeditada ou espontânea. O ponto nuclear nada tem essencialmente a ver com a deliberação. A deliberação é apenas um caso especial.
Não navegamos na Terra com base na suposição numa terra chata, mesmo se a Terra parece chata, mas agimos no pressuposto da liberdade. Efetivamente, não podemos agir de outra maneira senão com base na suposição da liberdade, pouco importando o que aprendemos acerca do modo como o Mundo funciona enquanto sistema físico determinado.
Podemos agora tirar as conclusões que estão implícitas nesta discussão. Primeiro se a preocupação a propósito do determinismo é uma preocupação por que todo o nosso comportamento é de facto psicologicamente compulsivo, então, parece que tal preocupação é injustificável. Na medida em que o determinismo psicológico é uma hipótese empírica como qualquer outra, então as provas que presentemente temos disponíveis sugere que ela é falsa. Assim, isto fornece-nos uma forma modificada de compatibilismo. Fornece-nos a convicção de que o libertarismo psicológico é compatível com o determinismo físico.
Em segundo lugar, fornece-nos mesmo um sentido do «poderia ter» em que o comportamento das pessoas, embora determinado, é tal que nesse sentido elas poderiam ter agido de outra maneira: o sentido é simplesmente que, tanto quanto aos fatores psicológicos diz respeito, elas poderiam ter agido de outra maneira. As noções de capacidade, do que somos capazes de fazer e do que poderíamos ter feito, são muitas vezes relativas a algum conjunto semelhante de critérios. Por exemplo, eu poderia ter votado em Carter nas eleições americanas em 1980, mesmo se o não fiz; mas não poderia ter votado em George Washington. Ele não foi um candidato. Assim, há um sentido do «poderia ter», em que há para mim disponível um conjunto de escolhas e nesse sentido há muitas coisas que eu poderia ter feito, permanecendo iguais todas as outras coisas que eu não fiz. De modo semelhante, porque os fatores psicológicos que operam em mim nem sempre ou mesmo em geral, não me impelem a comportar-me de uma maneira particular, muitas vezes eu, falando em termos psicológicos poderia ter feito algo de diferente daquilo que efetivamente fiz.
Mas, em terceiro lugar, esta forma de compatibilismo ainda não nos fornece nada que se assemelhe à resolução do conflito entre liberdade e determinismo, que o nosso impulso para o libertarismo radical efetivamente exige. Enquanto aceitarmos a conceção de pernas para o ar da explicação física, e é uma conceção em que se baseiam os trezentos anos passados da ciência, então os factos acerca de nós, como quaisquer outros factos de níveis superiores, são inteiramente e causalmente explicáveis em termos de e inteiramente realizáveis em sistemas de elementos ao nível microfísico fundamental. A nossa conceção da realidade física não oferece espaço à liberdade radical.
Em quarto e ultimo lugar, por razões que efetivamente não compreendo, a evolução deu-nos uma forma de experiência da ação voluntária onde a experiência da liberdade, isto é, a experiência do sentido de possibilidades alternativas, está inserida na genuína estrutura do comportamento humano consciente, voluntário e intencional. Por essa razão, creio, nem esta discussão nem qualquer outra alguma vez nos convencerá de que o nosso comportamento não é livre."

Além de realizar o resumo do texto (ver as regras de resumo) responda à seguinte pergunta: Qual a posição sobre o conflito entre o determinismo e o livre-arbítrio que o autor defende? Justifique.
John Searle, Mente Cérebro e Ciência

RESUMO  JUELSON

Determinismo radical

Quando examinado, vê-se que o determinismo radical baseia-se em três princípios:
  1. O princípio do determinismo — que tudo o que acontece tem uma causa;
  2. O princípio de que se uma acção é determinada, então não é livre (a pessoa não poderia realmente ter escolhido não a fazer); e
  3. O princípio de que a pessoa é moralmente responsável apenas por acções livres.

Argumentos a favor do determinismo radical

Os deterministas radicais tendem a acreditar que a segunda e a terceira das afirmações necessárias para apoiar a sua posição são óbvias (e o mesmo fazem os libertistas). Parece-lhes óbvio que as acções determinadas, digamos, pela hereditariedade e pelo ambiente não podem ser acções livremente escolhidas; e igualmente óbvio que as pessoas são apenas responsáveis pelas acções que escolheram livremente. Por isso, os deterministas radicais concentraram o seu fogo no primeiro princípio — que o determinismo é verdadeiro. Os seus argumentos são muito fortes.
Em primeiro lugar, as provas a favor do determinismo em geral baseadas na vida diária parecem extraordinariamente fortes. Quando pomos açúcar no café, esperamos que o café fique doce e ficaríamos muito surpreendidos se não o ficasse. Quando passeamos, o solo suporta-nos sempre — não nos enterramos lentamente na terra. Do mesmo modo, a gravidade nunca falha — nunca flutuamos suavemente até às estrelas. Quando os astronautas vão para o espaço, milhares de peças de equipamento têm de trabalhar de forma exactamente correcta milhões de vezes — “exactamente correcta” significa exactamente como foi previsto pelas teorias científicas acerca das leis da natureza que explicam como as coisas estão determinadas para acontecer.
A verdade é que não podemos fazer um movimento sem confiar em pelo menos algo que funcione como funcionou no passado. Assim, cada experiência que temos parece apoiar a tese geral de que tudo o que acontece neste universo é causado ou determinado pelo que aconteceu no passado.
Mas a questão principal entre os deterministas radicais e os seus opositores não é a propósito do determinismo ou da causalidade em geral. A questão diz respeito apenas a um conjunto limitado de acontecimentos ou circunstâncias no universo, a saber, a escolhas e acções humanas, em particular, a escolhas e acções morais. São as nossas acções livres (não-determinadas)? São as nossas escolhas livres? Há “espaço” suficiente nas leis que governam o universo para que estas coisas possam acontecer? Os deterministas dizem que não e as provas parecem estar fortemente a seu favor.
Em primeiro lugar, na vida diária fazemos constantemente previsões acerca do que as pessoas irão fazer. Como é óbvio, não podemos fazer previsões com 100 % de precisão, mas as pessoas perspicazes, de algum modo, fazem-nas razoavelmente bem. Classificam as pessoas em pessoas em quem se pode confiar, egoístas, sem escrúpulos, sociáveis, agressivas, hostis, e tudo o mais, com um sucesso moderado que é difícil explicar se as nossas acções e as nossas escolhas não forem determinadas.
Além do mais, sabemos pela vida diária quão facilmente podemos alterar os nossos estados e capacidades mentais tomando drogas. É essa a razão do amplo uso do álcool, da marijuana, da cafeína, da nicotina, da aspirina, do Valium, e de outros modificadores da mente — alteramos as nossas percepções, libertamos as nossas inibições ou livramo-nos da dor. No caso do álcool, com frequência enfraquecemos a vontade moral ou abalamos, por exemplo, a resolução de nos abstermos de relações sexuais imorais. Tudo isto apoia o ponto de vista dos deterministas e opõe-se à ideia de vontades livres (não-causadas).
Além disso, há as provas decisivas da ciência. Os cientistas pressupõem que as leis da natureza que descobriram se aplicam a tudo no universo, incluindo as minúsculas partículas que constituem o cérebro e o sistema nervoso humanos. Quando escolhemos fazer algo — digamos, apertar um dedo indicador contra o gatilho de uma arma carregada apontada a um inimigo —, impulsos eléctricos viajam do cérebro para os músculos apropriados do corpo. Há uma grande quantidade de provas científicas (e nenhumas contraprovas convincentes) de que estes impulsos eléctricos são causados por outros impulsos no cérebro, que em última instância são causados por interacções químicas algures no corpo (por exemplo, em várias glândulas que segregam hormonas e na retina do olho). A noção de uma vontade livre (não-causada) parece assim contraditar alguns princípios científicos muito bem estabelecidos1.
Por último, deve-se fazer notar que, na vida diária, os indeterministas, tal como todas as outras pessoas, agem como se acreditassem realmente que o determinismo é verdadeiro. Em particular, antecipam as escolhas morais das outras pessoas exactamente como toda a gente. E pressupõem que a exortação moral, o treino moral e a educação moral serão eficazes, embora o objectivo do treino moral seja influenciar as decisões morais dos estudantes. Se as pessoas tomam efectivamente as suas decisões morais independentemente das forças causais, como tem o treino moral efeito?

O argumento contra o determinismo radical

Como vimos, o determinismo radical baseia-se em três princípios. Não o podemos refutar rejeitando o primeiro deles (o princípio do determinismo), como acabámos de defender. Por isso, para refutá-lo, temos de atacar o segundo e o terceiro princípios (embora praticamente ninguém escolha o terceiro). Como veremos, esta é exactamente a forma como os deterministas moderados refutam o determinismo radical. Mas por detrás desta refutação encontra-se um desejo muito forte de que as pessoas sejam responsáveis pelas suas acções e escolhas e uma enorme necessidade de admirar e premiar aqueles que se sacrificam pelo seu dever e de abominar e punir a obra do diabo. E essa é, em última instância, a razão fundamental para rejeitar o determinismo radical. (Seja o que for que alguns filósofos possam afirmar, a verdade é que quando julgamos moralmente os outros não nos importa se as nossas escolhas morais são determinadas ou não — uma vez mais, repara no comportamento quotidiano de todos, incluindo os deterministas radicais.)


sábado, 2 de março de 2019

O Problema do Livre-arbítrio.

Argumentos contra o livre-arbítrio:(a favor do determinismo na acção humana)

1. Argumento da causalidade à distância:As nossas acções são o efeito de causas como acontecimentos passados e factores físicos que não controlamos.

2. Argumento da inevitabilidade:Assim como um computador está programado de um determinado modo e só pode responder de acordo com a programação prévia, assim também temos crenças e desejos e não podemos agir de outro modo senão segundo o que queremos e acreditamos.

( a acrasia contraria de forma imediata estes argumentos porque agimos contra o que cremos e desejamos, todavia pode sempre dizer-se que a acrasia tem uma causa que a determina)

Contraponto a estes dois argumentos:

Há diferença entre comportamento voluntário e intencional e comportamento determinado por forças físicas e psicológicas fortes.

Exemplo :
Freud, O caso do lavador de mãos – comportamento compulsivo
Caso de Patty Hearst em 1974 – lavagem ao cérebro

Estes casos contrariam a tese determinista porque demonstram que há uma diferença entre comportamento voluntário e intencional e comportamento determinado

A CAUSALIDADE EM QUESTÃO:
O Determinismo defende que, se todos os factores causais relevantes forem conhecidos então podemos prever o que irá acontecer a seguir.

Mas recentemente com a Teoria Quântica, o comportamento das partículas elementares é indeterminista. Para uma interpretação da teoria: uma descrição completa de um sistema físico deixa em aberto o que virá a ser o seu futuro. Alguns futuros serão mais prováveis que outros mas o número de possibilidades é sempre maior que um.

Se os objectos físicos não obedecem a leis deterministas, os nossos desejos e crenças não determinam o que serão as nossas acções. A relação é uma vez mais probabilística, o presente não determina o futuro — o acaso faz parte do mundo.

Argumentos a favor do Livre-arbítrio: (tradicional)1. Admite uma Posição dualista de que há uma mente distinta do corpo, que as crenças e desejos do sujeito representam escolhas deliberadas e reflectidas e que são essas escolhas que nos fazem agir de determinado modo. A mente ou alma obedece a crenças e valores que dependem do nosso estado de conhecimento e não de causas físicas. A mente é livre.

2. Posição de Searle.
 Não é dualista mas monista (a mente é uma função do cérebro) corpo e mente têm a mesma substância mas obedecem a leis diferentes e apresentam características diferentes.
Características da mente diferentes do corpo:
Consciência, parece uma característica única da mente que não pertence ao corpo.

Intencionalidade .capacidade de um estado mental se dirigir ao mundo e ao mesmo tempo a si próprio.

Subjectividade dos estados mentais. Ver o mundo a partir de um certo ponto de vista, ter dores que só são experimentadas pelo sujeito por mais ninguém.

A concepção de que somos livres é uma convicção da nossa consciência que é inseparável do estado mental que nos diz que temos sempre alternativas e que podemos fazer outra coisa diferente do que fazemos.
Também temos a experiência de que somos livres porque podemos agir contrariando as expectativas e ordens.

 Os factores psicológicos que nos impelem a agir podem influenciar mas não determinam o comportamento ( não há determinismo psicológico)

Logo, a possibilidade de alternativas (escolhas) faz parte , é intrínseca do comportamento humano voluntário e intencional.
Fica por explicar de que modo as acções (mentais) interferem no mundo (físico).

sexta-feira, 1 de março de 2019

TEXTO PARA RESUMO Afonso 10B - Livre-arbítrio, determinismo e responsabilidade moral

O problema do livre-arbítrio versus determinismo surge devido a uma aparente contradição entre duas ideias plausíveis. A primeira é a ideia de que os seres humanos têm liberdade para fazer ou não fazer o que queiram (obviamente, dentro de certos limites — ninguém acredita que possamos voar apenas por querermos fazê-lo). Esta é a ideia de que os seres humanos têm vontade livre — ou livre-arbítrio. A segunda é a ideia (...) de que tudo o que acontece neste universo é causado, ou determinado, por acontecimentos ou circunstâncias anteriores. Diz-se daqueles que aceitam esta ideia que acreditam no princípio do determinismo e chama-se-lhes deterministas. (Daqueles que negam esta segunda ideia diz-se que são indeterministas.)
Pensa-se frequentemente que estas duas ideias entram em conflito porque parece que não podemos ter livre-arbítrio — as nossas escolhas não podem ser livres — se são determinadas por acontecimentos ou circunstâncias anteriores.

2. Os deterministas radicais resolvem o problema negando que tenhamos livre-arbítrio, concluindo que, de facto, não somos moralmente responsáveis pelas nossas acções ou escolhas. Eles tendem a defender o seu ponto de vista a partir da teoria determinista segundo a qual tudo é causado. Assim, chamam a atenção para experiências e crenças comuns que parecem implicar que as coisas se comportam de uma forma regular (o açúcar não faz as coisas saberem doces num dia e amargas no dia seguinte), para o comportamento humano diário (nem mesmo pilotos de carros de corrida podem escolher conduzir bem estando bêbados), e também para o enorme sucesso da ciência moderna na descoberta de relações causais (não podemos escolher bater os braços e voar para a Lua).
Embora muitas pessoas argumentem contra o determinismo radical defendendo que o determinismo em geral está errado, as provas a favor do determinismo são muito fortes, razão pela qual se quisermos rejeitar o determinismo radical teremos de o fazer com base na ideia de que a liberdade de acção e de escolha não contradiz o determinismo, pelo que temos efectivamente justificação para considerar as pessoas moralmente responsáveis mesmo que as suas acções e escolhas sejam causadas ou determinadas.
3. Os libertários ou libertaristas defendem que o livre-arbítrio é possível apenas se o determinismo for falso e que, pelo menos nas situações morais típicas, temos de facto livre-arbítrio. Por este motivo, temos justificação para considerar as pessoas moralmente responsáveis pelo que escolhem e fazem.
Os libertários defendem o seu ponto de vista com base em que, primeiro, apenas o seu ponto de vista permite considerar as pessoas moralmente responsáveis pelas suas acções (eles não têm nenhuma vontade em acreditar que não tem sentido fazê-lo), e, em segundo lugar, sentimo-nos livres quando fazemos escolhas morais.
Os adversários tendem a opor-se ao libertarismo por três razões. Primeiro, acreditam que o determinismo é verdadeiro e não temos vontades sem causas ou auto-causadas. Em segundo lugar, eles defendem que não nos sentimos livres de forças causais (porque as causas não são o tipo de coisas que possamos sentir), mas antes de compulsão ou coerção. E, em terceiro lugar, defendem que se tivéssemos efectivamente vontades não causadas, não faria qualquer sentido considerarmo-nos responsáveis pelas nossas acções, porque não resultariam do nosso carácter e, assim, não seriam uma indicação de quem realmente somos.
4. Os deterministas moderados defendem que os deterministas radicais e os libertaristas estão errados, em parte porque usam uma concepção errada de liberdade da vontade. A concepção pertinente é que somos livres quando escolhemos e fazemos o que queremos fazer e não somos forçados ou compelidos contra a nossa vontade. Eles distinguem frequentemente entre dois tipos de compulsão ― interna e externa ― consoante a força compulsória é interior ou exterior aos nossos corpos.
Os deterministas moderados defendem a sua posição apelando a todas as provas que favorecem o determinismo em geral e salientando que o seu ponto de vista se conforma com a prática diária. Quando temos de decidir na vida diária se as pessoas devem ser consideradas responsáveis pelo que fazem, não perguntamos se as nossas acções são causadas mas antes se são ou não compelidas ou forçadas. Quando as pessoas fazem o que querem fazer, sentimos (com algumas excepções devido a razões precisas) que são moralmente responsáveis pelo que fazem.
Algumas pessoas rejeitam o determinismo moderado porque rejeitam o determinismo em geral. Outras rejeitam-no devido a acreditarem que até agora os deterministas moderados não foram capazes de lidar com certos tipos de casos e porque não explicaram adequadamente o seu critério de compulsão. Além disso, após terem ouvido a teoria dos deterministas moderados, especialmente os libertarianos ainda consideram totalmente implausível considerar as pessoas responsáveis pelas suas acções se essas acções são determinadas por acontecimentos ou circunstâncias passados. Se o determinismo é verdadeiro, afirmam eles, então os seres humanos são exactamente como robots ou computadores complexos e ninguém se sente justificado em repreender ou punir um computador quando ele avaria.
Finalmente, foi sugerido que talvez seja este o ponto principal. Tratamos os seres humanos, de forma diferente dos robots ou computadores porque nós de alguma forma sentimos de forma diferente a seu respeito.Howard Kahane, Thinking About Basic Beliefs, Wadsworth, Belmont, 1983, pp. 43-64.
Tradução de Álvaro Nunes