quarta-feira, 14 de novembro de 2018

Relatório/Resumo - Juelson 10B


De que trata a lógica?


Ao usarmos as palavras lógico e lógica estamos a participar numa tradição de pensamento que se origina na Filosofia grega, quando a palavra logos – significando linguagem-discurso e pensamento-conhecimento – conduziu os filósofos a indagar se o logos obedecia ou não a regras, possuía ou não normas, princípios e critérios para seu uso e funcionamento. A disciplina filosófica que se ocupa com essas questões chama-se lógica.
A lógica é um dos campos da filosofia, e pode ser considerada uma disciplina introdutória para qualquer estudo filosófico. Isso acontece porque a lógica lida com raciocínios e argumentos, e raciocínios e argumentos fazem parte de qualquer reflexão filosófica, seja ela no campo da teoria do conhecimento, da ética, da filosofia política ou da estética.
Hoje em dia temos a lógica tradicional e a lógica matemática ou simbólica. A lógica tradicional é mais simples e mais acessível que a lógica matemática, mas nem por isso tem menos importância. Pelo contrário, a lógica matemática desenvolveu-se graças aos avanços da lógica tradicional. A base da lógica tradicional foi formulada pelo filósofo grego Aristóteles e foi reelaborada durante a Idade Média. Na segunda metade do século XIX a lógica teve um enorme desenvolvimento até chegar a seu estágio atual, a lógica matemática ou simbólica.
Os estudiosos definem a lógica de diversas maneiras:
"O estudo da lógica é o estudo dos métodos e princípios usados para distinguir o raciocínio correto do incorreto." Irving Coppi

"A lógica trata de argumentos e inferências. Um de seus propósitos básicos é apresentar métodos capazes de identificar os argumentos logicamente válidos, distinguindo-os dos que não são logicamente válidos." Wesley Salmon

"A tarefa da lógica sempre foi a de classificar e organizar as inferências válidas, separando-as daquelas que não o são. A importância desta organização não deve ser subestimada, pois usam-se as inferências (de preferência válidas) tanto na vida comum como nas ciências formais, sendo um exemplo a matemática." Jesus Eugênio de Paula Assis

Estas definições têm alguma coisa em comum. Todas elas se referem a inferências válidas, a raciocínios corretos, a leis do pensamento. O homem sempre foi fascinado pelo pensar e pelas regras deste pensar.

Voltemos ao nosso raciocínio inicial:
Todos os homens são mortais.
Sócrates é homem.
Logo, Sócrates é mortal.

 Este raciocínio é correto. Sócrates é mortal! Temos três proposições. As duas primeiras proposições servem de evidência para a última. Vamos dizer isto em outras palavras: Temos duas premissas que servem de evidência para a conclusão.
Estamos a estudar as relações entre as proposições. Estamos a estudar o argumento, examinando se ele é válido ou inválido. Essa é a tarefa da lógica. Não estamos a discutir as ideias de Sócrates e da sua condição de homem.
Tradicionalmente a lógica foi considerada um portal de acesso ao estudo da filosofia e das ciências. Faz sentido. Discutir e argumentar faz parte do debate sobre qualquer questão. No caso das ciências, conhecer um pouco de lógica pode ser muito valioso. As ciências foram construídas usando procedimentos lógicos e o método científico pode ser visto como lógica aplicada. 

Heidi Strecker, filósofa e educadora in O que é a lógica?

sexta-feira, 9 de novembro de 2018

Correção do teste -10B


 Marc Chagall

GRUPO I

1. ANÁLISE LÓGICA: Tema: O valor da Filosofia ou a sua utilidade
Problema: Onde reside o valor da Filosofia?
Tese: O valor da Filosofia reside exatamente naquilo que os homens tendem a desprezar, a sua própria incerteza.
Movimentação argumentativa: porque o homem sem Filosofia passa a vida agrilhoado a preconceitos que derivam do senso comum, convicções que cresceram na sua mente sem serem colocadas em dúvida. Para tal homem o mundo é finito definitivo, óbvio. A Filosofia, apesar de não dar respostas certas às dúvidas que levanta, é capaz de sugerir inúmeras possibilidades de resposta que alargam os nossos pensamentos e o libertam da tirania do hábito.  Assim, apesar de diminuir as nossas certezas, aumenta o nosso conhecimento do que as coisas possam ser e, por isso varre o dogmatismo arrogante de quem nunca viajou pelos caminhos da dúvida libertadora.
Conceitos: Filosofia, Incerteza, Dúvida libertadora, hábito.

2. Atitude crítica, não dogmática que dúvida e recusa-se a dar consentimento às crenças que são tomadas em conjunta sem um juízo prévio e a atitude dogmática do senso comum construída a partir de dogmas ou certezas que se recusa a pensar de outro modo.

3. O pensamento sobre certas questões filosóficas destrói as certezas pois cria novas possibilidades sobre o modo como as coisas podem ser e neste caso a destruição das certezas cria mais dúvidas mas contribui para aumentar o conhecimento pois contribui para que não erremos tanto.

GRUPOIII

1. Alegoria da Caverna é uma história imaginada por Platão no livro "A República" onde se pretende através de imagens, representar a condição humana face ao conhecimento. Descreve a situação de um grupo de homens numa caverna. Cada uma das imagens pretende representar um aspeto da realidade em que os homens vivem habitualmente assim como o seu conhecimento. Assim, primeiramente: A descrição do mundo da caverna – o mundo sensível.
Os prisioneiros representam a condição humana presa a ilusões e preconceitos. Escravos do hábito, do senso comum, acreditam no que veem e rejeitam tudo o que coloque em causa a sua crença.
Um dos prisioneiros consegue fugir e libertar-se, iniciando a escalada para fora da escuridão, inicia a sua aprendizagem habituando-se progressivamente à luz e aos objetos. Começa por ver reflexos mas depois por etapas pode ver tudo, incluindo a origem da luz que é o próprio SOL (BEM). O Bem é a Verdade, a Beleza e Proporção de todas as coisas. O Homem depois de se ter libertado, volta à caverna para libertar os outros, mas os outros não acreditam, presos ao hábito e incapazes de pensarem para além dele, matarão o libertador. A ousadia de Platão é a de identificar algo podre na sociedade, as pessoas vivem numa cegueira permanente e não lhes interessa a verdade. A caverna representa a ignorância, o mundo em que não há liberdade pois não há alternativas, Platão pretende demonstrar que o mundo fora da caverna corresponde ao mundo pensado, onde podemos ver para além das crenças habituais e começar a aprender o conhecimento verdadeiro.


2. Os primeiros filósofos, também denominados pré-socráticos porque se situam cronologicamente antes de Sócrates, tinham como principal problema a origem do mundo  e tentavam explicar essa origem através de uma substância primordial: "arché". O "arché" era um elemento material que poderia constituir a unidade através da qual toda a diversidade do mundo poderia ter surgido. Procuravam dar uma explicação recorrendo a uma certa lei natural da matéria e não recorriam apenas a histórias míticas para explicar o mundo como faziam os seus antepassados. Recorrem ao raciocínio a partir da observação da natureza tentando encontrar um “logos” uma lei ou unidade que permita explicar racionalmente a diversidade das coisas bem como a sua transformação. Assim, ao procurar o elemento original procuravam compreender a ordem do cosmos e a matéria que todas as coisas têm em comum. Assim para Tales o "arché" era a água, para Anaximandro o "Apeiron" e para Anaxímenes o ar.

3.Estética: estuda/investiga a sensibilidade aos juízos de belo e feio e as teorias sobre a arte. Questões? O que é o Belo? Será que a beleza é objetiva ou subjetiva?
Ética: Estuda/investiga a ação e comportamento bom ou mau. O que é uma ação eticamente correta? Será que há juízos morais universais?
Filosofia política: Estuda/investiga sobre a justiça e as formas de governo. O que é um governo justo? Será que a autoridade que o Estado tem é legítima?
Lógica: Estuda/investiga a estrutura dos raciocínios e do pensamento. As condições de validade dos raciocínios ou argumentos. O que é um argumento válido? Qual a distinção entre vários tipos de argumentos?

domingo, 4 de novembro de 2018

Trabalho para apresentar sexta-feira dia 9 de novembro

A máquina de salsichas da razão

Aquilo que é maravilhoso num argumento sólido é o seu poder de preservar a verdade. Tomemos, por exemplo, o argumento seguinte:


   1. Francisco é um homem.
   2. Todos os homens vivem na terra.
   Conclusão: Francisco vive na terra.

Este argumento forma-se de duas afirmações, ou premissas, e de uma conclusão. Num argumento dedutivo, como este, as premissas implicam supostamente a conclusão. O argumento, se válido, fornece-nos uma garantia lógica: se as premissas são verdadeiras, a conclusão também o é. Neste caso, o argumento é válido. As premissas implicam realmente a conclusão.
É claro que se introduzirmos num argumento dedutivamente válido uma ou mais falsidades, não há qualquer garantia quanto ao que obteremos. A conclusão pode, ainda assim, ser verdadeira. Mas pode ser falsa. (Suponhamos, por exemplo, que a primeira premissa do nosso argumento é falsa: o Francisco não é um homem – é um extra-terrestre que vive no planeta Plutão; então a nossa conclusão é falsa.)
Portanto, um argumento dedutivo válido preserva a verdade. Se introduzirmos premissas verdadeiras, temos a garantia lógica de que sai uma conclusão verdadeira. Se estivermos interessados em ter convicções que sejam realmente verdadeiras, trata-se de um belo resultado.
Para aqueles que gostam de analogias, podemos dizer que as formas válidas de argumentos dedutivos funcionam um pouco como as máquinas de salsichas. A única diferença é que em vez de introduzirmos carne de salsicha e de saírem do outro lado salsichas, é-nos dada a garantia de que se introduzirmos premissas verdadeiras, sairão conclusões verdadeiras.



A máquina de salsichas indutiva

A argumentação dedutiva não é a única forma de argumentação sólida. Há também os raciocínios indutivos. Eis um exemplo de um argumento indutivo:


  1. A maçã um tem sementes.
2.          2. A maçã dois tem sementes.
      3. A maçã três tem sementes.
    [...]
  1000. A maçã mil tem sementes.
  Conclusão: Todas as maçãs têm sementes.

Este argumento tem mil premissas (embora eu não me tenha dado ao trabalho de listar mais do que quatro). Num argumento indutivo, as premissas apoiam supostamente a conclusão. Aqui, a palavra-chave é apoiam. É claro que estes argumentos não são (e não pretendem ser) dedutivamente válidos. As premissas não implicam dedutivamente a conclusão. Não há garantia lógica de que a maçã seguinte não terá sementes, apesar das muitas maçãs que examinámos até agora. Apesar disso, supomos que o facto de todas as maçãs que examinámos até agora terem sementes torna extremamente razoável que concluamos que todas têm. As premissas, supomos, tornam a verdade da conclusão bastante provável. Se isto é correcto, os argumentos indutivos sólidos também têm a qualidade de preservar a verdade à maneira da máquina das salsichas. Introduzam-se premissas verdadeiras num argumento indutivo sólido e sai provavelmente uma conclusão verdadeira do outro lado.
Uma vez mais, se é a verdade que buscamos, trata-se de um belo resultado.

Stephen Law, The War for Children’s Minds (Londres & Nova Iorque, 2006). Trad. Carlos Marques.

1. Qual o problema tratado no texto?
2. Que comparação é feita? 
3. O que se pretende mostrar com essa comparação?
4.  Investigue sobre estes dois tipos de argumentos  e acrescente alguns tópicos que não estejam presentes neste texto.
5. Dê um exemplo de um argumento dedutivo válido e de um argumento indutivo cuja conclusão seja provavelmente verdadeira.

quarta-feira, 24 de outubro de 2018

Relatório Raquel 10B

Como fazer um resumo do texto.
1. Introdução à obra, ao tema e ao autor.
2. Enunciar as teses principais defendidas.
3. Enunciar os problemas.
4. Analisar os argumentos que o autor dá e as objecões que coloca.
5. Concluir.

TEXTO
 
A Filosofia, como entenderei a palavra, é algo intermédio entre a teologia e a ciência. Como a teologia consiste em especulações sobre matérias inacessíveis até agora ao conhecimento definido, mas como a ciência apela para a razão de preferência à autoridade, quer da tradição, quer da revelação. Todo o conhecimento definido (…) pertence à ciência; todo o dogma como o que excede o conhecimento definido pertence à teologia. Mas entre teologia e ciência há uma terra sem dono exposta aos ataques de ambos os lados: é a filosofia. As questões de maior interesse para os espíritos especulativos raro têm resposta científica e as respostas confiantes dos teólogos já não parecem tão confiantes como nos séculos anteriores. Estará o mundo dividido entre espírito e matéria? e, sendo assim, que é espírito e que é matéria? Está a alma sujeita à matéria ou tem energias independentes? Tem o universo unidade ou fim? Evolui para algum objetivo? Há realmente leis da natureza ou cremos nelas devido ao nosso inato amor da ordem? É o homem o que aparece ao astrónomo, um pequeno conjunto de carvão impuro e água, a arrastar-se impotente sobre um pequeno planeta sem importância? Ou é o que pensava Hamlet? Será as duas coisas? Há um tipo nobre e um tipo baixo de vida ou são todos meramente fúteis? Se um deles é nobre, em que consiste e como realizá-lo? Deve o bem ser eterno para poder ser apreciado ou merece procurar-se ainda quando o universo caminha inexoravelmente para a morte? Existe de fato a sabedoria ou não passa de derradeiro requinte de loucura? Não há resposta em laboratório para tais questões. Pretenderam as teologias dar respostas, todas demasiado definidas, o que as torna suspeitas a espíritos modernos. Estudar essas questões, senão responder-lhes, é a tarefa da filosofia.
 
Bertrand Russell "História da Filosofia Ocidental’

Análise lógica do texto da "Apologia de Sócrates"de Platão




Sócrates apresenta sua defesa em tribunal, Atenas sec IV ac.
I
Ora bem, que diziam os caluniadores ao caluniar-me? É necessário ler a ata da acusação jurada por esses tais acusadores:
-Sócrates comete crime e perde a sua obra, investigando as coisas terrenas e as celestes, e tornando mais forte a razão mais fraca, e ensinando isso aos outros.
-Tal é , mais ou menos, a acusação.
Mas de onde nasceram tais calúnias? Se não me tivesse ocupado de uma coisa diferente das que todos fazem, na verdade não teria ganho tal fama e não teriam nascido tais acusações.
Diz, pois, o que é isso que fazes, a fim de que não te julguem ao acaso.
Procurarei demonstrar-vos que jamais foi essa a causa produtora de tal fama e de tal calúnia. Ouvi-me. Talvez possa parecer a algum de vós que eu estou a gracejar; entretanto, sabei-o bem, eu vos direi toda a verdade.
Porque , cidadãos atenienses, se conquistei essa fama de que ensino os jovens por dinheiro, foi por alguma sabedoria, embora reconheça que nada sei para ensinar. Mas então, que sabedoria é essa? Aquela que é, talvez propriamente, a sabedoria humana. É, em realidade, arriscado ser sábio nela: mas aqueles de quem falávamos ainda há pouco (os que ensinam por dinheiro) seriam sábios de uma sabedoria mais que humana, ou não sei que dizer, porque certo não a conheço. Não façais rumor, cidadãos atenienses, não fiqueis contra mim, ainda que vos pareça que eu diga qualquer coisa absurda: pois que não é meu o discurso que estou por dizer, mas refiro-me a
outro que é digno de vossa confiança. Apresento-vos, de facto, o deus de Delfos (deus Apolo) como testemunha da minha sabedoria, se eu a tivesse, qualquer que fosse. Conheceis bem Xenofonte. Era meu amigo desde
jovem, também amigo do vosso partido democrático, e participou do vosso exílio e convosco repatriou-se. E sabeis também como era Xenofonte, veemente em tudo aquilo que empreendesse. Uma vez, de facto, indo a Delfos, ousou interrogar o oráculo a respeito disso e -não façais rumor, por isso que digo -perguntou-lhe, pois, se havia alguém mais sábio que eu. Ora, a pitonisa respondeu que não havia ninguém mais sábio. E a testemunha disso é seu irmão, que aqui está.

Poderemos conceber duas vias para análise lógica
1ª Via
TEMA: A defesa de Sócrates contra os seus caluniadores.
Problema: De onde nasceram as calúnias de que acusam Sócrates?
Tese: Nasceram de Sócrates se ocupar de algo diferente do que todos fazem.
Argumento: Sócrates faz algo diferente. Não ensina por dinheiro pois não se julga possuidor de uma sabedoria mais que humana, os que julgam ser sábios ensinam uma certa sabedoria que Sócrates diz não possuir. Na verdade ele afirma nada saber. Alguém que nada sabe não pode ensinar. Os jovens não o seguem por essa sabedoria de que falam "investigando as coisas terrenas e as celestes, e tornando mais forte a razão mais fraca" mas por outra forma de sabedoria que os seus acusadores desconhecem e por desconhecer julgam-no e condenam-no erradamente.
Conceitos: Sabedoria, calúnia, 

2ª Via
TEMA: A sabedoria Humana.
Problema: Em que consiste a verdadeira sabedoria?
Tese: A verdadeira sabedoria consiste em saber que nada se sabe e investigar.
Argumento: O DEUS Apolo através da Pitonisa declarou Sócrates como o mais sábio. Ora o Deus diz a verdade e não mente. Então podemos concluir que Sócrates é mais sábio que os outros que pensam saber e ensinam por dinheiro, pois ele não está enganado sobre o que é a sabedoria humana - de pouco valor - e não pretende outro tipo de sabedoria senão a humana, daí não poder levar dinheiro para ensinar o que não sabe.Essa é a verdade, logo o que está próximo da verdade é aquele que afirma nada saber.

Conceitos: Sabedoria humana, verdade,pitonisa

sexta-feira, 19 de outubro de 2018

Matriz para o 1º Teste de Filosofia - 26 Outubro de 2018

CONTEÚDOS

1. Problema: O que é a Filosofia?
1.1. A origem etimológica.
1.2. A atitude do Filósofo (exemplo Sócrates) como aquele que está entre a sabedoria e a ignorância.
 1.3. A origem da Filosofia: Os filósofos pré-socráticos.
1.4. Caracterização da Filosofia pré-socrática. A questão do "arché". O espírito lógico científico. A separação dos mitos.
1.5. As propostas dos vários filósofos pré-socráticos.
1.6. A Alegoria da caverna e a condição humana.
1.7. A distinção entre os vários saberes: A Filosofia, o Senso Comum e a Ciência
1.8. As várias disciplinas/áreas da Filosofia e os problemas que tentam resolver.
1.9. Caracterização da actividade filosófica: Crítica, problematizante, argumentativa, conceptual.

2. O discurso filosófico.
2.1. Instrumentos lógicos: Conceitos/termos; Definição implícita e explícita; Extensão e compreensão
2.2. Juízos ou proposições; Definição de proposição; distinção entre frase e proposição.
2.3. Raciocínios ou argumentos.Definição de argumento; distinção entre argumentos dedutivos e indutivos.
2.4. A  Lógica como ciência da validade dos raciocínios ou argumentos.
2.5. Análise lógica dos textos: Tema, problema, Tese, Argumentos e conceitos principais.

ESTRUTURA:
Grupo 1
Análise lógica de um texto - 30 Pontos
2 Perguntas de resposta breve sobre conceitos - 2x20  = 40 Pontos.  Grupo 2 e 3
10 Perguntas de ESCOLHA MÚLTIPLA OU V/F - 10x5 = 50 Pontos.

Grupo 4
4 Perguntas para desenvolvimento e construção sobre os conteúdos leccionados- 4 x 20= 80 Pontos


COMPETÊNCIAS
- Saber analisar um texto.
- Saber definir um conceito.
- Explicar os temas, teses e argumentos de um texto filosófico.
- Saber fundamentar as respostas dadas.
- Adequar os conhecimentos às perguntas que são feitas.
- Saber problematizar e argumentar.
- Aplicar a teoria a situações novas.
- Exemplificar conceitos, proposições e argumentos.
- Relacionar os vários saberes.
- Sintetizar a Alegoria da Caverna
- Compreender as várias áreas  da Filosofia.


Critérios gerais de Correcção:

1. Boa articulação das ideias.

2. Domínio dos conceitos e conteúdos.

3. Adequação da resposta à pergunta.

4. Clareza e correcção da exposição escrita.

5. Boa construção argumentativa. 

6. Análise correta do texto.







quarta-feira, 3 de outubro de 2018

TPC 10º B

SELECCIONAR OS PRINCIPAIS CONCEITOS E PROPOSIÇÕES PRESENTES NOS TEXTOS
 
TEXTO 1
"Os conhecimentos da razão contrapõem-se aos conhecimentos históricos. Aqueles são conhecimentos a partir de princípios; estes, conhecimentos a partir de dados. Porém um conhecimento pode provir da razão e, não obstante, ser histórico; como quando, por exemplo, um simples literato aprende os produtos de uma razão alheia; o seu conhecimento de tais produtos da razão é, assim, simplesmente histórico."
(...) Aquele que quiser aprender a filosofar deve, pelo contrário, encarar todos os sistemas da filosofia apenas como história do uso da razão e como objeto do exercício do seu talento filosófico.
O verdadeiro filósofo tem, portanto, como pensador por si próprio, de fazer um uso livre e próprio, não um uso imitador e servil, da sua razão."
Immanuel Kant, O conceito de filosofia em geral.
TEXTO 2
" O núcleo da filosofia reside em certas questões que o espírito reflexivo humano acha naturalmente enigmáticas, e a melhor maneira de começar o estudo da filosofia é pensar diretamente sobre elas.
(...) A filosofia faz-se colocando questões, argumentando, ensaiando ideias , pensando em argumentos possíveis contra elas e procurando saber como funcionam realmente os nossos conceitos.
A preocupação fundamental da filosofia consiste em questionarmos e compreendermos ideias muito comuns que usamos todos os dias sem pensarmos nela. Um historiador pode perguntar o que aconteceu em determinado momento do passado, mas um filósofo perguntará: 'O que é o tempo?'. Um matemático pode investigar as relações entre os números, mas um filósofo perguntará: 'O que é um número?'. Um físico perguntará de que são constituídos os átomos ou o que explica a gravidade, mas um filósofo irá perguntar como podemos saber que existe qualquer coisa fora das nossas mentes. Um psicólogo pode investigar como é que as crianças aprendem uma linguagem, mas um filósofo perguntará: ' Que faz uma palavra significar qualquer coisa?'
Qualquer pessoa pode perguntar se entrar num cinema sem pagar é correto ou não, mas um filósofo perguntará: 'O que torna uma ação boa ou má?'
Thomas Nagel (1995) Que quer dizer tudo isto? Uma iniciação à filosofia (Lisboa ,Gradiva).
TEXTO 3
"4.11 A totalidade das proposições verdadeiras é toda a ciência natural (ou a totalidade das ciências da natureza).
4.11.1 A Filosofia não é uma das ciências da natureza.
(A palavra filosofia tem de denotar alguma coisa, que está acima ou abaixo das ciências da natureza, mas não ao lado delas).
4.11.2 O objeto da Filosofia é a clarificação lógica dos pensamentos.
A Filosofia não é uma doutrina, mas uma atividade. Um trabalho filosófico, consiste essencialmente em elucidações.
O resultado da Filosofia não é "proposições filosóficas", mas o esclarecimento de proposições.
A Filosofia deve tornar claros e delimitar rigorosamente os pensamentos, que doutro modo são como que turvos e vagos."
Ludwig Wittgenstein (1987) ,Tratado Lógico-Filosófico, Lisboa, Ed. Fund.Calouste Gulbenkian.