terça-feira, 1 de maio de 2012

Trabalho sobre Temas/Problemas do Mundo Contemporâneo


1. Temas dos trabalhos:



1. A pobreza como um problema moral.

2. Viver eticamente. Testemunho de alguns casos.

3. Os direitos dos animais.

4. A responsabilidade ecológica.

5. Os problemas de género: Os direitos das mulheres.

6. A Arte contemporânea. O que é a Arte? O que reflecte? Que importância tem? A quem serve?

7. Religião. Qual o seu significado? Qual a relação entre o Sagrado e o Profano? Será que o mundo ocidental perdeu a noção do Sagrado?

8. A violência moderna: O terrorismo será um problema religioso?

9. A violência moderna: os problemas multiculturais

10. Sexualidades. Será a sexualidade uma escolha?


2.LEITURAS:

Livro de Peter Singer “Escritos sobre uma vida ética”

TODOS OS TEXTOS ESTÃO NA REPROGRAFIA PARA FOTOCOPIAR.

Capítulos a ler e a organizar a reflexão a partir das ideias dos textos.



TEMA 1:Fome, riqueza e moralidade, 121 -132 pag 169 -171 Desidério Murcho

T EMA 2: Viver Eticamente 261 284 singer

TEMA 3 Os direitos dos animaisFechar o hiato 91 -102 - 155 -167 Desidério Murcho

TEMA 4: Valores ambientais , 103 -118 pag 266 a 276 do manual adoptado

TEMA 5: Os direitos das mulheres como direitos humanos.296 325 a 325 Maria Antónia

Abrunhosa

TEMA 6: Arte: Pags: 194 a 220 do manual adoptado

TEMA 7:Religião 221 a 262 do manual adoptado

TEMA 8:ZIZEK Violência

TEMA9: Zizec Os problemas multiculturais

TEMA 10: Sexualidades Roger Scruton



Trabalho a apresentar oralmente e por escrito.

Trabalho escrito: 5 páginas A4 - letra 11, esp 1,5

Avaliação é feita tendo em conta a apresentação por escrito e a oralidade.



Objectivos:

1. Analisar e resumir o texto nas suas linhas fundamentais.

2. Fazer o levantamento dos problemas colocados e contrapor argumentos/debater ideias.

4. Dominar filosófica ou cientificamente o tema.

5. Analisar um caso concreto.



ENTREGA DOS TRABALHOS POR ESCRITO :

21 ou 22 de MAIO


Apresentações orais: -


TEMA 1 e 2 – 21/22de Maio TEMA 3 e 4 – 23/24de Maio TEMA 5 e 6 – 28/29de Maio


TEMA 7/8/9 ou 10 : 31/de Maio 1 Junho



AVALIAÇÂO:

Escrito:

Apresentação e organização/10%; Investigação realizada 20%; Correcto resumo do texto 40%; Problematização e argumentação 30%



Oral com Dispositivo visual. Interesse filosófico 20%; Dinâmica de grupo e capacidade de gerar diálogo 20%; Domínio dos conteúdos40%; Qualidade e criatividade do dispositivo visual 20%



quinta-feira, 8 de março de 2012

Matriz para a prova de avaliação de dia 12, 13 ou 19 de Março

CONTEÚDOS
I. A dimensão ético-política da acção.
1. Intenção ética e norma moral.
1.a. O dilema moral
1.b. A dimensão ética da acção
1.c. Intenção e Norma
1.d. Moral e ética
1.e. A dimensão do eu, dos outros e das instituições.
1.f. as funções da consciência moral
1.g. Os princípios da reciprocidade, da autonomia e da imparcialidade da acção moral
1.h. A moral Epicurista: uma moral do prazer
2. A fundamentação da moral: a teoria deontológica de Kant.
2.a. Acções por dever, conforme ao dever e contra o dever.
1.b. O imperativo categórico e o Imperativo Hipotético.
1.c. A fundamentação racional: o dever como lei absoluta e incondicional
1.d. A boa vontade como subordinada à razão.
1.e. A finalidade do homem: a moral, a dignidade
1.f. O critério da acção moral.
1g. A intenção como critério da acção moral. Razões.
1.h. Objecções à Ética kantiana.
2. A ética Utilitarista
2.a. Os princípios da Ética Utilitarista
2.b. A diferenciação de prazeres.
2.c. Utilitarismo e deontologia

COMPETÊNCIAS
- Saber analisar logicamente um texto.
- Saber comentar uma frase
- Definir os conceitos
- Redigir com clareza
-Dominar teses e argumentos.

quinta-feira, 1 de março de 2012

Conclusão da correcção do teste 10C

Um dilema moral é
Um problema com duas soluções e ambas violam princípios morais.
Porque um dilema coloca em termos alternativos duas soluções que não seriam escolhidas livremente pelo sujeito, qualquer uma delas implica o abandono de uma das outras que não é correcto abandonar.

Qual das seguintes teses defende a subjectividade dos valores:
Os juízos de valor dependem do gosto e dos interesses do sujeito
A subjectividade dos valores acenta no pressuposto de que não há valores universais porque estes dependem da situação e da formação do sujeito.

Imparcialidade do juìzo significa:
Julgar casos semelhantes do mesmo modo
Implica a neutralidade do sujeito nos juízos, não se deixando influenciar pelas suas inclinações ou estados de espírito.

Culturas diferentes têm códigos morais diferentes então...
Não há juízos morais universais.
porque não podemos julgar os valores de culturas diferentes logo temos de considerar que os valores dependem das culturas.

A Ética e a Moral...
Tratam da forma como devemos agir e considerar as acções humanas.
São ambas reflexões sobre o carácter e as acções, tratam de um modo geral da fundamentação e do conteúdo das normas morais.

III
1.O relativista defende que os valores morais e a sua aplicação dependem das culturas, assim não há juízos morais neutros ou imparciais, nenhuma cultura é superior a outra de modo a poder julgar pois cada juízo revela a forma de pensar de uma cultura específica. Face a este caso, uma vez que ele é tradição na cultura japonesa e não na cultura ocidental, fará sentido inserido no quadro dos valores japoneses, pois cada cultura encontra o seu código de valores de modo a sobreviver e a poder enfrentar as necessidades que se colocam em cada situação. Poder-se-ia, por exemplo, se fossemos relativistas, defender esta prática como forma dos Samurais demonstrarem a sua coragem e superioridade de modo a serem temidos para que o seu poder não fosse afrontado, essa seria uma forma de manter o poder do imperador e a ordem social.

2.Objecções:
Julgar certas práticas culturais como incorrectas não significa julgar as culturas incorrectas, tal como pensam os relativistas, esse juízo é até necessário para não sermos cúmplices de certos actos violentos contra a dignidade humana.
O relativismo cultural pode ter como consequência o relativismo moral, e a moral não depende apenas das culturas mas podemos defender que há juízos morais universais.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

TESTE 10G

TESTE 10G


I

4- A dimensão ética da acção é o domínio da acção voluntária e intencional ,orientada por princípios e visando a dignificação e o aperfeiçoamento dos seres humanos na sua relação consigo próprios, com os outros e com as instituições. Traduz-se, na prática, no cumprimento de um conjunto de deveres indicados pela consciência moral que orientam para condutas correctas de acordo com a razão e os valores morais.

Caracteriza-se pela imparcialidade, autonomia e liberdade da consciência moral que permite aos indivíduos elevarem-se acima da sua condição animal e imporem fins próprios da sua condição humana enquanto seres racionais que encontram a sua realização no cumprimento e concretização desses princípios auto-impostos.

II

Teste A

a.V

b. F

c. F

d. F

e. V

TesteB

a. F

b. V

c. V

d. F

e. F

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Correcção do teste 5 de Dezembro de 2011

I

1.Análise lógica do texto

Tema: A liberdade e a responsabilidade.

Problema: De que modo poderemos ser responsabilizados?

Tese principal: Só podemos ser responsabilizados por acções cuja escolha estava ao nosso alcance.

Argumento: Somos responsáveis porque temos sempre várias possibilidades de agir e escolhemos uma delas, logo porque é uma livre escolha é também uma escolha nossa e somos, por isso autores da acção. A liberdade traz consigo a responsabilidade, abusar dela traz o castigo, usá-la bem traz o mérito. Todavia não temos liberdade para escolher certas acções que não estão ao nosso alcance como passar férias na lua ou exigir a um indivíduo preso que seja pontual ao encontro fora da prisão.

Conceitos, liberdade, possibilidades, responsabilidade

2. Significa dizer que vivemos a nossa vida num espaço aberto de possibilidades, deliberamos sobre quais dessas possibilidades prosseguir e, tendo deliberado, optamos.



II

1. A Adriana estabeleceu a sua crença: Não concordo com as leis do trabalho. O seu desejo: Protestar. Escolheu a acção para o fazer, incendiar os caixotes, trata-se de uma acção que resulta de deliberação consciente, uma Acção voluntária. O agente é assim o autor moral e material da ação e, por isso responsável material e moral.
O Carlos cometeu uma acção equivocada. É fruto da negligência do agente, não sendo voluntário pegar fogo à floresta é voluntário atirar o cigarro para o chão. O agente devia prever as consequências do seu acto e não o fez. Sendo responsável material não tem responsabilidade moral pois não teve intenção de o fazer.

PERGUNTAS DE ESCOLHA MÚLTIPLA:


2. 1. Toda a acção é um acontecimento. Porque agir significa provocar uma alteração no mundo e no próprio agente.

2.2. Explica-se a acção através do motivo, isto é a resposta à pergunta “Porque fizeste isso? E da intenção: O que fizeste? Para quê o fizeste?

2.3. Algumas coisas que fazemos são acções. A diferença entre agir e fazer é que agir implica fazer algo, mas o contrário não é verdadeiro porque podemos fazer coisas como abrir e fechar as pálpebras sem agir, isto é sem o fazer consciente e intencionalmente. Fazer é condição necessária para agir mas não é suficiente.

2.4. Os enunciados que descrevem uma acção são:


“Apanhado pelo professor a copiar o Francisco mentiu”


“Joana não se inscreveu no curso de pintura.”

Ambas são acções voluntárias e conscientes, têm uma intenção e um motivo.

III3. Dizer que somos condicionados, que temos condicionantes, significa dizer que não existe uma liberdade ilimitada, que as nossas opções estão limitadas, por vezes muito limitadas dependendo da história, das condições sociais e económicas, da cultura, das condições hereditárias ,biológicas, psicológicas. Os homens são seres limitados às suas condições biológicas e físicas, por exemplo não temos força para levantar determinadas coisas, não temos inteligência para compreender tudo, não podemos viajar à velocidade da luz. Para além destas condicionantes biológicas e físicas temos constrangimentos sociais e culturais, deveres para com as leis que cumprimos para evitar um mal maior, hábitos adquiridos e socialmente aceites etc. Apesar da liberdade ser em abstracto um conceito magnífico é algo que procuramos ultrapassando estas condicionantes, lutando por melhores condições de vida, revoltando-nos contra certas leis injustas, isto é lutando por uma maior autonomia face às condicionantes que nos limitam.

«ACRASIA» fenómeno que se costuma designar (no senso-comum) por falta de força de vontade de um agente. Um agente tem falta de força de vontade se tiver o desejo de produzir um certo efeito e tiver a crença de que uma dada acção é a melhor forma de produzir esse efeito e, no entanto, não realizar a acção com a qual obteria o efeito desejado.

Suponhamos que desejas entrar na universidade e que acreditas que estudar arduamente é o melhor caminho para conseguir o que desejas. Se admitirmos que os seres humanos são racionais e visto que és um ser humano, qual é a única coisa que é racional fazeres? Estudar arduamente, claro. Que dizer se não o fizeres? Que tens falta de força de vontade. Que sofres de “acrasia”. Não sendo uma doença, é um fenómeno que intrigou os filósofos desde a antiguidade, porque viola uma das formas mais primárias de racionalidade. Como poderemos explicar o fenómeno da “ acrasia”
ANTÓNIO ACREDITA QUE O TABACO FAZ MAL
ANTÓNIO DESEJA SER SAUDÁVEL
ANTÓNIO FUMA

O fenómeno explica-se considerando que momentaneamente o agente está fora de si.Sabe das regras, não ignora a finalidade da acção, mas por não ter controle na sua vontade, não realiza o que pensou.É responsável por ter criado as circunstâncias em que sucumbe às paixões. Tem uma sabedoria latente mas não realizável.A sua acção é intencional, porque sabe que está a realizá-la, mas não se abandona a ela e em geral arrepende-se dela.



O Mito é uma forma primitiva de explicar a realidade porque recorre a seres imaginários e sobrenaturais que têm características humanas, projectando nos fenómenos exteriores da natureza, os sentimentos do homem. Daí ser uma explicação sincrética porque confunde a realidade observada com a imaginação que deriva da reacção humana ao desconhecido. É também uma explicação antropomórfica visto que dá características humanas a seres inanimados. A Filosofia utiliza os mitos para comunicar de forma simples ideias abstractas, de modo a tornar a explicação mais acessível e facilmente compreesível por todos.



IV

A Alegoria da Caverna é uma história imaginada por Platão no livro "A República" onde se pretende através de imagens, representar a condição humana face ao conhecimento. Descreve a situação de um grupo de homens numa caverna. Cada uma das imagens pretende representar um aspecto da realidade em que os homens vivem habitualmente assim como o seu conhecimento. Assim, primeiramente:
1. A descrição do mundo da caverna – o mundo sensível
Os prisioneiros representam a condição humana presa a ilusões e preconceitos. Agrilhoados ao corpo e às suas paixões.
2. Um dos prisioneiros consegue fugir e habitua-se progressivamente à luz e vê os objectos concretos. Começa por ver reflexos mas depois por etapas pode ver tudo, incluindo a origem da luz que é o próprio SOL (BEM). O Bem é a Verdade , Beleza e Proporção de todas as coisas. Significa que o conhecimento não é imediato e implica uma aprendizagem.
3. O Homem depois de se ter libertado, volta à caverna para libertar os outros, mas os outros não acreditam, presos ao hábito e incapazes de pensarem para além dele, matarão o libertado.