terça-feira, 29 de outubro de 2019

Matriz para o 1º teste


MATRIZ PARA O PRIMEIRO TESTE DE FILOSOFIA – 10ºANO – NOVEMBRO 2019 – Professora Helena Serrão
Conteúdos
Competências
Estrutura
Cotações

1. Problema: O que é a Filosofia?
1.1.Definição etimológica de Filosofia.
 1.2. As várias disciplinas/áreas da Filosofia e os problemas que tentam resolver.
1.3. História da Filosofia: 
a) A atitude socrática como característica da atitude do filósofo.
b) Os filósofos pré-socráticos e o arché.
c) A atividade filosófica: Conceptualizar, problematizar e  argumentar.
2. O discurso filosófico.
2.2. Instrumentos lógicos: Conceitos/termos; Juízos ou proposições; Raciocínios ou argumentos.
2.3. Análise lógica dos textos: Tema, problema, Tese, Argumentos e conceitos principais.
3. Introdução à Lógica:
3.1. O que é a Lógica?
3.2. Distinção entre verdade e validade lógicas.
3.3. Definição de argumento válido e sólido.
3.4. Lógica proposicional: Tipos de proposições:
a) Proposições Simples – Categóricas.  Negar proposições categóricas. A contraditória de uma proposição
1. Analisar logicamente um texto filosófico, distinguindo, tema, teses, argumentos, conceitos e   problemas.
2. Interpretar corretamente um texto filosófico.
3. Saber definir conceitos/termos, juízos/proposições e raciocínios/argumentos.
4. Compreender a natureza da Filosofia e as suas áreas de estudo.
5. Conceptualizar, problematizar e argumentar sobre um tema.
6. Identificar os temas/problemas da filosofia pré-socrática.
7. Saber distinguir e identificar proposições.
8. Definir um argumento válido e sólido.

Grupo 1
1. Análise lógica de um Texto

2 – 3 Perguntas de interpretação e compreensão de conteúdos.

3. 1 Pergunta para problematização/conceptualização/ argumentação sobre um tema

-
Grupo 1
1 -25 Pontos
2- 15 pontos
3 -20 Pontos
4 -20 pontos
5 - 20 pontos


Grupo 2
 5x10 = 50 pontos



b) Proposições Compostas/Complexas: Conjunções, Disjunções inclusivas e exclusivas, Negações, Condicionais e Bicondicionais.
c) Saber o que são e dominar as regras das conectivas proposicionais.
d) Formalizar as proposições aplicando os operadores e as letras que representam as proposições.
e) Aplicar tabelas de verdade para saber em que condições uma proposição é verdadeira ou falsa.
3.5. Inferências ou argumentos válidos. Saber identificar uma inferência:
a) Modus Ponens
b) Modus Tollens
c) Silogismo disjuntivo.
3.6. Formalizar simbolicamente os argumentos.
3.7. Determinar a sua validade recorrendo a tabelas de verdade.
3.8. Construir inferências válidas.
3.9. Argumentos Inválidos- FALÁCIAS de Tollens e Ponens:
a) Negação do antecedente
b) Afirmação do consequente.
9. Distinguir premissas e conclusão num argumento/inferência.
7. Saber construir argumentos válidos.
8. Determinar a validade de um argumento.
9. Reconhecer uma falácia. 
10. Saber aplicar operadores proposicionais e tabelas de verdade.
11. Saber formalizar em linguagem simbólica as proposições e os argumentos.

Grupo 2
10 Perguntas para indicar a verdade ou falsidade das afirmações corrigindo as afirmações falsas.  Grupo 3 
5 Perguntas de Lógica proposicional  


Grupo 3
5x10 = 50 pontos

quinta-feira, 24 de outubro de 2019

Texto para resumo (Oriana 10B)

COMO USAM OS FILÓSOFOS AS CELULAZINHAS CINZENTAS
Raciocinar em filosofia é semelhante a raciocinar em outras áreas. Frequentemente raciocinamos acerca de questões como 'Quem cometeu o crime?', 'Que carro comprar?',  'Há um número primo maior do que todos?' ou 'Como curar o cancro?' Ao abordar estes temas, clarificamos as questões e colhemos informação de fundo. Consideramos o que outros disseram sobre o assunto. Consideramos perspectivas alternativas e as objecções a estas. Fazemos distinções e pesamos os prós e contras. O clímax do processo atinge-se quando tomamos posição e tentamos justificá-la. Explicamos que a resposta tem de ser tal e tal e apontamos para outros factos que justificam a nossa resposta. Isto é raciocínio lógico, no qual vamos de premissas para uma conclusão.
Raciocinar logicamente é concluir algo a partir de algo diferente. Por exemplo, concluir que foi o mordomo que cometeu o homicídio a partir das crenças (1) ou foi o mordomo ou a criada e (2) a criada não pode ter sido. Se colocamos o racicínio em palavras temos um argumento - uma série de proposições consistindo em premissas e uma conclusão:

Ou foi o mordomo ou a criada.
A criada não foi.
Logo, foi o mordomo.

[…] Este argumento é válido, o que significa que a conclusão se segue logicamente das premissas. Se as premissas são verdadeiras, então a conclusão tem de ser verdadeira. Portanto, se podemos ter confiança nas premissas, podemos estar confiantes de que foi mordomo que cometeu o crime.
Dizer que um raciocínio é válido é dizer que a conclusão se segue das premissas e não que as premissas são verdadeiras. Para provar algo precisamos, além da validade do argumento, de premissas verdadeiras. Provamos a nossa conclusão se ela se segue logicamente de premissas claramente verdadeiras.  
A filosofia envolve muito raciocínio lógico. A forma mais comum de raciocínio lógico em filosofia consiste em atacar-se uma tese P argumentando que ela conduz ao absurdo Q:

Se P é verdadeiro, então Q também o será.
Q é falso.
Logo, P é falso.

Ao examinarmos uma tese, consideramos as suas implicações e vamos à procura das falhas. Se encontramos implicações claramente falsas, então mostrámos que a tese é falsa; se encontramos implicações altamente duvidosas, então a tese é duvidosa.
Na formação das nossas perspectivas filosóficas são igualmente importantes o raciocínio e o empenho pessoal. O raciocínio só por si não resolve todas as disputas. Uma vez considerados os argumentos de um lado e de outro, temos de tomar uma decisão. Se nos decidimos por uma perspectiva que levanta fortes objecções, temos de estar à altura de lhes responder.

Harry Gensler, Ethics - A Contemporary Introduction. (London & New York, 1998, p. 3). Tradução de Carlos Marques.
Tenha em conta as instruções para a realização do resumo (ver no link aulas 10ºAno -15 setembro)

quarta-feira, 16 de outubro de 2019

Texto para resumo dos alunos Madalena Silva (10ºA) e Manuel Casimiro (10ºB)



Imagem relacionada

VI.Argumentos dedutivos

Todos os argumentos que até agora apreciamos têm um certo grau de incerteza, de uma maneira ou de outra. Exemplos novos podem sempre refutar um argumento com base em exemplos, e até uma fonte informada e imparcial pode estar errada. No entanto, os argumentos dedutivos bem construídos são argumentos em que a verdade das premissas garante a verdade das conclusões.

Se não há fatores de sorte no xadrez, então o xadrez depende unicamente do talento dos jogadores.
Não há fatores de sorte no xadrez.
Logo, o xadrez depende unicamente do talento dos jogadores.

Se estas duas premissas são verdadeiras, então tem também de ser verdade que o xadrez depende unicamente do talento dos jogadores. Para discordar da conclusão, o leitor teria de discordar também de pelo menos uma das premissas.
Os argumentos dedutivos oferecem, pois, certezas —mas apenas se as respectivas premissas forem também certas. Uma vez que as premissas dos nossos argumentos. Raramente são de fato assim, as conclusões dos argumentos dedutivos da vida real têm ainda assim de ser apreciadas com algumas (por vezes muitas!) reticências. No entanto, quando conseguimos encontrar premissas fidedignas, as formas dedutivas são muito úteis. Lembre-se da regra 3: tente começar com premissas fidedignas.
Mesmo quando as premissas são incertas, as formas dedutivas oferecem uma maneira efetiva de organizar um argumento, especialmente num ensaio argumentativo. Este capítulo apresenta seis formas dedutivas comuns com exemplos simples, cada uma com uma regra própria. Os capítulos VII-IX voltarão a tratar do seu uso nos ensaios argumentativos.

MODUS PONENS
Os argumentos dedutivos bem formados chamam-se argumentos válidos. Usando as letras p e q em representação de duas frases, a forma dedutiva mais simples é:
Se [frase p], então [frase q].
[Frase p].
Logo, [frase q].

Ou, mais sucintamente:
Se p, então q.
p.
Logo, q.

Esta forma chama-se modus ponens («o modo de pôr»: ponha p, fique com q). Se p representar «não há fatores de sorte no xadrez» e q «o xadrez depende unicamente do talento dos jogadores», o nosso exemplo introdutório é um caso de modus ponens. Verifique-o.
Muitas vezes um argumento destes é tão óbvio que não precisa de ser formulado como um modus ponens.

Uma vez que os otimistas têm mais hipóteses de terem sucesso do que os pessimistas, devias ser otimista.
Este argumento pode escrever-se assim:
Se os otimistas têm mais hipóteses de terem sucesso do que os pessimistas, devias
ser otimista.
Os otimistas têm mais hipóteses de terem sucesso do que os pessimistas.
Logo, devias ser otimista.

No entanto, o argumento é perfeitamente claro sem o pormos nesta forma. Outras vezes, no entanto; é útil escrevermos o modus ponens:

Se existem milhões de planetas habitáveis na nossa galáxia, então parece provável que a vida se tenha desenvolvido em mais do que um planeta.
Existem milhões de planetas habitáveis na nossa galáxia.
Logo, parece provável que a vida tenha evoluído em mais do que um planeta.

Para desenvolvermos este argumento temos de defender e explicar ambas as premissas e elas requerem argumentos bastante diferentes (porquê?). E útil formulá-los clara e separadamente desde o início.

WESTON, Anthony. Arte de Argumentar, Gradiva, Lisboa. Pp. 28, 29 e 30

Colocado por Professor David e Professor Rafael

sexta-feira, 11 de outubro de 2019

TEXTO PARA RESUMO - João Parreira -10A



COMENTE A BANDA DESENHADA

Todos nós raciocinamos. Tentamos descobrir como as coisas são raciocinando com base naquilo que já sabemos. Tentamos persuadir os outros de que algo é de determinada maneira dando-lhes razões. A lógica é o estudo do que conta como uma boa razão para o quê, e porquê. Temos no entanto de compreender esta afirmação de um certo modo. Aqui estão dois trechos de raciocínio — os lógicos chamam-lhes inferências:


1.       Roma é a capital da Itália, e este avião aterra em Roma; logo, o avião aterra na Itália.

2.       Moscovo é a capital dos EUA; logo, não podemos ir a Moscovo sem ir aos EUA.


            Em ambos os casos as afirmações antes do «logo» — os lógicos chamam-lhes premissas — são as razões dadas; as afirmações depois do «logo» — os lógicos chamam-lhes conclusões — são aquilo que as razões devem sustentar. O primeiro trecho de raciocínio está correcto, mas o segundo é completamente descabido, e não iria persuadir ninguém com um conhecimento elementar de geografia: a premissa de que Moscovo é a capital dos EUA é, simplesmente, falsa. Note-se que, contudo, se a premissa fosse verdadeira — por exemplo, se os EUA tivessem comprado a Rússia toda (e não apenas o Alasca) e tivessem mudado a Casa Branca para Moscovo para estarem perto dos centros do poder Europeus — a conclusão seria de facto verdadeira. A conclusão ter-se-ia seguido da premissa; e essa é a preocupação da lógica. A lógica não se preocupa em saber se as premissas de uma inferência são verdadeiras ou falsas. Isso é o trabalho de outras pessoas (neste caso, do geógrafo). A lógica apenas está preocupada em saber se a conclusão se segue das premissas. Os lógicos chamam válidas a todas as inferências em que de facto a conclusão se segue das premissas. Assim, o objectivo principal da lógica é compreender a validade.
Graham Priest, Lógica, Temas e Debates, 2002 (Trad. Célia Teixeira), p.15-16

terça-feira, 1 de outubro de 2019

O discurso filosófico versus o discurso poético


FICHA 1 - O Discurso poético e o discurso filosófico.

Novembro. Só! Meu Deus, que insuportável mundo!
         Ninguém, viv'alma... O que farão os mais?
Senhor! a Vida não é um rápido segundo:
Que longas horas estas horas! Que profundo
         Spleen o d’estas noites imortais!

Faz tanto frio. (Só de a ver me gela, a cama...)
Que frio! Olá, Joseph! bota mais carvão!
E quando todo se extinguir na áurea chama,
Eu botarei (para que serve? já não ama...)
Às cinzas brancas, meu vermelho coração!

Lá fora o vento como um gato bufa e mia...
         Ó pescadores, vai tão bravo o mar!
Cautela... Orçai! Largai a escota! Ave Maria!
Cheia de Graça... Horror! Mortos! E a água tão fria!...
         Que triste ver defuntos a boiar!

Spleen! Que hei-de eu fazer? Dormir, não tenho sono,
Leva-me a carne a Dor, desgasta-me o perfil.
Nada há pior que este sonâmbulo abandono!
Ó meus Castelos-em-Espanha! Ó meu outono
D’alma! Ó meu cair-das-folhas, em abril!

A Vida! Horror! Ó vós que estais no último alento!
         Que felizes, sois prestes a partir!
Ó Morte, quero entrar no teu Recolhimento!...
Oiço bater. Quem é? Ninguém: um rato... o vento...
         Coitado! é o Georges, tísico, a tossir...

Mês de novembro! Mês dos tísicos! Suando
Quantos, a esta hora, não se estorcem a morrer!
Vê-se os padres as mãos, contentes, esfregando...
Mês em que a cera dá mais e a botica, e quando
Os carpinteiros têm mais obra p’ra fazer...

Oiço um apito. O trem que se vai... Engatar-te
         Quem me dera o wagon dos sonhos meus!
Lá passa, ao longe. Adeus! Quisera acompanhar-te...
– Boa viagem! Feliz de quem vai, de quem parte!
         Coitado de quem fica... Adeus! adeus!

Viajar? Ilusão. Todo o planeta é zero.
Por toda a parte é vil o homem e bom o céu.
– Américas! Japão! Índias! Calvário!... Quero
Mas é ir, à Ilha, orar sobre a cova do Antero
E a Águeda beber água do Botaréu...

Vi a Ilha loira, o Mar! Pisei terras de Espanha,
         Países raros, Neves, Areais;
Cantando, ao luar, errei nas ruas da Alemanha,
Armei na França minha tenda de campanha...
         E tédio, tédio, tédio e nada mais!

Que hei-de eu fazer? Calai essas canções imundas,
Cervejarias do Quartier! Rezai, rezai!
Paisagem, onde estás? Ó luar, águas profundas!
Ó choupos, à tardinha, altivos, mas corcundas,
Tal como aspirações irrealizáveis, ai!

Não me tortura mais a Dor. Sou feliz. Creio
         Em Deus, n’uma outra vida, além do Ar.
Meus livros dei-os, meu Filósofo queimei-o:
Agora, trago uma medalha sobre o seio
         Com a qual falo, às noites, ao deitar.

Espiritos! em vão, debalde por vós clamo:
Por que me abandonais? Ó almas, vinde a mim!
Às vezes, vindes consolar-me e não vos chamo,
E, hoje, não… Por quê? Traço o paralelogramo,
Extingo o lume, apago a luz: nem mesmo assim!

Ó almas do Outro-mundo! a minha alma anseia
         Pelo luar da lua de Canaã:
Quero passar o além que para além se alteia,
A nação de que a Terra é uma pequena aldeia
         E um lugarejo a Estrela da Manhã!

(E a chuva cai...) Meu Deus! Que insuportável mundo!
Viv’alma! (O vento geme...) O que farão os mais?
Senhor! A Vida não é um rápido segundo:
Que longas horas estas horas! Que profundo
Spleen mortal o d’estas noites imortais!

António Nobre, Ao canto do lume.1892

O discurso filosófico:
 
“Os males do mundo devem-se tanto a defeitos morais quanto à falta de inteligência. Mas a humanidade não descobriu até agora qualquer método para erradicar defeitos morais [...] A inteligência, pelo contrário, aperfeiçoa-se facilmente por meio de métodos que todos os educadores competentes conhecem. Logo, até se descobrir um método para ensinar a virtude, o progresso terá de ser alcançado por meio do aperfeiçoamento da inteligência e não da moral.”
Bertrand Russell

ANÁLISE LÓGICA - TEMA:__________________________________________________________________________________
PROBLEMA:____________________________________________________________________________________________
TESE:___________________________________________________________________________________________________
ARGUMENTO (RAZÕES):____________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________________________________
CONCEITOS: ____________________; _________________;__________________________;____________


O problema é a questão que está presente no texto e que este visa responder ou reflectir sobre.

A Tese é a resposta encontrada pelo autor ao problema, é a ideia que o autor defende. Podem ser apresentadas várias teses. Também se podem apresentar contra-teses ou objecções como se esta reflexão fosse um diálogo do autor consigo próprio. A tese é uma frase declarativa ou proposição. Pode também ser entendida como a conclusão do argumento que se expõe.

A argumentação é o conjunto de razões que servem para justificar a tese proposta, explica o porquê da tese que se defende.

Os conceitos são as palavras que referem  classes de objetos, o conceito é aquilo que distingue essa classe de todas as outras.

ESTRUTURA O DISCURSO:

PROPOSIÇÕES: Frases declarativas com valor de verdade.

ARGUMENTOS: Conjunto de proposições que justificam uma determinada conclusão ou tese.

CONCEITOS: Palavra ou palavras que referem uma classe de objectos. Expressam uma Ideia isolada.