quarta-feira, 25 de setembro de 2019

Resumo do texto Filipe, 10B

O que acontece no nosso século é coisa digna de fixar a atenção; a filosofia constitui, mesmo para as pessoas de maior capacidade, uma ciência quimérica e vã, que carece de aplicação e valor, tanto na teoria como na prática. Entendo que a causa de tal desdém são os ergotistas ( os que têm por hábito argumentar por silogismos) que se postaram nas suas avenidas e as disfarçaram e adulteraram. É grande erro apresentar como inacessíveis às crianças as verdades da filosofia, considerando-as com dureza e severidade terríveis; quem ousou disfarçá-las com aparências tão distantes da verdade, com rosto tão austero e tão odioso? pelo contrário, nada há mais alegre divertido, jovial, e até, ouso dizer, galhofeiro. A filosofia só apregoa festa e tempo aprazível; uma face triste e transida expressa a ausência de filosofia.

(...) A alma que alberga a filosofia deve, para a cabal saúde daquela, ter a matéria sã; a filosofia tem de mostrar mesmo exteriormente o repouso e o bem estar; deve formar à sua semelhança, o porte externo e procurar, por conseguinte, uma dignidade agradável, um aspecto activo e alegre e um semblante contente e benigno. O testemunho mais seguro da sabedoria é um gozo interior constante; o seu estado, como o das coisas superlunares, , jamais deixa de ser a serenidade e a calma. (...) A filosofia, cuja missão é serenar as tempestades da alma, ensinar a resistir às febres  e à fome com fisionomia serena, sem se valer de princípios imaginários, mas de razões naturais e palpáveis, tem a virtude por objectivo, a qual está, como assegura a escola, colocada no cume de um monte escarpado e inacessível; os que a viram de perto, consideram-na pelo contrário, situada no alto de uma formosa planície, fértil e florescente, sob a qual contempla todas as coisas.

Montaigne, Ensaios, Ed Amigos dos livros, Lx,p.126,127

Imagem: Cícero orando na assembleia

domingo, 15 de setembro de 2019

Instruções para o resumo do texto.


1. Introdução.

1.a) Breve apresentação dos autores de que fala o texto.
1.b) Esclarecer o significado dos conceitos importantes.
1.c) Esclarecer o tema do texto.

2.  Apresentar as ideias principais começando com: " O texto relata" ou "O texto pretende defender" ou "O texto esclarece".

3. Conclusão geral.

4. Comentário crítico. ( Breve apreciação sobre o texto anifestando um juízo crítico, focando aspectos mais ou menos claros, controvérsias, objeções, outros pontos de vista)

Instruções para realizar o relatório de aula.


  1. O relatório é um resumo da aula, mas apenas dos conteúdos filosóficos que são transmitidos na aula.
  2. O relatório só deve incluir, ideias, explicações, exemplos ou discussões registadas na aula.
  3. Não deve ser muito extenso nem muito curto, Aprox 2 páginas
  4. Deve ser escrito numa linguagem cuidada.
  5. Não pode ter erros científicos.
  6. Deve ser bem organizado, mantendo os assuntos por ordem sem repetições nem saltos.
  7. Pode ter o seu grau de originalidade. Na escolha de exemplos ou na compreensão do mesmo assunto de outro modo; (se é utilizado um exemplo para demonstrar que Sócrates acreditava na imortalidade da alma, podemos dar outro exemplo que demonstre o mesmo).
       Se cumprirem as regras terão um bom relatório. Até breve. Helena Serrão