domingo, 28 de janeiro de 2018

Matriz para o 3º Teste de Filosofia - Fevereiro 2018

Bruce Davidson, Gales, 1965




A. Estrutura e Critérios de Avaliação

Grupo I - Questões de V e F ou escolha múltipla 5x10 = 50 Pontos;

Grupo II – Cinco questões de resposta curta. 6x10 pontos = = 60 Pontos

Grupo III -Texto com 3 perguntas- 3x30 pontos =90 Pontos;

(Uma das perguntas é um pequeno ensaio argumentativo. As respostas tem que ser estruturada. Evidenciar domínio dos conteúdos. Fundamentar bem as afirmações. Não ter erros científicos.)

B. Conteúdos e competências específicas.


1. Análise lógica do texto: Identificar o tema e o problema tratado, a tese, o corpo argumentativo e os conceitos.

2. Lógica formal – Proposicional.
a) As proposições e as conectivas proposicionais de conjunção, disjunção, condicional, bicondicional e negação.
b) Traduzir para linguagem simbólica uma proposição dada
c) Traduzir da linguagem simbólica para a natural e identificar as proposições.
d) Saber as regras lógicas da verdade das proposições e da validade dos argumentos.
e) Aplicar o quadrado da oposição para negar proposições.
f) Principais argumentos dedutivos: Aplicar as inferências de Modus Ponens, Modus Tollens, Condicionais, disjunções, leis de Morgan, contraposição e dupla negação.
g) Aplicar as tabelas de verdade para verificar se os argumentos são válidos ou não.
h) Falácias formais – afirmação do consequente e negação do antecedente.

3. O domínio do discurso argumentativo - a procura de adesão do auditório.
a. Distinção entre Lógica formal e informal
b. Principais argumentos informais não dedutivos : Indutivos, por Analogia, de Autoridade qualificada.
c. Avaliação e identificação dos argumentos no texto.
d. Construção de um texto argumentativo onde possa aplicar vários tipos de argumentos.
e. Principais falácias informais: Petição de princípio, ad verecundiam, ad hominem,ad ignorantiam, bola de neve (reação em cadeia), generalização apressada, boneco de palha, falso dilema, falsa causa, falsa analogia e amostra não representativa.


C. Competências gerais:

1. Dominar os conhecimentos exigidos.
2. Compreender as várias regras e aplica-las. de forma correta.
3. Expor de forma clara e objetiva o pensamento.
4. Aplicar os conhecimentos adquiridos a novas situações.
5. Avaliar e identificar os argumentos e teses(conclusão) dos textos.
6. Justificar com razões fortes as afirmações proferidas.
7. Escrever corretamente.

Para detectar e identificar os argumentos falaciosos.


Foto de Cartier Bresson

1. O meu médico diz que não há provas que a minha dor de cabeça seja provocada por “falta de vista”, mas também não há provas que não seja, logo, eu tinha razão, as minhas dores de cabeça são mesmo “falta de vista”.


     2. Nunca deves jogar. Uma vez que comeces a jogar verás que é difícil deixar o jogo. Em breve estarás a deixar todo o teu dinheiro no jogo e, inclusivamente, pode acontecer que te vires para o crime para suportar as tuas despesas e pagar as dívidas.



 3. Einstein foi o criador da relatividade mas é preciso ver que Einstein era judeu e comunista, logo a teoria da relatividade só pode ser mentira.


4. Sabemos que Deus existe, porque a Bíblia o diz. E o que a Bíblia diz deve ser verdadeiro, dado que foi escrita por Deus e Deus não mente.



5. João: Nós deveríamos ter leis menos rígidas em relação à legislação sobre o tabaco; Joana: Não, estás a dizer que todos deviam suportar a loucura suicida dos fumadores, estás a defender o caos.



6. Ou usas os bens que o capitalismo te disponibilizou e tens de defender o capitalismo ou, se és contra, vais viver sozinho para a montanha e alimentas-te de ervas.

7. O grande psicanalista Freud fumava, então o fumo deve ser bom.


8. Os alunos do 11ºG leem bastante e são jovens, logo, no presente, os jovens leem mais.


9. Vou ter boa nota no teste porque está Lua cheia e sempre que está Lua cheia eu sei que a sorte está comigo.


quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

Falácias 1



FALÁCIAS DE NÃO RELEVÂNCIA

( Quando as razões são logicamente irrelevantes embora possam psicologicamente ser relevantes)
1. Argumentum ad populun (apelo ao povo) quando se apela ao que a maioria das pessoas faz, ao “espírito das massas”.
2. Argumentum ad hominem (argumento contra a pessoa) quando para destruir o argumento de alguém tenta-se destruir a pessoa.

FALÁCIAS DAS PREMISSAS INSUFICIENTES:
(Quando a indução é fraca e as premissas embora relevantes não são suficientes para justificar a conclusão)
3. Argumentum ad verecundiam (apelo ao uma autoridade não qualificada). Quando para se justificar algo se recorre a uma autoridade que não é digna de confiança ou que não é uma autoridade no assunto.
4. Argumentum ad ignorantiam (apelo à ignorância). Quando as premissas de um argumento estabelecem que nada se sabe acerca de um assunto e se procura concluir a partir dessas premissas algo acerca do assunto.
Exemplos:Os fantasmas existem! Já provaste que não existem?
Como os cientistas não podem provar que se vai dar uma guerra global, ela provavelmente não ocorrerá.
5. Generalização apressada . Quando se extrai uma conclusão de uma amostra atípica e não significativa.
Exemplos: Fred, o australiano, roubou a minha carteira. Portanto, os Australianos são ladrões. (Claro que não devemos julgar os Australianos na base de um exemplo).
6. Amostra não representativa: Os alunos do 11ºAno desta escola leem muito. São jovens, logo, hoje em dia os jovens leem mais.

7. Falsa Causa. Quando a ligação entre premissas e conclusão depende de uma causa não existente. Os argumentos causais são os argumentos onde se conclui que uma coisa ou acontecimento causa outra. São muito comuns mas, como a relação entre causa e efeito é complexa, é fácil cometer erros. Exemplo de uma Falsa Causa: Ganho sempre ao poker quando levo uma camisa preta. Amanhã, se levar a camisa preta também ganharei.
8. Reação em cadeia (derrapagem). Quando as premissas apresentam uma reação em cadeia com uma probabilidade mínima de acontecer.
Nunca deves jogar. Uma vez que comeces a jogar verás que é difícil deixar o jogo. Em breve estarás a deixar todo o teu dinheiro no jogo e, inclusivamente, pode acontecer que te vires para o crime para suportar as tuas despesas e pagar as dívidas.
Se eu abrir uma exceção para ti, terei de abrir exceções para todos.

9. Espantalho ou boneco de palha: Quando se deturpa o argumento adversário de modo a torná-lo mais fácil de atacar. Exemplo: Não pode estacionar o carro no passeio porque impede as pessoas de passarem! Estou a ver quer que eu estacione o automóvel no meio da rua.
10. Falsa analogia: Quando se faz uma comparação entre duas coisas que têm diferenças que não podem ser ignoradas porque são determinantes.

11. Falso dilema: Coloca apenas duas alternativas como se fossem únicas quando há mais alternativas possíveis. Exemplo: Ou tomas uma atitude violenta ou és vítima de "bulling". se não queres ser vítima então tens que ser carrasco.

FALÁCIAS DE PRESSUPOSIÇÃO
12. Petitio principii (Petição de princípio). Quando o que devia ser aprovado pelo argumento é já suposto pelas premissas.
Exemplos: Dado que não estou a mentir, segue-se que estou a dizer a verdade.
Sabemos que Deus existe, porque a Bíblia o diz. E o que a Bíblia diz deve ser verdadeiro, dado que foi escrita por Deus e Deus não mente. (Neste caso teríamos de concordar primeiro que Deus existe para aceitarmos que ele escreveu a Bíblia.)

Falácias Informais

Falácia do Espantalho

O amor é uma falácia


O amor é uma falácia 2


FALÁCIAS INFORMAIS 2


terça-feira, 23 de janeiro de 2018

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Brené Brown sobre Empatia


Para os meus alunos do 10ºAno, 10ºD e 10ºE. EXERCÍCIOS


 Aqui vão os exercícios para construir argumentos a partir de imagens. Tomem como exemplo estas três tiras de BD e descubram onde estão as premissas e a conclusão do argumento que o autor nos dá de uma forma implícita (não está escrito, está escondido nas falas e na imagem mas é a ideia que o autor quer que o leitor perceba).

BD1


BD2

Os argumentos que podemos utilizar podem ser Dedutivos como:

1. Modus Ponens e Tollens - "Se X então Y                ou        " SE X então Y
                                             X                                                   Não Y
                                             Logo, Y"                                        Logo, não X"       

2. Condicionais: Se X então Y. Se Y então Z. Logo, se X então Z"

3. Silogismos: Todos os X são Y
                         Todos os Z são X
                          Logo, todos os Z são Y

4. Disjuntivos: Ou X ou Y
                         Não X
                          Logo, Não Y

Também podem utilizar os últimos argumentos que demos, os informais, não-dedutivos, tais como
1: Indução:
2. Analogia
3. Autoridade qualificada
4. Causas
(Veja o diapositivo da lógica informal)

terça-feira, 9 de janeiro de 2018