terça-feira, 27 de fevereiro de 2024

Textos para resumo Juliana Marino 10C

O imperativo categórico 
Kant acreditava que, como seres humanos racionais, temos certos deveres. Estes deveres são categóricos: por outras palavras, são absolutos e incondicionais -- deveres como «deves sempre dizer a verdade» ou «nunca deves matar ninguém». Estes deveres são válidos sejam quais forem as consequências que possam advir da sua obediência. Kant pensava que a moral era um sistema de imperativos categóricos: mandamentos para agir de determinadas maneiras. Este é um dos aspectos mais distintivos da sua ética. 
Ele contrastou os deveres categóricos com os hipotéticos. Um dever hipotético é um dever como «se queres ser respeitado, deves dizer a verdade» ou «se não queres ir para a prisão, não deves matar ninguém». Os deveres hipotéticos dizem-nos o que devemos ou não fazer se quisermos alcançar ou evitar um dado objectivo. Kant pensava que só existia um imperativo categórico básico: «age apenas segundo as máximas que possas ao mesmo tempo querer como leis universais». Por outras palavras, age apenas segundo uma máxima que quererias aplicar a toda a gente. Este princípio é conhecido como princípio da universalizabilidade
Apesar de Kant ter dado várias versões diferentes do imperativo categórico, esta formulação é a mais importante e tem sido extraordinariamente influente. Iremos examiná-la mais detalhadamente.
Kant pensava que, para que uma acção seja moral, a máxima subjacente teria de ser universalizável. Teria de ser uma máxima que se aplicaria a todas as outras pessoas em circunstâncias análogas. Não devemos erigir-nos como uma excepção, mas antes ser imparciais. Assim, por exemplo, se o leitor roubar um livro, agindo segundo a máxima «Rouba sempre que fores demasiado pobre para comprar o que queres», e para que este seja um acto moral, esta máxima teria de aplicar-se a qualquer outra pessoa que estivesse na sua situação. 
Claro que isto não significa que qualquer máxima que possa ser universalizável é, por essa razão, uma máxima moral. É óbvio que muitas máximas triviais, tais como «Deita sempre a língua de fora a pessoas mais altas do que tu», podem facilmente ser universalizáveis, apesar de terem pouco ou nada a ver com a moral. Outras máximas universalizáveis, como a máxima sobre o roubo que usei no parágrafo anterior, podem mesmo assim ser consideradas imorais. 
Esta noção de universalizabilidade é uma versão da chamada Regra de Ouro do cristianismo: «faz aos outros o que gostarias que te fizessem a ti».

Nigel Warburton, Elementos básicos de Filosofia

terça-feira, 20 de fevereiro de 2024

Texto para resumo Joana Espinho 10C

 


Kant acreditava que o que faz de nós seres humanos, ao contrário dos outros animais, é o fato de pensarmos reflexivamente sobre nossas escolhas. Seríamos como máquinas se não pudéssemos agir com uma intenção. Quase sempre faz sentido perguntar para um ser humano “Por que você fez isso?”. Nós não agimos somente por instinto, mas também baseados na razão. A forma de Kant dizer isso é em termos de “máximas” a partir das quais agimos. A máxima é apenas o princípio subjacente, a resposta à pergunta “Por que você fez isso?”

Kant acreditava que a máxima subjacente à nossa ação era o que realmente importava. Ele dizia que deveríamos agir somente sob as máximas universalizáveis. Para que algo seja universal, é preciso ser aplicado a todas as outras pessoas. Isso quer dizer que deveríamos fazer somente aquilo que fizesse sentido para todos os outros na mesma situação. Sempre pergunte a si mesmo: “E se todos fizessem isso?”. Não faça uma defesa própria. Kant acreditava que, na prática, isso significava que não deveríamos usar os outros, mas sim tratá-los com respeito, reconhecendo a autonomia das pessoas e sua capacidade como indivíduos de tomar, por conta própria, decisões pensadas. Essa reverência pela dignidade e pelo valor dos seres humanos individuais é o cerne da teoria moderna dos direitos humanos. É a grande contribuição de Kant para a filosofia moral.

É mais fácil entendermos a questão com um exemplo. Imagine que você tenha um comércio que venda frutas. Quando as pessoas compram suas frutas, você sempre as trata educadamente e devolve o troco correto. Talvez você faça isso por julgar que é bom para os negócios e que as pessoas voltarão para gastar mais dinheiro no seu comércio. Se essa é a única razão que o leva a devolver o troco correto, você está tratando as pessoas como um meio para obter o que quer. Kant acreditava que como não podemos sugerir que todas as pessoas tratem os outros dessa maneira, pois essa não era uma forma moral de comportamento. Entretanto, se você devolve o troco correto porque reconhece que é seu dever não enganar os outros, trata-se de uma ação moral, pois é baseada na máxima “Não engane os outros”, uma máxima que ele acreditava aplicar-se a todos os casos. Enganar as pessoas é uma forma de usá-las para obtermos o que queremos. Não pode ser um princípio moral. Se todo mundo enganasse a todos, não existiria confiança: ninguém acreditaria no que cada um diz.

Nigel Warburton, Breve história da Filosofia

(VER REGRAS DO RESUMO NA BARRA DE FERRAMENTAS DO LADO DIREITO)

terça-feira, 13 de fevereiro de 2024

Trabalhos de grupo:

 


1. Temas dos trabalhos:



Temas problemas do mundo contemporâneo:

1. A pobreza como um problema moral. Será a pobreza um problema moral?

2. Viver eticamente. Como intervir positivamente no mundo? Testemunho de alguns casos.261 284 Singer

3. A responsabilidade ecológica. Como ter uma vida mais sustentável sem contribuir para a destruição da natureza e do planeta?

4. Os problemas de género: A violência sobre as mulheres será um problema cultural?

5. Os refugiados e a emigração. Como deve o estado gerir as práticas culturais diferentes no mesmo território?

6. O problema da morte assistida. Será eticamente correto legalizar a eutanásia?

7. O Terrorismo e o choque de culturas. O terrorismo será um problema religioso?

8. O problema da guerra. Será a guerra justificável? A violação dos direitos humanos por causa da guerra.

9. Apresentação da obra de Fernando Savater "Ética para um jovem". O que é a Ética? Como ser ético?

 

Trabalho a realizar parcialmente na aula, parcialmente em casa.

Objetivos:

Saber selecionar informação relevante para o tratamento do tema. (30)

Analisar corretamente os textos filosóficos e outros. (20)

Fundamentar as posições apresentadas com bons argumentos (exemplos/factos ou razões) (30)

Problematizar bem o tema levantando outras questões relacionadas e pertinentes. (20)

Comunicar bem as ideias mostrando profundidade de análise e boa assimilação da informação. Sem leitura. (100)

Textos para os trabalhos disponibilizados na reprografia.

Calendário:

Entrega do trabalho 22 abril (entrega dos diapositivos) para todos os grupos.

Apresentações orais: recurso - apresentação de diapositivos sobre o tema e explicação

Tema 1 e 2 - 22 abril

Tema 3 e 4 - 26 abril

Tema 5, 6 e 7 - 29 abril

(Grupos com 3 ou 4 alunos)