quarta-feira, 4 de março de 2026
Textos para resumo Carolina10B
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026
Texto para resumo: Rebeca 10B
Sim, quando Kant descreve a lei moral, descreve a consciência humana. Não podemos provar o que a consciência diz, mas sabemo-lo. - Por vezes, sou muito simpático para com os outros simplesmente porque é vantajoso para mim. Desse modo, posso ser popular. - Mas quando és simpática para com os outros apenas para seres popular, não estás a agir de acordo com a lei moral. Talvez não estejas a observar a lei moral. Talvez estejas a agir numa espécie de acordo superficial com a lei moral - e isso já é alguma coisa -, mas uma ação moral tem de ser o resultado de uma superação de ti mesma. Só quando fazes algo porque achas ser teu “dever” seguir a lei moral é que podes falar de uma ação moral. Por isso, a ética de Kant é frequentemente chamada “ética do dever”.
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026
Texto para resumo Mariana 10B
Kant acreditava que o que faz de nós seres humanos, ao contrário dos outros animais, é o fato de pensarmos reflexivamente sobre nossas escolhas. Seríamos como máquinas se não pudéssemos agir com uma intenção. Quase sempre faz sentido perguntar para um ser humano “Por que você fez isso?”. Nós não agimos somente por instinto, mas também baseados na razão. A forma de Kant dizer isso é em termos de “máximas” a partir das quais agimos. A máxima é apenas o princípio subjacente, a resposta à pergunta “Por que você fez isso?”
Kant acreditava que a máxima subjacente à nossa ação era o
que realmente importava. Ele dizia que deveríamos agir somente sob as máximas
universalizáveis. Para que algo seja universal, é preciso ser aplicado a todas
as outras pessoas. Isso quer dizer que deveríamos fazer somente aquilo que
fizesse sentido para todos os outros na mesma situação. Sempre pergunte a si
mesmo: “E se todos fizessem isso?”. Não faça uma defesa própria. Kant
acreditava que, na prática, isso significava que não deveríamos usar os outros,
mas sim tratá-los com respeito, reconhecendo a autonomia das pessoas e sua
capacidade como indivíduos de tomar, por conta própria, decisões pensadas. Essa
reverência pela dignidade e pelo valor dos seres humanos individuais é o cerne
da teoria moderna dos direitos humanos. É a grande contribuição de Kant para a
filosofia moral.
É mais fácil entendermos a questão com um exemplo. Imagine
que você tenha um comércio que venda frutas. Quando as pessoas compram suas
frutas, você sempre as trata educadamente e devolve o troco correto. Talvez
você faça isso por julgar que é bom para os negócios e que as pessoas voltarão
para gastar mais dinheiro no seu comércio. Se essa é a única razão que o leva a
devolver o troco correto, você está tratando as pessoas como um meio para obter
o que quer. Kant acreditava que como não podemos sugerir que todas as pessoas
tratem os outros dessa maneira, pois essa não era uma forma moral de
comportamento. Entretanto, se você devolve o troco correto porque reconhece que
é seu dever não enganar os outros, trata-se de uma ação moral, pois é baseada
na máxima “Não engane os outros”, uma máxima que ele acreditava aplicar-se a
todos os casos. Enganar as pessoas é uma forma de usá-las para obtermos o que
queremos. Não pode ser um princípio moral. Se todo mundo enganasse a todos, não
existiria confiança: ninguém acreditaria no que cada um diz.
Nigel Warburton, Breve história da Filosofia
(VER REGRAS DO RESUMO NA BARRA DE FERRAMENTAS DO LADO DIREITO)
segunda-feira, 14 de abril de 2025
Texto para resumo Beatriz Costa 10A e Alexandre Feijão 10E
quarta-feira, 2 de abril de 2025
Texto para resumo Tomás 10A
segunda-feira, 11 de março de 2024
Texto para resumo Maria Eduarda Palhano 10C
No livro Fundamentação da Metafísica dos Costumes (1785), Kant aplica esta ideia a quatro exemplos. O primeiro descreve um homem cansado da vida que tenciona suicidar-se. O homem considera a máxima de pôr termo à vida se continuar a viver produziria mais dor que prazer. Kant diz que é
duvidoso se este princípio de amor-próprio possa tornar-se uma lei universal da natureza. Imediatamente se vê uma contradição num sistema natural cuja lei fosse destruir a vida, dada a convicção de que a especial função de tal sistema é promover o aperfeiçoamento da vida. Neste caso, tal sistema natural não poderia existir. Logo, esta máxima não pode tornar-se lei universal da natureza e assim contradiz o princípio supremo de todo o dever.
Kant sugere que é impossível existir um mundo no qual todos os seres vivos decidem cometer suicídio quando as suas vidas prometem mais dor que prazer. Dado que não pode existir um mundo desses, é errado o indivíduo do exemplo de Kant cometer suicídio. O acto é errado porque não pode ser universalizado.
O segundo exemplo diz respeito a cumprir promessas. Precisas de dinheiro e ponderas se o pedes emprestado. A questão é se seria permissível prometeres pagar o empréstimo mesmo que não tenhas a intenção de o fazer. Kant argumenta que a moralidade exige que cumpras a promessa (e por isso que não peças dinheiro emprestado com falsas intenções):
Dado que a universalidade da lei segundo a qual uma pessoa em dificuldade pode prometer o que lhe convier com a intenção de não cumprir a promessa tornaria impossíveis a própria promessa e o fim que ela persegue; nenhuma pessoa acreditaria no que lhe foi prometido e tais vãs intenções apenas a fariam rir.
O que Kant está a dizer é que cumprir promessas não poderia estabelecer-se como prática se todos os que fizeram promessas tinham a intenção de não as cumprir. O que quer dizer que tal prática pode existir apenas porque as pessoas habitualmente são dignas de confiança. Mais uma vez, a razão de sermos obrigados a cumprir as nossas promessas é que seria impossível um mundo no qual todos fizessem promessas com a intenção de as quebrar. A universalizabilidade é a prova de fogo.
Elliot Sober,
A teoria moral de Kant
sábado, 2 de março de 2024
Texto para resumo Leonardo 10ºC
“- Kant tinha
desde o princípio a forte impressão de que a diferença entre o justo e o
injusto tinha de ser mais do que uma questão de sentimentos. Nesse aspeto ele
estava de acordo com os racionalistas, que tinham explicado que era inerente à
razão humana distinguir o justo do injusto. Todos os homens sabem o que é justo
e o que não é, e nós sabemo-lo não apenas porque o aprendemos, mas também
porque é inerente à nossa razão. Kant achava que todos os homens tinham
uma “razão prática” que nos diz sempre o que é justo e
o que é injusto no domínio da moral.
- Então é
inata?
- A
capacidade de distinguir o justo do injusto é tão inata como
todos os outros atributos da razão. Todos os homens veem os fenómenos como
determinados causalmente – e também têm acesso à mesma lei moral universal.
Esta lei moral tem a mesma validade absoluta que as leis físicas da natureza.
Isso é tão fundamental para a nossa vida moral como é fundamental para a nossa
vida racional que tudo tenha uma causa, ou que sete mais cinco sejam doze.
- E o que é
que diz essa lei moral?
- Uma vez que
precede qualquer experiência, é "formal". Significa
que não está relacionada com possibilidades morais de escolha determinadas. É
válida para todos os homens em todas as sociedades e em todos os tempos. Logo,
não diz que tens de fazer isto ou aquilo nesta ou naquela situação. Diz como te
deves comportar em todas as situações.
- Mas que
sentido tem uma lei moral, se não nos diz como nos devemos comportar numa
situação determinada?
-Kant formula
a lei moral como imperativo categórico. Por isto, ele
entende que a lei moral é "categórica", quer dizer, é válida em todas
as situações. Além disso, é um "imperativo" e consequentemente uma
"ordem" e absolutamente inevitável.
- Hm...
- Aliás, Kant
formula o seu imperativo categórico de diversas formas.
Primeiro, diz: “devíamos agir sempre de tal forma que pudéssemos
desejar simultaneamente que a regra segundo a qual agimos fosse uma lei
universal”.
- Quando faço
alguma coisa, tenho de ter a certeza de que desejo que todos façam o mesmo na
mesma situação.
- Exato. Só
nessa altura ages de acordo com a tua lei moral interior. Kant também formulou
o imperativo categórico da seguinte forma: devemos tratar os outros
homens sempre como um fim em si e não como um meio para alguma outra coisa.
-Não podemos,
portanto, "explorar" os outros para obtermos benefícios.
-Não,
porque todos os homens são um fim em si. Mas isso não é válido apenas para os
outros, mas também para nós mesmos. Também não nos devemos explorar como meio
para alcançar algo.
- Isso faz-me
lembrar a "regra dourada": não faças aos outros o que não queres que
te façam a ti. -Sim, e isso é uma norma formal que abrange basicamente todas as
possibilidades éticas de escolha. (…)
Jostein
Gaarder, “ O Mundo de Sofia” p.296/297
quinta-feira, 8 de abril de 2021
quarta-feira, 6 de maio de 2020
Uma objeção à ética de Kant
segunda-feira, 4 de maio de 2020
Texto para resumo José Caldeira 10A e Matilde Esteves 10B
1 – As regras morais não são absolutas
quinta-feira, 30 de abril de 2020
Textos para resumos 10A e 10B
"Pelo contrário, conservar a própria vida é um dever, e é, além disso, uma coisa para a qual todos sentimos inclinação imediata. Justamente por isso a solicitude muitas vezes angustiante que a maior parte dos homens demonstra pela vida é destituída de todo valor intrínseco, e a máxima, que, (398) exprime tal solicitude, não tem nenhum valor moral. De fato, eles conservam a vida conformemente ao dever, mas não por dever. Ao invés, se contrariedades ou uma dor sem esperança tiraram a um homem todo o prazer da vida, se o infeliz, de ânimo forte, se sente mais enojado de sua sorte que descoroçoado ou abatido, se deseja a morte, e, no entanto, conserva a vida sem a amar, não por inclinação ou temor, mas por dever, então sua máxima comporta valor moral. Ser benfazejo, quando se pode, é um dever; contudo há certas almas tão propensas à simpatia que, sem motivo de vaidade ou de interesse, experimentam viva satisfação em' difundir em volta de si a alegria e se comprazem em ver os outros felizes, na medida em que isso é obra delas. Mas afirmo que, em tal caso, semelhante ação, por conforme ao dever e por amável que seja, não possui valor moral verdadeiro; é simplesmente concomitante com outras inclinações, por exemplo, com o amor da glória, o qual, quando tem em vista um objeto em harmonia com o interesse público e com o dever, com o que, por conseguinte, é honroso, merece louvor e estímulo, mas não merece respeito; pois à máxima da ação falta o valor moral, que só está presente quando as ações são praticadas, não por inclinação, por dever. Imaginemos pois a alma deste filantropo anuviada por um daqueles desgostos pessoais que sufocam toda simpatia para com a sorte alheia; que ele tenha ainda a possibilidade de minorar os males de outros desgraçados, sem que todavia se sinta comovido com os sofrimentos deles, por se encontrar demasiado absorvido pelos seus próprios; e que, nestas condições, sem ser induzido por nenhuma inclinação, se arranca a essa extrema insensibilidade e age, não por inclinação, mas só por dever:
Immanuel Kant, Fundamentação da metafísica dos costumes
Texto para resumo João Passos
" NÃO É POSSÍVEL conceber coisa alguma no mundo, ou mesmo fora do mundo, que sem restrição possa ser considerada boa, a não ser uma só: uma BOA VONTADE. A inteligência, o dom de apreender as semelhanças das coisas, a faculdade de julgar, e os demais talentos do espírito, seja qual for o nome que se lhes dê, ou a coragem, a decisão, a perseverança nos propósitos, como qualidades do temperamento, são sem dúvida, sob múltiplos respeitos, coisas boas e apetecíveis; podem entanto estes dons da natureza tornar-se extremamente maus e prejudiciais, se não for boa vontade que deles deve servir-se e cuja especial disposição se denomina caráter. O mesmo se diga dos dons da fortuna. O poder, a riqueza, a honra, a própria saúde e o completo bem-estar e satisfação do próprio estado, em resumo o que se chama felicidade, geram uma confiança em si mesmo que muitas vezes se converte em presunção, quando falta a boa vontade para moderar e fazer convergir para fins universais tanto a imprudência que tais dons exercem sobre a alma como também o princípio da ação. Isto, sem contar que um espectador razoável e imparcial nunca lograria sentir satisfação em ver que tudo corre ininterruptamente segundo os desejos de uma pessoa que não ostenta nenhum vestígio de verdadeira boa vontade; donde parece que a boa vontade constitui a condição indispensável para ser feliz.(...)
A moderação nos afetos e paixões, o domínio de si e a calma reflexão, não são apenas bons sob múltiplos aspectos, mas parece constituírem até uma parte do valor intrínseco da pessoa; falta contudo ainda muito para que sem restrição possam ser considerados bons (a despeito do valor incondicionado que os antigos lhes atribuíam). Sem os princípios de uma boa vontade podem tais qualidades tornar-se extremamente más: por exemplo, o sangue frio de um celerado não só o torna muito mais perigoso, como também, a nossos olhos, muito mais detestável do que o teríamos julgado sem ele. A boa vontade é tal, não por suas obras ou realizações, não por sua aptidão para alcançariam fim proposto, mas só pelo "querer " por outras palavras, é boa em si e, considerada em si mesma, deve sem comparação ser apreciada em maior estima do que tudo quanto por meio dela poderia ser cumprido unicamente em favor de alguma inclinação ou, se , se prefere, em favor da soma de todas as inclinações."
Immanuel Kant, Fundamentação da metafísica dos costumes
Texto resumo João Paulo 10A e Madalena Moura 10B
"Passo aqui em silêncio todas as ações geralmente havidas por contrárias ao dever, se bem que, deste ou daquele ponto de vista, possam ser úteis, pois nelas não se põe a questão de saber se podem ser praticadas por dever\ uma vez que estão em contradição com ele. Deixo também de lado as ações que são realmente conformes com o dever, para as quais entanto os homens não sentem inclinação imediata, mas que apesar disso executam sob o impulso de outra tendência porque, em tal caso, é fácil distinguir se a ação conforme com o dever foi realizada por dever ou por cálculo interesseiro. Muito mais difícil é notar esta distinção, quando, sendo a ação conforme com o dever, o sujeito sente para com ela uma inclinação imediata. Por exemplo, é manifestamente conforme com o dever que o comerciante não peça um preço demasiado elevado a um comprador inexperiente, e, mesmo quando o comércio é intenso, o comerciante hábil não procede desse modo; mantém, pelo contrário, um preço fixo igual para todos, de sorte que uma criança lhe pode comprar uma coisa pelo mesmo preço que qualquer outro cliente. As pessoas são pois servidas lealmente; mas isso não basta para crer que o negociante procedeu assim por dever ou por princípios de proíbidos; movia-o o interesse; e não se pode supor neste caso que ele tivesse, além disso, uma inclinação imediata para com seus clientes, que o induzisse a fazer, por amor, preços mais convenientes a um do que a outro. Eis aí uma ação cumprida não por dever, nem por inclinação imediata, mas tão somente por cálculo interesseiro."
Immanuel Kant, Fundamentação da metafísica dos costumes
terça-feira, 28 de abril de 2020
Apontamentos de ética deontológica aula 5
Kant diz que a lei que nos diz o que devemos fazer é a lei moral
Não tem exceções e é igual em todo o lado
Mas ...
Depende da nossa vontade cumpri-la, ela não nos obriga nem nos pune (não determina a vontade apenas afeta a nossa vontade)
devo cumpri-las se quero atingir certos objetivos, não é universal nem absoluto como o imperativo categórico.








