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quarta-feira, 17 de novembro de 2021

Proposta de correção do 1º Teste de 11 de Novembro

 



GRUPO II  (4x50 Pontos)


  1. Análise lógica do texto:

Tema: Como surgiu a filosofia.

Problema: Como surgiu a Filosofia?

Tese principal: A Filosofia surgiu da capacidade que os homens têm de se surpreender.

Argumento que sustenta a tese: Porque para muitos homens o mundo é tão inexplicável como o coelho que um ilusionista tira da cartola vazia. Percebemos que o ilusionista nos enganou e pretendemos descobrir como nos enganou. Acerca do mundo somos como o coelho, sabemos que participamos num golpe de magia mas não sabemos como esse golpe de magia é feito e gostaríamos de saber como. Somos como parasitas minúsculos na pele do coelho. Os filósofos procuram trepar nos pelos do coelho para tentar ver de perto e olhar nos olhos o ilusionista.

Conceitos, filosofia, magia, universo, filósofo.


  1. Quando o ilusionista tira um coelho de uma cartola vazia, faz um truque de magia is parece-nos algo inexplicável, esse truque surpreende-nos porque não sabemos como foi possível acontecer. O autor do texto utiliza esta imagem para nos ilustrar a forma como a filosofia surge, da capacidade que os homens têm de se surpreender com o mundo como se ele fosse o coelho que surge do nada e, por isso se apresenta misterioso e inexplicável. Dessa atitude de surpresa perante o inexplicável que o mundo é, nascem as perguntas filosóficas.


Versão A                    

3. Tendo em conta o dicionário, traduz a seguinte fórmula para linguagem natural. 

Dicionário: 

P = Eu estudo para o teste.  

Q = Eu obtenho bom resultado.


3.1.  ~P →Q                                          (15 pontos)

R: Se eu não estudo para o teste então obtenho bom resultado. 



3.2. Classifica a fórmula proposicional anterior quanto ao seu valor de verdade (contingência, tautologia ou contradição), através da construção de uma tabela de verdade. Justifica.                            

                              (tabela de verdade = 10 pontos; classificação = 15 pontos; justificação = 10 pontos) 


P        Q 

~ P   →    Q

V          V

V          F

F          V

F          F

F      V   V

F      V    F

V     V    V

V     F     F


R: A fórmula proposicional é uma contingência, pois, como se pode observar pela tabela de verdade, apresenta diferentes valores de verdade (V ou F). 

4.  Formaliza o seguinte argumento:       

“Se a lógica ensina a pensar, então é útil. A lógica ensina a pensar, por conseguinte, é útil.”

    ( dicionário = 5 pontos; formalização = 10 pontos)

Dicionário: P: A lógica ensina a pensar. 

                   Q: A lógica é útil. 


Premissa 1: P →Q 

Premissa 2: P

Conclusão: Q. 


4.1. Testa a validade do argumento anterior recorrendo a um inspetor de circunstâncias. Justifica.                            

                   (inspetor = 15 pontos; justificação = 10 pontos)

P            Q

P  →Q,   P    Q

V           V

V           F

F           V

F           F

    V          V       V

     F          V        F

    V           F        V

    V           F        F


R: O argumento é válido, pois, como é visível pelo inspetor de circunstância, não há uma única circunstância em que todas as suas premissas são verdadeiras e a conclusão é falsa. 


4.2. Identifica a inferência presente no argumento anterior.                      (10 pontos)

R: Modus Ponens

Versão B


               

3. Tendo em conta o dicionário, traduz a seguinte fórmula para linguagem natural. 

Dicionário: 

P = Eu estudo para o teste.  

Q = Eu obtenho bom resultado.


3.1.  P → ~ Q                                          (15 pontos)

R: Se eu estudo para o teste então não obtenho bom resultado. 



3.2. Classifica a fórmula proposicional anterior quanto ao seu valor de verdade (contingência, tautologia ou contradição), através da construção de uma tabela de verdade. Justifica.                            

                              (tabela de verdade = 10 pontos; classificação = 15 pontos; justificação = 10 pontos) 


P        Q 

P   →   ~ Q

V          V

V          F

F          V

F          F

V   F    F

V   V    V

F    V    F

F     V  V


R: A fórmula proposicional é uma contingência, pois, como se pode observar pela tabela de verdade, apresenta diferentes valores de verdade (V ou F). 


4. 1. Formaliza o seguinte argumento:       

“Se tivermos cuidado na linguagem então escrevemos bem. Não escrevemos bem. Logo, não temos cuidado na linguagem”

    ( dicionário = 5 pontos; formalização = 10 pontos)

Dicionário: P: Temos cuidado com a linguagem 

                   Q: Escrevemos bem


Premissa 1: P →Q 

Premissa 2: ~Q

Conclusão: ~P. 


4.2. Testa a validade do argumento anterior recorrendo a um inspetor de circunstâncias. Justifica.                            

                   (inspetor = 15 pontos; justificação = 10 pontos)

P            Q

P  →Q,   ~Q    ~P

V           V

V           F

F           V

F           F

    V          F         F

     F          V         F

    V           F         V

    V           V         V


R: O argumento é válido, pois, como é visível pelo inspetor de circunstância, não há uma única circunstância em que todas as suas premissas são verdadeiras e a conclusão é falsa. 


4.2. Identifica a inferência presente no argumento anterior.                      (10 pontos)

R: Modus Tollens

______________________________________________________________


(GRUPO 3)  

1-70 pontos/2-70 Pontos/3-60 Pontos

  1. Platão pretende-nos alertar para o facto de vivermos prisioneiros do senso comum, agarrados às formas que vemos sem querer saber mais do que aquilo que nos é imediatamente visível e somos  intolerantes a quem nos possa apresentar outra visão como aquela que o homem que se liberta apresenta. Também  nos chama a atenção para a condição humana de ignorância e escuridão, fechada nos seus preconceitos e nos seus hábitos, sem problematizar, sem pôr em questão aceitando de forma acrítica tudo aquilo que é dado. 

  2. Questões filosóficas lógicas: Como sabemos se um argumento é válido? Questões éticas?  Como devo agir para agir corretamente? Será que os valores éticos e as normas morais são universais? Questões epistemológicas? Será possível um conhecimento verdadeiro do mundo?  


3. Atenta no seguinte argumento: 


    “Se a Terra fosse esférica e a percorressemos na totalidade, então, eventualmente, cairemos no abismo do espaço sideral. Mas como podemos percorrer a Terra em todo o seu diâmetro sem cairmos no abismo do espaço sideral, então não é verdade que a Terra seja esférica. Isto é: a Terra é plana!” 


2.1. A estrutura lógica deste argumento é válida. Porém, será isso suficiente para que o consideremos um bom argumento? Justifica a tua posição.


Possível resposta: 

Um argumento tem uma dimensão formal, onde se insere a questão da validade ou invalidade, e uma dimensão material, o correspondente ao seu conteúdo, a isso que afirma sobre a realidade e que pode ser verdadeiro ou falso. 

Ora, o argumento em causa, tem uma estrutura formal válida, isto é, a conclusão segue-se logicamente das premissas. Não obstante, falha na sua dimensão material, naquilo que afirma sobre a realidade. Até onde sabemos, o facto de conseguirmos percorrer a Terra na sua totalidade e o facto de ela ser esférica não entram em conflito: não caímos no espaço sideral. 

Para ser um bom argumento teria de ser um argumento sólido: isto é, um argumento com uma estrutura lógica válida e com premissas e conclusão verdadeiras. 

segunda-feira, 7 de junho de 2021

Correção do teste de junho 2021


Grupo II

Vetores essenciais da resposta:

1. O problema colocado por J.Locke é o seguinte: se o homem no estado natural é livre e senhor da sua pessoa e dos seus bens porque se deve então sujeitar à autoridade de alguém, porque razão deve abdicar do seu poder?

Resposta: O homem cede a sua liberdade e a posse dos seus bens e pessoa, renuncia à liberdade que tem no estado natural porque a posse da propriedade está ameaçada no estado natural pois os homens não têm forma de punir aqueles que por falta de recursos usurpam a propriedade dos outros. Não havendo uma autoridade imparcial que os julgue.(10)

 Deste modo será necessário que os homens se organizem socialmente de modo a, através de um acordo entre todos, cedam a um soberano ou a um conjunto de homens o seu poder de julgar e punir os que violem a lei.

A situação pressupõe que haja um acordo ou contrato social em que a troco da segurança da sua propriedade os homens aceitam submeter-se a um soberano e ceder parte do seu direito natural à liberdade.

O Contrato Social é uma solução hipotética que estabelece um acordo entre todos os homens livres e que legitima e explica a passagem do Estado Natural para a Sociedade ou Estado Civil. (10)

O contrato social é revogável, recíproco e vinculativo. Ambas as partes têm vantagens e obrigações Segundo a interpretação de Locke o contrato social é revogável, se o soberano não cumprir a Lei Natural a que está obrigado, nos termos do contrato. Para além de revogável, o contrato social é vinculativo, pois ambas as partes são obrigadas a obedecer aos termos do contrato e recíproco, ambos têm direitos e deveres.(10)

2.
Como os princípios da justiça devem resultar de um contrato social, isto é de um acordo entre todos, este contrato não pode ser feito com pessoas particulares em situação de defenderem a sua situação particular, porque aí não seria possível um acordo que garantisse direitos iguais pois os sujeitos não estariam numa situação de igualdade, pelo contrário teriam interesses antagónicos e poder e conhecimentos diferentes não garantido a justiça do contrato.(10)

Interpretação do texto: para poder criar uma situação de igualdade de liberdade e direitos devemos pensar numa situação como a do estado natureza ou posição de igualdade original. A situação proposta por Rawls, é uma situação hipotética denominada  “véu da ignorância”. (10) Nesta situação como ninguém sabe, nem representa nenhum interesse particular, poderá escolher os princípios de justiça de forma imparcial e universal, pois os seus interesses serão os mesmos de um qualquer sujeito racional. A coberto do véu da ignorância os indivíduos que hipoteticamente não teriam qualquer estatuto social nem saberiam que estatuto poderiam assumir na sociedade,  podem escolher com equidade e de forma imparcial que princípios devem regular a sociedade de modo a que ninguém seja prejudicado ou beneficiado, seja pelo nascimento ou pelo mérito. (10)

3. A teoria da justiça de J. Rawls tenta conciliar duas formas de encarar a justiça: a igualitarista e a libertarista (liberal). Como conciliar as liberdades básicas do cidadão que conduzem à diferença entre as pessoas, com a injustiça de haver desigualdades injustificáveis. Pretende demonstrar quais os princípios que devem governar uma sociedade, na distribuição dos bens primários, consideram-se bens primários as liberdades, bens necessários como a saúde, a segurança, oportunidades e riqueza. Para garantir a igualdade e a autonomia de todos na escolha dos princípios é necessário colocar a situação hipotética do estado de natureza, nele todos seriam iguais, isto é sujeitos racionais a coberto de um “véu da ignorância”. Os princípios da justiça escolhidos nesta condição seriam os seguintes: Iguais liberdades básicas para todos, igualdade na distribuição dos bens e das oportunidades e princípio da diferença. (10)

Primeiro princípio: Iguais liberdades para todos; este princípio é prioritário, não pode ser negociado ou restringido por qualquer dos outros princípios. Significa que todos têm o direito a usufruir de uma liberdade inviolável bem como liberdades básicas como liberdade de associação, de escolha política, sexual, religiosa, de expressão etc.

Segundo princípio: Igualdade de oportunidades, para que todos possam ter acesso a lugares detentores de benefícios socias, para isso há que distribuir os bens básicos por todos tentando contrariar tanto as diferenças de nascimento como sociais que discriminam os indivíduos e não lhes dão iguais oportunidades. Segundo Rawls a roleta russa das situações iniciais de nascimento ou as situações iniciais de pobreza devem ser corrigidas pois os indivíduos não são culpados dessas situações não sendo moralmente responsáveis por elas.

Terceiro princípio: O princípio da diferença introduz uma visão alternativa à igualdade na distribuição das riquezas. A igualdade  por si, não dá valor aos que se destacam pela sua formação e empenho e, sendo assim, estes não teriam qualquer incentivo social para continuar empenhando-se mais e aplicando melhor os seus talentos naturais;  então, este princípio (o princípio da diferença)justifica as diferentes remunerações entre indivíduos desde que estas diferenças , seja através de impostos ou outros tipos de contribuições, permitam o benefício dos mais desfavorecidos e contribuam para a garantia do acesso dos mais desfavorecidos aos bens primários. (20)

4. Para a teoria normativa deontológica, mentir é sempre proibido porque não podemos querer uma lei universal da mentira e, portanto, mentir não é moralmente permissível seja qual for a situação porque viola o imperativo categórico. (10)

Para Mill se for para contribuir para a felicidade geral mentir é moralmente justificado porque aquilo que determina a moralidade da ação é a sua consequência prática e não o respeito pela lei, não há leis morais e, por isso, cada ação deve ser avaliada de acordo com as consequências que poderá trazer para o maior número de indivíduos.(10)

Questão em aberto se concorda ou não  - depende da justificação dada(10)

5. Comparação das perspetivas de Kant e de Stuart Mill relativamente ao critério de avaliação das ações morais:

Para Kant, o critério para a ação ética Só a vontade é boa, pois só ela pode ser controlada pelo agente, as consequências não estão no domínio do agente, logo não contam para determinar o valor moral da ação. A avaliação é feita "a priori", isto é, independente da experiência. Para Stuart Mill não há ações boas ou más em si mesmas, e a intenção com que são praticadas é irrelevante. As consequências são o único critério relevante para apreciar o valor moral das ações. Porque a ação moral visa assegurar um bem maior para todos os que estão ao seu alcance e não apenas para o agente. Daí que toda a avaliação moral seja "a posteriori".(10)

 A ética é, para Kant, um conjunto de deveres universais que a vontade livre coloca como ordens incondicionadas. A responsabilidade de cumprir o dever é individual e não social e não tem de contribuir para o bem social ou para a felicidade dos outros. O indivíduo ético é o que merece ser feliz mas não age com esse fim.

Para Kant o imperativo categórico é o princípio supremo da moralidade e da ética. Este determina que devemos agir somente de acordo com máximas universalizáveis

Para Stuart Mill a moralidade/ética deve fundamentar-se no princípio de utilidade que afirma que são boas as ações que tendem a promover de forma estritamente imparcial a felicidade do maior número possível de indivíduos.(10)

Vantagens da ética deontológica: permitir a autonomia da vontade do indivíduo possível por ser racional sem estar submetido a nenhuma coação ou motivo exterior à razão. Permite que a ética seja um conjunto de princípios racionais em que a única autoridade que pode julgar é a razão e não a religião ou a sociedade.

Desvantagens: não resolve situações de dilema moral. Demasiado insensível em relação ás consequências práticas pois não tem em conta sentimentos importantes que podem motivar para agir bem como a piedade.

Vantagens da ética utilitarista: Promove o bem estar social (geral)

Desvantagens: Pode justificar certos meios que violam a dignidade individual para atingir fins que promovem o bem estar geral.(10)