quinta-feira, 29 de outubro de 2026
Texto para resumo Tomás 10A
Correção do Trabalho de casa sobre a Filosofia
Exercício 1
Classifica as afirmações que se seguem em verdadeiras ou falsas.
21. A Ética estuda os princípios de uma ação correta.
Verdadeiro
22. "Qual o principal obstáculo ao conhecimento?" é uma questão da ontologia.
Falso
23. A filosofia não é útil.
Falso
24. A filosofia confere ao ser humano liberdade e autonomia do pensamento.
Verdadeiro
25. A filosofia impede a construção do ser humano enquanto ser social.
Falso
Exercício 2 – Sobre o texto
A filosofia é uma atividade conceptual, porque o seu método de trabalho se faz recorrendo ao pensamento. Neste sentido, ela promove a nossa reflexão sobre as nossas crenças, exigindo nos avaliar o que ouvimos e o que acreditamos e impondo nos ser claros e concretos na defesa dos nossos pontos de vista.
Exercício 3
Os alunos devem apresentar mais do que uma razão para defender as suas posições. Pode se dinamizar um momento de debate para abordar genericamente o que deve ser e o que não deve ser uma argumentação filosófica. (A ativista Greta Thunberg respondia aos ataques daqueles que a mandavam voltar à escola em lugar de organizar atividades públicas – greves, manifestações, etc. – em defesa do ambiente.)
Exercício 4.
Classifica as questões seguintes de filosóficas ou não filosóficas.
a) Se não formos livres, poderemos ser responsabilizados pelas nossas ações?
Filosófica
b) Quais são as consequências das lesões cerebrais?
Não filosófica
c) Como posso tornar me um estudante bem sucedido?
Não filosófica
d) O que torna uma ação moralmente aceitável?
Filosófica
e) Qual é o símbolo químico do cloro?
Não filosófica
f) Será possível o ser humano chegar a Marte?
Não filosófica
g) Um objeto feito em série poderá ser considerado um objeto artístico?
Filosófica
h) Qual é a velocidade de propagação das ondas eletromagnéticas no vazio?
Não filosófica
i) Mentir é moralmente errado?
Filosófica
j) Em Portugal, a eutanásia é legal?
Não filosófica
Exercício 5
Resolução da questão
As crenças assumidas acriticamente constituem não só um entrave ao desenvolvimento humano como, algumas delas, podem tornar se perigosas, conduzindo ou servindo de justificação a atos de perseguição, violência ou desrespeito pelos direitos humanos. Atos terroristas ou genocídios como o Holocausto podem ser exemplo disso mesmo. A filosofia é importante porque examina pressupostos, suposições ou crenças usadas como justificação para essas mesmas práticas. Neste sentido, a filosofia é não só importante como necessária, porque influencia profundamente as nossas crenças sobre o mundo e sobre o lugar que nele ocupamos.
terça-feira, 27 de outubro de 2026
Matriz do primeiro 1º teste de Filosofia 6 novembro
1. Estrutura dos testes e cotações das perguntas: Duração 100m
Parte 1 – Conceptualização
- 10 questões de escolha múltipla (10x6 pontos=60 pontos)
- 3 questões de definição de conceitos (3x10 pontos=30 pontos)
Parte 2 – Problematização e Argumentação
- 1 questão de análise lógica de texto (30 pontos)
- 1 questão de desenvolvimento que exige justificação. (20 pontos)
- 4 questões de lógica (4x15 Pontos)
2. Conteúdos e competências a avaliar:
1. O que é a Filosofia?
a) Caracterização da Filosofia enquanto área do saber;
b) Caracterização dos problemas, das teses e das questões filosóficas;
c) Seleção das principais conclusões da "Alegoria da Caverna";
d) Análise lógica de textos filosóficos (identificação de teses, premissas, conceitos, problemas);
2. Introdução à Lógica:
O que é argumentar?
a) Definição dos conceitos de Lógica, Argumento, Proposição;
b) Seleção das premissas e da conclusão num argumento;
c) Construção de um silogismo (argumento dedutivo simples);
d) Classificação das proposições categóricas;
e) Aplicação do quadrado das oposições para negar as proposições categóricas;
f) Definição de verdade, validade e solidez;
g) Distinção entre argumentos dedutivos e não dedutivos ou indutivos;
3. Lógica Proposicional:
a) Identificação de proposições simples e proposições complexas;
b) Identificação das diferentes conectivas; negação, conjunção, disjunção inclusiva e exclusiva, condicional e bicondicional;
c) Aplicação das conectivas proposicionais na formalização de argumentos e proposições;
e) Formalização de proposições e argumentos;
quinta-feira, 22 de outubro de 2026
Texto para resumo Manuel 10A

1. Francisco é um homem. 2. Todos os homens vivem na terra. Conclusão: Francisco vive na terra.
1. A maçã um tem sementes.
Texto para resumo Madalena Teixeira 10A
A Argumentação é um instrumento sem o qual não podemos compreender melhor o mundo nem intervir nele de modo a alcançar os nossos objetivos; não podemos sequer determinar com rigor quais serão os melhores objetivos a ter em mente. Os seres humanos estão sós perante o universo; têm de resolver os seus problemas, enfrentar dificuldades, traçar planos de ação, fazer escolhas. Para fazer todas estas coisas precisamos de argumentos. Será que a Terra está imóvel no centro do universo? Que argumentos há a favor dessa ideia? E que argumentos há contra ela? Será que Bin Laden é o responsável pelo atentado de 11 de Setembro? Que argumentos há a favor dessa ideia? E que argumentos há contra? (…) O que é a consciência? Será que alguma vez houve vida em Marte? Queremos respostas a todas estas perguntas e a muitas mais. Mas as respostas não nascem das árvores nem dos livros estrangeiros; temos de ser nós a procurar descobri-las. Para descobri-las temos de usar argumentos.
E quando argumentamos podemos enganar-nos; podemos argumentar bem ou mal. É por isso que a lógica é importante. A lógica permite-nos fazer o seguinte:
1) Distinguir os argumentos corretos dos incorretos;
2) Compreender por que razão uns são corretos e outros não; e
3) Aprender a argumentar corretamente.
Os seres humanos erram. E não erram apenas no que respeita à informação de que dispõem. Erram também ao pensar sobre a informação de que dispõem, ao retirar consequências dessa informação, ao usar essa informação na argumentação. Muitos argumentos incorretos não são enganadores: são obviamente incorretos. Mas alguns argumentos incorretos parecem corretos. Por exemplo, muitas pessoas sem formação lógica aceitariam o seguinte argumento:
Tem de haver uma causa para todas as coisas porque todas as coisas têm uma causa.
Contudo este argumento é incorreto. A lógica ajuda-nos a perceber por que razão este argumento é incorreto, apesar de parecer correto. Chama-se “válido” a um argumento correto e “inválido” a um argumento incorreto.
Desidério Murcho, O lugar da Lógica na Filosofia, Plátano, 2003, pp. 9, 10
sábado, 17 de outubro de 2026
Texto para resumo Luca 10A
Os argumentos são essenciais, em primeiro lugar, porque constituem uma forma de tentarmos descobrir quais os melhores pontos de vista. Nem todos os pontos de vista são iguais. Algumas conclusões podem ser defendidas com boas razões e outras com razões menos boas. No entanto, não sabemos na maioria das vezes quais são as melhores conclusões. Precisamos, por isso, de apresentar argumentos para sustentar diferentes conclusões e, depois, avaliar tais argumentos para ver se são realmente bons. Neste sentido, um argumento é uma forma de investigação. Alguns filósofos e ativistas argumentaram, por exemplo, que criar animais só para produzir carne causa um sofrimento imenso aos animais e que, portanto, é injustificado e imoral. Será que têm razão? Não podemos decidir consultando os nossos preconceitos. Estão envolvidas muitas questões. Por exemplo; temos obrigações morais para com outras espécies ou o sofrimento humano é o único realmente mau? Podem os seres humanos viver realmente bem sem carne? Alguns vegetarianos vivem até idades muito avançadas. Será que este fato mostra que as dietas vegetarianas são mais saudáveis? Ou será irrelevante, tendo em conta que alguns não vegetarianos também vivem até idades muito avançadas? (É melhor perguntarmos se há uma percentagem mais elevada de vegetarianos que vivem até idades avançadas.) Terão as pessoas mais saudáveis tendência para se tornarem vegetarianas, ao contrário das outras? Todas estas questões têm de ser apreciadas cuidadosamente, e as respostas não são, à partida óbvias. Os argumentos também são essenciais por outra razão. Uma vez chegados a uma conclusão baseada em boas razões, os argumentos são a forma pela qual a explicamos e defendemos. Um bom argumento não se limita a repetir as conclusões. Em vez disso, oferece razões e dados suficientes para que as outras pessoas possam formar a sua própria opinião. Se o leitor ficar convencido de que devemos realmente mudar a forma como criamos e usamos os animais, por exemplo, terá de usar argumentos para explicar como chegou a essa conclusão: é assim que convencerá as outras pessoas. Ofereça as razões e os dados que o convenceram a si. Ter opiniões fortes não é um erro. O erro é não ter mais nada.
Anthony Weston, A arte de argumentar
quinta-feira, 15 de outubro de 2026
Texto para resumo Isabella 10A
Mas, qual a atitude do mundo em relação à filosofia? Há cátedras de filosofia nas universidades. (…) Por força da tradição, a filosofia é polidamente respeitada, mas, no fundo, objecto de desprezo. A opinião corrente é a de que a filosofia nada tem a dizer e carece de qualquer utilidade prática. É nomeada em público, mas — existirá realmente? A sua existência prova-se, pelo menos, pelas posições de defesa a que dá lugar.
A oposição à filosofia traduz-se em fórmulas como: a filosofia é demasiado complexa; não a compreendo; está para além do meu alcance; não tenho vocação para ela; e, portanto, não me diz respeito. Ora, isso equivale a dizer: é inútil o interesse pelas questões fundamentais da vida; decide abster-se de pensar no plano geral para mergulhar, através de trabalho consciencioso, num capítulo qualquer da actividade prática ou intelectual; quanto ao resto, bastará ter “opiniões” e contentar-se com elas.
A polémica torna-se encarniçada. Um instinto vital, ignorado de si mesmo, odeia a filosofia. Ela é perigosa. Se eu a compreendesse, teria de alterar a minha vida. Adquiriria outro estado de espírito, veria as coisas a uma claridade insólita, teria de rever os meus juízos. Melhor é não pensar filosoficamente.
E surgem os detractores, que desejam substituir a obsoleta filosofia por algo de novo e totalmente diverso. Ela é desprezada como produto final e mandatária de uma teologia falida. A insensatez das proposições dos filósofos é ironizada. E a filosofia vê-se denunciada como instrumento servil de poderes políticos e outros.
Muitos políticos vêem facilitado o seu nefasto trabalho pela ausência da filosofia. Massas e funcionários são mais fáceis de manipular quando não pensam, mas tão-somente usam uma inteligência de rebanho. É preciso impedir que os homens se tornem sensatos. Mais vale, portanto, que a filosofia seja vista como algo entediante. Oxalá desaparecessem as cátedras de filosofia. Quanto mais vaidades se ensinem, menos estarão os homens em risco de se deixar tocar pela luz da filosofia.
Assim, a filosofia se vê rodeada de inimigos, a maioria dos quais não tem consciência dessa condição. A auto-complacência burguesa, os convencionalismos, o hábito de considerar o bem-estar material como razão suficiente de vida, o hábito de só apreciar a ciência em função da sua utilidade técnica, o ilimitado desejo de poder, a bonomia dos políticos, o fanatismo das ideologias, a aspiração a um nome literário — tudo isso proclama a anti-filosofia. E os homens não o percebem porque não se dão conta do que estão a fazer. E permanecem inconscientes de que a anti-filosofia é uma filosofia, embora pervertida, que, se aprofundada, engendraria a sua própria aniquilação.
Karl Jaspers, Introdução ao pensamento filosófico, Cultrix, S. Paulo, s.d, pp.101
quinta-feira, 8 de outubro de 2026
Texto para resumo Inês Lucas 10A
A filosofia não é algo que nos seja completamente estranho. Está omnipresente nas nossas vidas, de maneiras triviais e importantes. Porém, o que é a filosofia? O que procuram os filósofos alcançar?
Tradicionalmente, os filósofos quiseram
compreender a natureza de tudo, de um modo muito geral: a existência
e a inexistência, a possibilidade e a necessidade, o mundo do senso comum, o
mundo da ciência natural, o mundo da matemática, as partes e os todos, espaço e
tempo, causa e efeito, mente e matéria. Querem compreender a nossa compreensão
ela mesma; o conhecimento e a ignorância, a crença e a dúvida, a aparência e a
realidade, a verdade e a falsidade, o pensamento e a linguagem, a razão e a
emoção. Querem compreender e ajuizar o que fazemos com essa compreensão: ação e
intenção, meios e fins, bem e mal, correto e incorreto, facto e valor, prazer e
dor, beleza e fealdade, vida e morte, e mais. A filosofia é superambiciosa.
Esta breve descrição coloca uma pergunta óbvia: uma vez que os cientistas estudam muitos destes tópicos, como se relaciona a filosofia com a ciência? Estas nem sempre estiveram separadas. Desde os antigos gregos, a filosofia incluía a filosofia natural, o estudo do mundo natural (…) a filosofia natural, ou ciência natural, desenvolveu uma metodologia particular, conferindo um papel crucial à experimentação, à observação exata através de instrumentos especiais como os telescópios e microscópios, à medição e ao cálculo. (enquanto a metodologia filosófica não recorre a estes métodos, o seu método é argumentar e problematizar. Cada vez mais esta filha da filosofia se foi assemelhando a uma rival e a uma ameaça mortal à sua progenitora. (…) Se é um duelo, a filosofia parece em desvantagem, pois dispõe apenas do pensamento, ao passo que a ciência natural tem também aqueles outros métodos.
Timothy Williamson, Filosofar. Da curiosidade comum ao
raciocínio lógico. Lisboa, Gradiva,2019, p.13,14 e 15,
terça-feira, 6 de outubro de 2026
Texto para resumo Cyumara Ferreira 10A
terça-feira, 26 de maio de 2026
Texto para resumo: Maria Eduarda
Better off - Os mais favorecidos - Devem ter suas expectativas materiais minimizadas, sendo convencidos através do apelo altruístico de que o talento está a serviço do coletivo, preferencialmente voltado para o atendimento dos menos favorecidos.

,%20Mar19.jpg)






