segunda-feira, 5 de outubro de 2020

Análise lógica

Análise lógica do texto de Karl Jaspers

 

TEMA

 

A atitude que o mundo tem em relação à Filosofia

 

 

 

 

PROBLEMAS

 

 

1. Qual a atitude do Mundo em relação à Filosofia?

2. Porque desprezam os homens a Filosofia?

3. Quais são os inimigos da Filosofia?

4. Será que a antifilosofia não é também uma Filosofia?

 

 

 

TESE 1

Resposta aos problemas 1, 2

 

A Filosofia é polidamente respeitada, mas no fundo, objeto de desprezo.

 

ARGUMENTO 1

 

Porque dizem que a Filosofia não tem qualquer utilidade prática, que é perigosa, porque os homens adquiririam outro estado de espírito e veriam as coisas a uma claridade insólita, porque os obriga a rever os seus juízos. Os políticos preferem  massas de funcionários  que não pensam pois são mais fáceis de manipular quando têm somente uma inteligência de rebanho.

TESE 2

TESE PRINCIPAL

Resposta aos problemas 3, 4

 

A antifilosofia que os inimigos da Filosofia defendem é uma Filosofia pervertida que aprofundada engendraria a sua própria aniquilação.

ARGUMENTO 2

 

 

Os inimigos da Filosofia constroem também sem saber, de forma inconsciente,  uma antifilosofia como: a auto complacência burguesa, os convencionalismos, o hábito de considerar o bem estar material como razão suficiente da vida, o hábito de só apreciar a ciência em função da sua utilidade técnica, o ilimitado desejo de poder, a bonomia dos políticos, o fanatismo das ideologias, a aspiração a um nome literário.

 

CONCEITOS

PRINCIPAIS

 

Filosofia, Antifilosofia, Inimigos da Filosofia, Desprezo

 

 

terça-feira, 22 de setembro de 2020

Texto para resumo 10B Carolina

 


Por volta de 450 a.C., Atenas tornou-se o centro cultural do mundo grego. A filosofia também tomou então uma orientação nova. Os filósofos da natureza eram, principalmente, investigadores do mundo físico. Ocupam consequentemente um lugar importante na história das ciências. Em Atenas, o interesse concentrou-se então mais no homem e no seu lugar na sociedade.

Em Atenas desenvolvia-se progressivamente uma democracia com assembleias populares e tribunais. Uma das condições para a instauração da democracia exigia que os homens recebessem instrução suficiente para poderem participar na vida política. Também nos dias de hoje vemos que uma jovem democracia precisa do esclarecimento popular. Entre os atenienses isso significava, principalmente, dominar a retórica.

Vindo das colónias gregas, um grupo de professores itinerantes e de filósofos afluiu então a Atenas. Chamavam-se sofistas. A palavra “sofista” designa uma pessoa sábia ou erudita. Em Atenas, os sofistas ganhavam o seu sustento ensinando os cidadãos. Os sofistas tinham uma notável semelhança com os filósofos da natureza, pois também eles eram críticos relativamente aos mitos tradicionais. Mas, simultaneamente, os sofistas recusavam tudo o que lhes parecia ser especulação filosófica desnecessária. Achavam que mesmo que houvesse resposta para muitas questões filosóficas, os homens nunca poderiam encontrar explicações verdadeiramente seguras para os enigmas da natureza e do universo. Em filosofia, este ponto de vista é designado por “ceticismo”.

Como podes compreender, os sofistas provocavam fortes discussões na sociedade ateniense, ao afirmarem que não havia normas absolutas para estabelecer o que é justo e o que não é. Sócrates, pelo contrário, tentou provar que algumas normas são realmente absolutas e universalmente válidas.

“Quem era Sócrates?” Sócrates (470-399 a.C.) é talvez a personagem mais enigmática de toda a história da filosofia. Não escreveu uma única linha. Apesar disso, pertence ao número dos que exerceram maior influência no pensamento europeu. O fato de ser conhecido, mesmo por quem não possui muitos conhecimentos de filosofia, tem provavelmente a ver com a sua morte trágica.

Sabemos que nasceu em Atenas e que aí passou a sua vida, principalmente nas praças e nas ruas, onde conversava com todo o tipo de gente. Achava que os campos e as árvores não lhe podiam ensinar nada. Por vezes, ficava longas horas absorto em reflexão profunda.

Sabe-se que era muito feio. Era pequeno e gordo, e tinha olhos salientes e um nariz achatado. Mas interiormente, dizia-se, era um homem maravilhoso, nunca se poderia encontrar alguém igual a ele.

No entanto, foi condenado à morte devido à sua atividade filosófica. Conhecemos a vida de Sócrates principalmente através de Platão, que era seu discípulo, também ele um dos maiores filósofos da história.

Platão escreveu muitos diálogos — ou conversas filosóficas — nas quais faz participar

Sócrates. Quando Platão põe as palavras na boca de Sócrates, não podemos dizer com certeza que

Sócrates as tivesse verdadeiramente pronunciado. Por isso, não é fácil distinguir a doutrina de Sócrates da de Platão.

O que distinguia, na verdade, a atividade de Sócrates era o seu desejo de não ensinar os homens. Em vez disso, parecia querer ele mesmo aprender com o seu interlocutor. Assim, não ensinava como um vulgar professor de escola: dialogava.

Mas não se teria tornado um filósofo famoso se apenas tivesse escutado os seus interlocutores. Também não teria sido condenado à morte.

E, principalmente no início, apenas punha questões. Alegava, humildemente, nada saber. No decurso do diálogo, levava frequentemente os outros a reconhecerem os pontos fracos das suas reflexões. Podia suceder então que o interlocutor fosse encostado à parede e tivesse de reconhecer, por fim, o que era o justo e o injusto.

Diz-se que a mãe de Sócrates era parteira, e Sócrates comparava a sua atividade à arte da obstetrícia.

Não é a parteira que dá à luz a criança, ela apenas está presente e ajuda a mãe. Sócrates compreendeu também que a sua tarefa era ajudar os homens a “parir” o saber correto, porque o verdadeiro saber tem de vir de dentro e não pode ser enxertado.

Jostein Gaarder, O mundo de Sofia

quinta-feira, 17 de setembro de 2020

Texto para ler e realizar o resumo


Escola de Atenas do pintor Rafael

Os filósofos pré-socráticos nutriam esse mesmo objetivo: encontrar o princípio gerador ou a matéria primordial de todo o Universo. Por isso, as suas ideias são bem parecidas. Os estudiosos sempre se esbarram nas dificuldades que o tempo e o modo de escrita dos pré-socráticos colocaram. Não há como fazer um estudo aprofundado de um filósofo pré-socrático, pois as obras são escassas e fragmentadas. No entanto, é notório que eles buscavam fundamentar o que chamavam de arché (princípio originário), por meio da observação da physis (natureza).

Para facilitar o estudo, os historiadores da Filosofia reuniram os pré-socráticos em “escolas filosóficas”, de acordo com sua proximidade geográfica que também coincide com a proximidade de ideias. (…)

 

Teve início com Tales de Mileto, na região da Jônia, que atualmente é parte da Turquia. Tales estabeleceu a água como princípio gerador de tudo. Anaximandro, que teve contato com as ideias de Tales, passou pelo mesmo processo de observação empírica da natureza e constatou que a origem de tudo estava contida num elemento infinito e indeterminável, designado pela palavra ápeiron. Seu discípulo, Anaxímenes, concordou que o elemento era infinito, mas afirmou ser possível determiná-lo, pois era o ar. O ar estaria presente em tudo, sendo, portanto, a causa material primeira.

(...)

Não se tem muitos escritos dos filósofos pré-socráticos hoje. O que se tem são fragmentos escassos e, muitas vezes, desconexos. Os historiadores da Filosofia reuniram os pré-socráticos em escolas para facilitar o entendimento de seus escritos. Essa escassez deve-se, principalmente, à ação do tempo e da humanidade que — por meio de enchentes, furações, tempestades, incêndios acidentais e incêndios provocados — destruiu muitos documentos históricos da Grécia Antiga. Estima-se que muitos escritos tenham sido perdidos, por exemplo, no incêndio na Biblioteca de Alexandria.

Outro fator que dificulta o entendimento e a reunião da bibliografia dos pré-socráticos é o fato de que eles não escreviam tendo em vista a publicação como fazemos hoje. A grande maioria dos escritos do período não possui título, sendo esses diletantes sobre assuntos relacionados à Cosmologia, à Matemática, à Música, à Astronomia ou sobre qualquer outra ciência que já fosse cultivada naquele período.

 Retirado desta página

 


quinta-feira, 4 de junho de 2020

Crítica de Nozick a Rawls

1. É principalmente nesse ponto que Rawls sofre suas principais críticas, os teóricos que buscam desconstruir essas visão da Teoria da Justiça de Rawls se pautam no fato de que nas sociedades modernas as desigualdades já são tão arraigadas nas instituições sociais que só seria possível obter vantagem com o “véu da ignorância” se fosse possível começar tudo do zero.
Há também uma crítica, principalmente por parte do teórico indiano Armatya Sen, ao fato de que Rawls considera muito parecido direitos políticos e econômicos, bem como não diferencia a falta de acesso a certos bens com a ausência desses mesmos bens. Por exemplo, se um local possui escolas particulares boas e públicas ruins, toda a sociedade teoricamente tem acesso à educação, ou seja, não há escassez do bem, mas só os que podem pagar uma escola particular possuem educação de maior qualidade.
2. 
Para Nozick, o Estado só deve se envolver nas atividades mais básicas, como segurança pública e resguardar o papel de ente capaz de punir.
É nesse formato em que escreve seu livro, com uma série de respostas às exigências de Rawls, tentando demonstrar que o único caminho viável para a Justiça é por meio do estado mínimo.
Porém, a mais relevante conclusão obtida em “Anarquia, Estado e utopia”, pode ser considerada a ideia de tributação, da maneira como é empregada pelos estados modernos, ou seja, de forma impositiva para financiar o Estado, seria moralmente indefensável, pois para Nozick se trata claramente de uma forma de trabalho forçado, por um determinado período de tempo, para beneficiar outras pessoas. Ele chega a comparar isso como uma modalidade de escravidão.

Conceitos na teoria da justiça


Ficha 1 -De acordo com a teoria de John Rawls sobre a justiça faça corresponder os seguintes conceitos

1. Primeiro princípio da sociedade justa.
A. Posição original.

2. Situação hipotética de imparcialidade.
B. Maximin

3. Dar a todos o essencial para satisfazer as suas necessidades.
C. Princípio da diferença
4. Possibilitar a cada um o acesso igual aos bens primários.
D. Contrato Social.
5. Permitir a desigualdade de salários.
E. Igual liberdade para todos.

6. O princípio da liberdade é primeiro.
F. Igualdade de oportunidades.

7. Acordo estabelecido entre os cidadãos.
G. Equidade.

8. Distribuição das riquezas de modo a maximizar o mínimo
H. Véu da ignorância.

9. Posição antes do contrato social.
I. Hierarquia dos princípios.