sábado, 19 de março de 2011

matriz teste de março 2011

COMPETÊNCIAS
  • a. Analisar logicamente os textos.
  • b. Saber utilizar os argumentos a favor e contra determinada teoria.
  • c. Comparar teorias morais. (O que têm em comum e o que é distinto)
  • d. Saber definir um conceito.
  • e. Aplicar os princípios morais aprendidos a situações concretas.
  • f. Compreender o carácter  dilema moral.

  • g. Compreender os aspectos essenciais da Filosofia Ética/Moral

CONTEÚDOS

  • a. Os Valores: Características. juízos de facto e juízos de valor. Tipos de valores(vitais, úteis, éticos, estéticos, cognitivos, religiosos, políticos)
  •  
  • b. Os valores éticos:
  • RESPEITO
  • IMPARCIALIDADE
  • RESPONSABILIDADE
  • VIRTUDE
  • FELICIDADE
  • PRAZER
  • DEVER
  •  
  • 2. O fundamento da moral.
  • a.  A Moral deontológica de Kant:
  • As condições da acção moral.
  • O imperativo categórico.
  • Acções por dever, conforme ao dever e contra o dever.
  • O valor da boa vontade e da intenção.
  • Objeccções.
  •  
  • b. A moral utilitarista de Suart Mill
  • Princípios
  • Distinção dos prazeres
  • Condições da acção moral
  • Objecções
  •  
  • A dimensão pessoal e social da moral:
  •  
  • a. Epicurismo
  • A relação com os outros é essencial à vida boa.
  • As necessidades básicas e os desejos.
  • Amizade, reflexão e liberdade.
  • Objecções
  • b. Estoicismo
  • Fortalecer a pessoa
  • Fortalecer a vontade
  • Não sofrer com o que não se pode dominar
  • Impassibilidade
  • Objecções
  • c. Egoísmo ético.
  • Argumentos a favor.
  • A impossibilidade de aceitar esta teoria
  • Consequências
  •  

  • Duas Doutrinas Morais Antigas

    A preocupação das doutrinas morais antigas não é  fundamentar a moral, ou demonstrar como é possível a Ética, mas reflectir sobre o melhor modo de viver. Têm um carácter prático, destinam-se a ser seguidas, a ter os seus discípulos que tentarão concretizar os princípios de vida propostos. Por outro lado a Filosofia Ética de Kant e Stuart Mill, tendem a justificar os princípios universais da Ética, o seu fundamento racional.Mas, há influências de Epicuro no Utilitarismo e dos Estóicos na Filosofia moral Kantiana.


    quarta-feira, 2 de março de 2011

    TESTE INTERMÉDIO DE FILOSOFIA

    VER AQUI

    CRITÉRIOS DE CORRECÇÃO

    VER AQUI

    CRITÉRIOS DE CORRECÇÃO PARA OS ALUNOS. (ABREVIADO)
    CORRECÇÃO DO TESTE INTERMÉDIO DE FILOSOFIA




    22 DE FEVEREIRO 2011

    Critérios gerais:

    1. Articulação da composição

    2. Domínio dos conceitos.

    3. Adequação da resposta à pergunta

    4. Clareza da exposição.



    GRUPO I



    1.1 – C

    1.2 - D

    2. Na resposta, é explicitado o conceito presente no texto, integrando-se os aspectos seguintes:



    Identificação do conceito de finalidade ou de fim ou importância da acção como um meio para a concretização de um fim ou de um projecto previamente programado.

    Referência à função do conceito: resposta à pergunta «para quê” A Acção humana integra-se num projecto que visa a realização do agente e só nesse aspecto ganha um valor como intervenção do agente no mundo de acordo com as suas escolhas.



    3.1. O problema filosófico abordado no texto é o determinismo e o livre-arbítrio. Será a vontade livre?



    3.2. Expõe duas críticas à teoria do determinismo radical que visam ou a própria teoria, ou argumentos que a suportam, ou consequências dessa teoria, partindo do argumento presente no texto e recorrendo a outra teoria, argumento, objecção ou exemplo pertinente.

    A experiência da liberdade da vontade, que é o argumento presente no texto, constitui uma objecção à tese determinista radical, que afirma não haver acções livres;

    A tese determinista radical, ao negar a existência de acções livres, tem como consequência a negação da responsabilidade moral. Assim, outra das críticas ao determinismo radical consiste em apresentar exemplos da experiência comum que impliquem a atribuição de responsabilidade moral, como o da apreciação das acções humanas enquanto louváveis ou condenáveis.



    Os argumentos do livre-arbítrio podem utilizar-se como crítica ao determinismo, porque defendem que a acção humana é inseparável da consciência de cursos alternativos de acção. O sujeito quando age conscientemente sabe que poderia ter escolhido fazer outra coisa. Essa noção faz parte da noção de intencionalidade da consciência.





    GRUPO II



    1.1 – Na situação descrita no texto, há um conflito valorativo entre o valor da vida própria e o valor da vida de outrem; o valor superior é o valor da vida, ocupando o lugar superior na hierarquia e na preferência valorativa que orienta a escolha;em condições normais, o valor da vida (a própria e a dos outros) é respeitado; na situação do texto, prevalece o valor de auto-protecção.



    1. 2. Uma situação de conflito de valores apresenta-se como um dilema moral. Um dilema moral é um problema com duas soluções ambas violam princípios morais. A escolha é inevitável, por isso envolve um conflito.



    2. 1. D

    2.2. A

    2.3. B

    2.4. C



    GRUPO III



    1.1. O imperativo categórico exprime a lei moral sob a forma de dever;

    – só as acções praticadas em obediência ao imperativo categórico, por puro respeito à lei, têm valor moral; o imperativo categórico ordena sem condições;

    – o imperativo hipotético ordena mediante condições. Neste caso, as acções são praticadas em função de inclinações, ou como condição para se atingir uma finalidade extrínseca, pelo que não têm valor moral.

    O imperativo categórico apresenta-se como uma ordem na consciência, ordem essa cuja fórmula é: Tu deves, agir como se a máxima da tua acção pudesse ser tomada como uma máxima universal e, na segunda formulação, tu deves agir tendo a humanidade em ti próprio e nos outros como um fim e nunca como um meio. Representa o imperativo a forma da lei moral, ordem absoluta visto que não depende das circunstâncias nem dos sujeitos pois está acima da experiência particular visto que é anterior à experiência é “a priori”. O dever moral apresenta-se como um imperativo categórico, isto é aquele que não admite excepções e que se impõe em todas as ocasiões e a todos os sujeitos é pelo imperativo categórico e a forma da lei que como ser moral todo o homem é legislador do reino dos fins.

    O imperativo hipotético é uma obrigação ligada ao trajecto e aos interesses do sujeito. Essa obrigação cessa quando o desejo ou interesse é satisfeito. Liga-se portanto às circunstâncias particulares da vida e aos deveres de cada um face à sua experiência particular.



    1.2. A acção de salvar alguém de se afogar (exemplo do texto) é moralmente correcta, independentemente da intenção do agente;o valor moral da acção depende das consequências da acção.



    2. Segundo o princípio da vontade autónoma (racional), na ética formal de Kant, é na intenção do agente, na obediência ao imperativo categórico (dever), que se encontra o critério de moralidade; é moralmente boa a acção realizada por dever;

    Segundo o princípio da maior felicidade para o maior número de pessoas, na ética utilitarista de Stuart Mill, são as consequências da acção que devem ser julgadas; é moralmente boa a acção cujas consequências beneficiem o maior número de pessoas, independentemente da intenção do agente;

    A ética de Kant é considerada deontológica, enquanto a ética de Stuart Mill é considerada consequencialista



    Segundo os princípios da moral deontológica de Kant, a acção correcta é aquela que traduz uma boa vontade, isto é, uma vontade afastada do interesse pessoal, uma vontade desinteressada , essa boa vontade não podia moldar-se pelas consequências materiais da acção mas apenas pelo cumprimento da lei. A lei moral ordena-nos que a máxima da nossa acção possa ser universalizável, ora mentir mesmo que seja para um bom fim, não pode ser universalizável. O arquitecto não devia mentir.

    Quanto à moral consequencialista a acção correcta deve proporcionar o maior bem ao maior número de pessoas, entendendo-se como maior bem, para avaliar a acção teríamos de equacionar a qualidade do bem proporcionado, se é duradouro e a quantidade de pessoas que seriam afectadas pela acção. Assim, segundo estes princípios o facto do arquitecto não mentir, seria bom para a sua consciência mas, possivelmente teria como consequência a prisão do presidente da Câmara e o congelamento das verbas. Justificar-se-ia então mentir desde que as consequências fossem minorar o sofrimento e proporcionar o maior Bem ou felicidade ao maior número de pessoas, facto que seria possível através da mentira.

    sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

    Matriz para a Prova de Avaliação de Dezembro 2010


    Serão os cisnes livres?

    Competências:

    1. Analisar logicamente um texto.
    2. Problematizar uma teoria/tese.
    3. Conceptualizar os elementos de um detrminado facto.
    4. Argumentar a favor ou contra determinada tese.
    5. Distinguir teses de argumentos.
    6. Compreender as teses e tirar delas consequências.

    Conteúdos:

    1. Análise lógica.
    2. A Acção humana.
    2.1. A rede conceptual da acção: Motivo, Intenção, Consciência, Liberdade, Vontade.
    2.2. Acontecer, Fazer e Agir.
    2.3. Os tipos de acções: Voluntárias, Involuntárias e Mistas (Equivocadas, Forçadas, Inevitáveis, Impulsivas)
    2.4. Como se explica uma acção.
    2.5. A Acrasia.
    2.5. 1. Em que consiste.
    2.5.2. Como se explica.
    2.6, Condicionantes da acção.
    3. Determinismo e Livre-arbítrio.
    3.1. A incompatibilidade entre Determinismo e Livre-arbítrio.
    3.1.1. Determinismo radical e Libertarismo.
    3.1.2. Consequências destas posições e argumentos.
    3.2. A compatibilidade entre Determinismo e Livre-Arbítrio.
    3.2.1. O Determinismo moderado.
    3.3. A Posição de Searle.
    3.3.1. Argumentos contra o Compatibilismo.
    3.3.2. Argumentos a favor da tese: "A Liberdade é um factor indissociável da acção consciente."

    Tema para desenvolvimento:

    1. Somos ou não somos livres?
    2. A posição de Searle não é um disparate?
    3. Porque temos condicionantes não somos livres? Quais as condicionantes?
    4. O relativismo moral será desejável?
    5. O que significa ter valores e quais são os principais valores?

    segunda-feira, 15 de novembro de 2010

    Trabalho de grupo 10º F e G

    Tema: A Liberdade e os Valores


    SOBRE A LIBERDADE. Teses em confronto:
    Tese 1: Somos determinados, pela natureza e por acontecimentos anteriores, logo, não somos livres e, por isso não somos responsáveis pelas nossas acções.
    Nome desta tese: DETERMINISMO
    Grupo 1.______________________________________________

    Tese 2: Somos livres e responsáveis pelas nossas acções.
    Nome desta crença: LIBERTARISMO
    Grupo 2._______________________________________________

    Tese 3: Podemos conciliar estas duas crenças, isto é: somos livres mas ao mesmo tempo somos determinados por acontecimentos anteriores e pela natureza.
    Nome desta crença: COMPATIBILISMO
    Grupo 3:________________________________________________

    Tese 4: Podemos ser determinados no corpo mas a nossa consciência tem a experiência da liberdade.
    Nome : A proposta de John Searle
    Grupo 4:________________________________________________


    TEMA 2 VALORES E VALORAÇÃO
    Problema: O que são os valores?
    Apresentação de uma tábua de valores.
    Tipos de valores.
    Discussão dos valores consoante as culturas. Haverá valores universais?
    Grupo 5:________________________________________________

    TEMA 3. RELATIVISMO CULTURAL

    Tese 1: Os valores dependem das culturas, logo não há valores universais.
    Nome: RELATIVISMO CULTURAL
    GRUPO 6:_______________________________________________

    Tese 2: Nem todos os valores dependem das culturas, os valores morais são universais
    NOME: CONTRA O RELATIVISMO MORAL
    GRUPO 7:_______________________________________________

    ESTRUTURA DE UM ENSAIO ARGUMENTATIVO

    Introdução
    - Explicação da questão.
    - Delimitação e unidade do tema.
    - Subdivisão do tema (se for possível e útil).
    - Apresentação de uma proposta precisa de trabalho.

    Desenvolvimento
    - Apresentação de condições históricas e autores que defendem esta tese.
    - Apresentação dos argumentos a seu favor.
    - Desenvolvimento completo dos argumentos.
    - Consideração de objecções possíveis.
    - Refutação ou confronto das objecções com argumentos.
    - Consideração de alternativas.

    Conclusão
    Síntese dos resultados a que se chegou (não afirme mais do que mostrou)

    Avaliação: Escrita 50% Oral 50%
    Trabalho escrito máximo 10 Páginas
    Cada grupo disporá de 20 m para apresentar, 20m de debate.
    Poderá ser apresentado um resumo em Power Point para facilitar a compreensão do trabalho.

    OS TEXTOS:DO MANUAL
    Investigação e recolha de informação histórica e autores na Internet ou outros livros.
    OUTROS: NA REPROGRAFIA


    Apresentação: GRUPO 1 e 2 DIA 22 ou 23 Novembro
    3, 4 dia 24 ou 25 Novembro
    5,6 dia 29 Novembro ou 30
    7 dia 1 ou 2 Dezembro

    quarta-feira, 10 de novembro de 2010

    Prova de avaliação e respectiva correcção

    Leia o texto com atenção e responda com clareza e objectividade às seguintes questões:
    “A filosofia considera por vezes a questão de como devemos viver. Pode argumentar-se que manter uma atitude filosófica é exactamente o modo como devemos viver - tudo o resto é escravidão crédula. É claro que uns vão mais longe do que outros, mas para a maior parte de nós a liberdade de pensamento é uma ida sem retorno: depois de a ter ninguém quer a escravidão de volta.
    Seria errado pensar que a Filosofia nos deixa constantemente num estado de dúvida vaga. Aceitamos as nossas crenças com base nos melhores argumentos. Porém, deixamos a porta aberta para argumentos novos. Na realidade, são aqueles que vêem as suas crenças como actos de vontade e de fé que se colocam numa escarpa instável da qual podem cair abaixo com as consequências dolorosas do desapontamento e dos sentimentos de vazio e perda. O resultado pode ser catastrófico, porque no caso de caírem, fazem-no de uma grande altura e de um lugar que julgavam inabalável. Depois disto, o quê? A filosofia não confere esperanças tão altas. E está até preparada para viver com isso corajosamente. Mesmo que mudemos as nossas crenças à luz de novos argumentos, podemos dizer a nós mesmos que quando formámos a opinião que tínhamos fizemos o melhor que estava ao nosso alcance para chegar ao fundo da questão. A filosofia nem cria a dúvida vazia, nem a certeza inalcançável.
    Como modo de vida, a filosofia e o pensamento filosófico não prometem felicidade; mas, penso, trazem ao de cima o que é melhor nos seres humanos. A filosofia dá corpo ao que há de mais nobre na nossa espécie.”

    John Shand, 'Introduction' in John Shand (ed.) Fundamentals of Philosophy. (London and New York, 2003, pp. 2-3).
    1. Estabeleça o tema , problema, tese, argumentos e conceitos principais, deste texto. (Utilize preferencialmente a sua capacidade de síntese e a sua linguagem). (35 Ptos)


    Tema do texto: A atitude filosófica e a Filosofia



    Problema: Porque é preferível ter uma atitude filosófica face às crenças?


    Tese: A atitude filosófica é preferível porque nos liberta da escravidão e do desapontamento e traz ao de cima o que é melhor nos seres humanos.


    Porque nos dá a liberdade do pensamento que nos retira da escravidão, quem conhece a liberdade de pensamento não quer voltar à escuridão crédula.


    Porque ´e preferível fundamentar as crenças em bons argumentos tendo sempre a possibilidade de as rever do que as fundamentar numa fé inabalável. porque qualquer crença só deve ser aceite se estiver segura nas melhores razões e nenhuma é inabalável viver preso a certezas que podem revelar-se falsas cria o desapontamento o vazio e a perca que dai resulta é mais dolorosa que viver com esperanças mais baixas mas que estão mais seguras no carácter discutível de todo o saber humano. Nem as dúvidas vazias nem as certezas inalcançáveis, poderemos sempre rever o que pensámos e melhorar aceitando que estamos errados.


    Conceitos: Filosofia, crenças inabaláveis,dúvidas


    2. a. Qual a actividade filosófica que é defendida neste texto? (20 Ptos)

    O texto considera que a actividade primordial da Filosofia é saber argumentar e saber avaliar os melhores argumentos, como o autor defende: “mesmo que mudemos as nossas crenças à luz de novos argumentos",  viver filosoficamente é o melhor modo de se viver porque consideramos que nenhuma crença se pode considerar dogmática, todas as crenças podem ser criticadas com bons argumentos.



    b. Em que consiste essa actividade? (15 Ptos)

    Argumentar consiste em encontrar razões que justifiquem ou fundamentem determinada crença. A argumentação consiste em encadear proposições (premissas) de forma lógica e consistente para podermos delas inferir ou retirar uma conclusão (tese).


    3. O que distingue a Filosofia da Ciência? (30)

    A Filosofia distingue-se da Ciência pelo método e pelo ponto de vista em que se coloca. Quanto ao método não recorre a factos ou experiências para provar as suas teorias, nem para verificar se elas são verdadeiras, a Filosofia não tem um método empírico ou experimental mas sim um método argumentativo que consiste na colocação de hipóteses e na dedução das suas consequências. A Filosofia também se distingue da Ciência por causa do ponto de vista em que se coloca face ao saber. Enquanto A ciência parte de determinados pressupostos indiscutíveis como certos axiomas indemonstráveis ou de princípios, como a causalidade, a Filosofia interroga os pressupostos e coloca-os em dúvida, sendo por isso um pensamento radical no sentido em que nada aceita sem discussão prévia.

    4. Aponte a verdade ou falsidade das seguintes afirmações: (5 Ptos cada)






    a. A Metafísica reflecte sobre a existência de Deus. V


    b. Uma proposição não pode ser falsa. F


    c. A Epistemologia trata da validade dos raciocínios ou argumentos. F


    d. A Estética é uma disciplina que trata da beleza. V


    e. O problema do conhecimento é tratado na Ética. F





    5. Esclareça o significado do conceito de Radicalidade.  e Autonomia (15 Ptos)

    Radicalidade significa experiência dos limites, interrogar-se sobre a raíz das ideias e das crenças tentando encontrar o seu fundamento, isto é, os princípios em que cada uma das crenças se fundamenta, os seus pressupostos, é uma característica específica da Filosofia e pressupõe uma atitude crítica e indagadora.
    Autonomia significa independência, no caso da Filosofia, independência do pensamento face à Ciência e à Religião, não é o mesmo que indiferença, pelo contrário, é antes uma distanciação face às crenças divulgadas e maioritárias, essa distanciação é desejável para poder desenvolver a atitude crítica que caracteriza a Filosofia.


    6. Do Mito para a Filosofia qual a mudança operada na forma de pensar? (25)

    O Mito é uma forma primitiva de explicar a realidade porque recorre a seres imaginários e sobrenaturais que têm características humanas, projectando nos fenómenos exteriores da natureza, os sentimentos do homem. Daí ser uma explicação sincrética porque confunde a realidade observada com a imaginação que deriva da reacção humana ao desconhecido. É também uma explicação antropomórfica visto que dá características humanas a seres inanimados. Quanto à explicação cosmológica dos primeiros filósofos, ela já obedece a uma  lógica racional porque procura uma lei, um princípio comum, material e não sobrenatural para explicar a diversidade dos fenómenos.
    7. Na Alegoria da caverna Platão conta-nos uma história sobre uns prisioneiros numa caverna. Elabore uma pequena reflexão de aproximadamente 20 linhas sobre o significado filosófico desta história. (35)


    A Alegoria da Caverna é uma história imaginada por Platão no livro "A República" onde se pretende através de imagens, representar a condição humana face ao conhecimento.Descreve a situação de um grupo de homens numa caverna. Cada uma das imagens pretende representar um aspecto da realidade em que os homens vivem habitualmente assim como o seu conhecimento. Assim, primeiramente:

    1. A descrição do mundo da caverna – o mundo sensível

    Os prisioneiros representam a condição humana presa a ilusões e preconceitos. Agrilhoados ao corpo e às suas paixões.


    2. Um dos prisioneiros consegue fugir e habitua-se progressivamente à luz e vê os objectos concretos. Começa por ver reflexos mas depois por etapas pode ver tudo, incluindo a origem da luz que é o próprio SOL (BEM). O Bem é a Verdade , Beleza e Proporção de todas as coisas.


    3. O Homem depois de se ter libertado, volta à caverna para libertar os outros, mas os outros não acreditam, presos ao hábito e incapazes de pensarem para além dele, matarão o libertador.



    quarta-feira, 27 de outubro de 2010

    Matriz da Prova de avaliação de 2 Novembro 2010

    1. Competências.
    a. Fundamentar uma tese.
    b. Encadear argumentos.
    c. Distiguir teses, e argumentos.
    d. Definir os conceitos.
    e. Relacuinar conhecimentos.

    2. Conteúdos:a. Filosofia e Ciência.
    b. Definição de conceito, proposição e argumento.
    c. Características da Filosofia.
    d. Temas e problemas da Filosofia.
    e. A Actividade filosófica.
    f. Análise lógica de um texto filosófico.
    g. As etapas históricas da evolução do pensamento.
    h. " A Alegoria da caverna" de Platão.

    sábado, 12 de junho de 2010

    ATELIER DE ESCRITA CRIATIVA E ILUSTRAÇÃO

    DIA 17 DE JUNHO - QUINTA FEIRA ÀS 14.30h

    NA SALA B16

    Vem escrever e ilustrar histórias connosco.

    Inscreve-te na Papelaria da Escola

    quinta-feira, 10 de junho de 2010

    Correção do teste de 1 de Junho

    I
    Versão 1


    1. Falso: a Lei moral é absoluta, obedece aos princípios do imperativo categórico, seja qual for a circunstância, não visa o exterior mas a obediência à lei enquanto ela é expressa "a priori" independente da experiência.


    2. O problema da justiça social é político porque só o Estado pode assegurar pela lei a igualdade e as liberdades básicas que constituem a justiça social.


    3. O fim da moral é a felicidade para os utilitaristas porque pretende-se que esse é o fim que todos procuram alcançar, a moral tem um fim prático e útil, assegurar a maior quantidade de prazer e a menor quantidade de dor.


    4. Boa é a vontade, enquanto esta é autónoma frente a interesses e natureza dos impulsos, só uma vontade autónoma é moral, significa que ela não obedece senão à fórmula da lei .


    5. Há princípios universais na ética tais como o princípio da imparcialidade no juízo e tais como o princípio de: "não causar o sofrimento a inocentes" que pode ser consubstanciado na lei moral "não matarás".

    II
    1. R: Aristóteles legitima a autoridade do Estado no aperfeiçoamento moral da comunidade dialógica, promovendo os ideais da amizade, da justiça e do auto domínio. Como o homem é naturalmente político o Estado é a maior organização de homens, a mais complexa e perfeita porque nela participam todos os cidadãos. Locke legitima a autoridade do Estado incumbindo-o de fazer e executar as leis necessárias à preservação dos direitos de todos, sobretudo do direito que no estado natural não souberam preservar, o direito à propriedade privada. A autoridade do soberano é representativa pois resulta da delegação do poder de todos os homens livres que se constituem como cidadãos quando celebram o Contrato Social por mútuo consentimento.
    O fundamento da autoridade do Estado é o Pacto social que os cidadãos livres fazem entre si e com o governante. Este contrato é vinculativo, isto é, obriga os cidadãos ao seu cumprimento, é um compromisso de todos perante todos, neste aspecto ninguém tem o direito de o transgredir ou de o negar, pois deve sujeitar-se à vontade da maioria que o fez tendo em conta a paz e a segurança.
    Existem teorias contratualistas como a que defende john Locke e teorias naturalistas como a de Aristóteles, ambas defendem a necessidade de um Estado com Autoridade sobre todos os cidadãos mas têm, contudo, justificações diferentes. Enquanto para Locke existe um estado natural em que os homens gozam, cada um, de todos os poderes e de todas as liberdades mas como se sentem inacapazes de preservar o direito da propriedade privada,  têm a necessidade de um Estado que a defenda e estalecem então um contrato social; para Aristóteles o estado natural do homem é um estado civil, na polis, sujeito a leis que possibilitem o bem comum, essas leis e essa organização são intrínsecas à natureza humana, sem elas o homem não  seria homem mas sim um animal. O Estado existe para possibilitar a formação moral do homem através da educação e do diálogo.



    2. R: A moral é um código de deveres interiores, individuais e íntimos. A transgressão é punida com censuras interiores como o sentimento de culpa ou remorso. O Direito é um código de deveres sociais e a transgressão é punida com multas e prisões. O Direito é portanto coercivo. O código das leis que constituem o Direito é firmado por um conjunto de pessoas que têm o poder de o fazer, está escrito e é aplicável a todos quer se concorde ou não com ele, enquanto as normas morais estão implícitas e colocam-se à consciência individual, podendo esta segui-las se as considerar justas ou não, sendo a consciência moral a decidir sobre o seu cumprimento.


    O Direito pode estar fundado na moral ou não. Pode haver leis consideradas imorais tais como a lapidação e normas morais não contempladas na lei, tal como não mentir. A justificação do Direito não tem que ser moral pode fundar-se na observação da experiência e nos casos em que ela mostra que a lei civil se encontra inadequada e portanto necessita de ser alterada.


    3.R. A experiência estética é desinteressada, isto é, não temos qualquer interesse prático nessa experiência, ela não é um meio para satisfazer um desejo mas vale por si.Ver um desafio de futebol também é uma experiência desinteressada e não é uma experiência estética: A experiência estética produz-se com objectos estéticos.Objectos estéticos são os objectos encarados na sua forma, harmonia,cor que afectam a nossa sensibilidade estética.Exemplo: Um concerto, Uma dança, uma peça, um filme, um pôr do sol.Objectos sobre os quais podemos emitir juízos estéticos como:“É Belo!”, “Emocionou-me!”, “ A 9ª sinfonia é uma obra-prima!”A experiência estética pode decorrer da contemplação ou da produção/criação de um objecto.1. O artista cria a obra e transfigura a realidade, tem portanto a experiência dessa transfiguração.2. O receptor, aquele que é surpreendido no seu quotidiano pela forma de determinado objecto que lhe provoca admiração e emoção.3. O crítico de arte que vai ao encontro do objecto artístico para o avaliar, segundo o seu gosto mas também segundo determinado conhecimento.



    III
    1. TEXTO
    Tema: a Arte


    Problema: O que é a Arte?


    Tese 1: a Arte é um meio de união entre as pessoas, unindo-as nos mesmos sentimentos.


    Tese2: A arte é uma actividade humana que consiste em que uma pessoa por meio de certos sinais externos leva os outros a experimentar os mesmos sentimentos de que teve experiência.


    Argumento: a arte não é prazer ou um jogo, uma ideia misteriosa ou a expressão de emoções, nem um relacionamento por meio de palavras ou pensamentos, mas um meio de comunhão com vista a um mundo melhor.Um artista que não consiga comunicar por meio de sinais previamente estabelecidos não e verdadeiramente um artista porque não atingiu o fim para que toda a Arte existe.


    Conceitos, arte, sentimento, comunhão.




    2. R: Segundo a teoria da arte como expressão é obra de arte o objecto que expressa e comunica um sentimento vivido pelo artista e que é capaz de provocar no receptor /espectador o mesmo sentimento; as principais objecções à teoria presente no texto colocam-se em relação à incerteza sobre os sentimentos do artista e ainda à dúvida criada sobre as afirmações de alguns artistas que afirmam não sentir nada de especial na criação da obra executando sobretudo uma técnica específica para produzir determinado efeito.