John Stuart Mill, O Utilitarismo, pág 59
um blog com materiais para as aulas
John Stuart Mill, O Utilitarismo, pág 59
Ele contrastou os deveres categóricos com os hipotéticos. Um
dever hipotético é um dever como «se queres ser respeitado, deves dizer a
verdade» ou «se não queres ir para a prisão, não deves matar ninguém». Os
deveres hipotéticos dizem-nos o que devemos ou não fazer se quisermos alcançar
ou evitar um dado objectivo. Kant pensava que só existia um imperativo
categórico básico: «age apenas segundo as máximas que possas ao mesmo tempo
querer como leis universais». Por outras palavras, age apenas segundo uma
máxima que quererias aplicar a toda a gente. Este princípio é conhecido como
princípio da universalizabilidade.
Apesar de Kant ter dado várias versões diferentes do imperativo categórico, esta formulação é a mais importante e tem sido extraordinariamente influente. Iremos examiná-la mais detalhadamente.
Universalizabilidade
Kant pensava que, para que uma acção seja moral, a máxima
subjacente teria de ser universalizável. Teria de ser uma máxima que se
aplicaria a todas as outras pessoas em circunstâncias análogas. Não devemos
erigir-nos como uma excepção, mas antes ser imparciais. Assim, por exemplo, se
o leitor roubar um livro, agindo segundo a máxima «Rouba sempre que fores
demasiado pobre para comprar o que queres», e para que este seja um acto moral,
esta máxima teria de aplicar-se a qualquer outra pessoa que estivesse na sua
situação.
Claro que isto não significa que qualquer máxima que possa
ser universalizável é, por essa razão, uma máxima moral. É óbvio que muitas
máximas triviais, tais como «Deita sempre a língua de fora a pessoas mais altas
do que tu», podem facilmente ser universalizáveis, apesar de terem pouco ou
nada a ver com a moral. Outras máximas universalizáveis, como a máxima sobre o
roubo que usei no parágrafo anterior, podem mesmo assim ser consideradas
imorais.
Esta noção de universalizabilidade é uma versão da chamada Regra de Ouro do cristianismo: «faz aos outros o que gostarias que te fizessem a ti». Alguém que agisse segundo a máxima «sê um parasita, vive sempre à custa de outras pessoas», não estaria a agir moralmente uma vez que seria impossível universalizar a máxima. Tentá-lo seria enfrentar a questão: «e se toda a gente fizesse isso?» Se todas as pessoas fossem parasitas, não sobraria ninguém para ser parasitado. A máxima não passa o teste de Kant e por isso não pode ser uma máxima moral.
Por outro lado, podemos facilmente universalizar a máxima
«nunca tortures bebés». É certamente possível e desejável que todos obedeçam a
esta ordem, apesar de poderem não o fazer. Aqueles que não lhe obedecerem e
torturarem bebés estarão a agir imoralmente.
Com máximas como esta, a noção de universalizabilidade de
Kant dá claramente uma resposta consonante com as intuições incontestadas da
maior parte das pessoas acerca da rectidão.
Nigel Walburton, Elementos básicos de Filosofia
Immanuel Kant, Fundamentação da metafísica dos costumes, Lisboa Editora, p.93
Temas problemas do mundo contemporâneo:
Os textos de referência para o trabalho estão no Teams ou na Logosfera, outros são de manuais colocados na reprografia.
Tema 1.
A pobreza
como um problema moral. Será a pobreza um problema moral?
Grupo:
Manual “A arte de pensar” Da página 169 à página 181 nos
ficheiros do Teams
Ler e introduzir no trabalho os problemas, teses argumentos e conceitos principais. Partir do estudo de um caso de pobreza absoluta.
Apresentação com diapositivo - dia 29 de Abril
________________________________________________________
Tema 2
Os problemas de género: A violência sobre as mulheres será um problema cultural?
Grupo:
Partir de um estudo de um caso. Problematizar, desenvolver uma investigação, tomar posição fundamentada.
Apresentação dia 29 abril
Textos nos ficheiros do Teams
________________________________________________________________
TEMA 3.
O problema da morte assistida. Será eticamente correto legalizar a eutanásia?
Grupo:
Partir de um estudo de um caso. Problematizar, desenvolver uma investigação, tomar posição fundamentada.
Apresentação com diapositivos dia
29 de Abril
Textos de referência nos Ficheiros
do Teams
___________________________________________________________________________
Tema 4.
O Terrorismo e o choque de culturas. O terrorismo será um problema religioso?
Grupo:
Partir de um estudo de um caso. Problematizar, desenvolver uma investigação, tomar posição fundamentada.
Apresentação dia 1 ou 2 de maio
Textos: Capítulo 3 da obra de Slavoj Zizek, Violência - nos Ficheiros do Teams
____________________________________________________________________________
Tema 5.
O problema da guerra. Será a guerra justificável? A violação dos direitos humanos por causa da guerra.
Grupo:
Partir de um estudo de um caso. Problematizar, desenvolver uma investigação, tomar posição fundamentada.
Apresentação dia 1 ou 2 de maio
Textos do manual de Filosofia”Agora”- pág.240 à pág.
260
_____________________________________________________________________________
Tema 6.
Apresentação
da obra de Fernando Savater "Ética para um jovem".
O
que é a Ética? Como ser ético?
Grupo:
Resumir a obra.Apresentar os problemas que o livro coloca. comentar os textos.
Apresentação dia 6 de maio
Obra em livro “Ética
para um jovem “ Fernando Savater
__________________________________________________________________________
Tema 7
Cidadania e participação política. Haverá casos em que é moralmente aceitável desobedecer à lei?
O caso de Rosa Parks.
Grupo:
Partir de um estudo de um caso. Problematizar, desenvolver uma investigação, tomar posição fundamentada.
Apresentação dia 6 de maio
Textos na reprografia.
Critérios de avaliação:
1. Saber selecionar informação relevante para o tratamento do tema. (30)
Entrega de todos os trabalhos 28 abril (entrega dos diapositivos num ficheiro enviado por mail logosferas@gmail ou colocado no Teams).
Apresentação oral temas 1, 2 e 3 dia 29 de abril, temas 4 e 5 dia 1 ou 2 de maio; temas 6 e 7 dia 6 de maio.
Obrigatório trazer o trabalho numa pen no dia da apresentação.