terça-feira, 24 de abril de 2018
domingo, 8 de abril de 2018
Ganhar valor
- Tenho uma vida terrivelmente monótona. Eu, caço galinhas e os homens, caçam-me a mim. As galinhas são todas iguais umas às outras e os homens são todos iguais uns aos outros, Por isso, às vezes, aborreço-me um bocado. Mas se tu me prenderes a ti, a minha vida fica cheia de Sol. Fico a conhecer uns passos diferentes de todos os outros passos. Os outros passos fazem-me fugir para debaixo da terra. Os teus hão-de chamar-me para fora da toca, como uma música. E depois olha! Estás a ver, ali adiante, aqueles campos de trigo? Eu não como pão e, por isso, o trigo não me serve para nada. Os campos de trigo não me fazem lembrar de nada. E é uma triste coisa! Mas os teus cabelos são da cor do ouro. Então, quando eu estiver presa a ti vai ser maravilhoso! Como o trigo é dourado, há-de fazer-me lembrar de ti. E hei-de gostar do barulho do vento a bater no trigo…
A raposa calou-se e ficou a olhar durante muito tempo para o principezinho.
- Por favor… Prende-me a ti! - acabou finalmente por dizer.
- Eu bem gostava - respondeu o principezinho - mas não tenho muito tempo. Tenho amigos para descobrir e uma data de coisas para conhecer...
- Só conhecemos as coisas que prendemos a nós – disse a raposa. – Os homens, agora, já não têm tempo para conhecer nada.
Compram as coisas já feitas nos vendedores. Mas como não há vendedores de amigos, os homens já não têm amigos. Se queres um amigo, prende-me a ti!
- E o que é que é preciso fazer? – perguntou o principezinho.
- É preciso ter muita paciência. Primeiro, sentas-te um bocadinho afastado de mim, assim, em cima da relva. Eu olho para ti pelo canto do olho e tu não dizes nada. A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas todos os dias te podes sentar um bocadinho mais perto...
O principezinho voltou no dia seguinte.
- Era melhor teres vindo à mesma hora - disse a raposa. Se vieres, por exemplo, às quatro horas, às três, já eu começo a ser feliz. E quanto mais perto for da hora, mais feliz me sentirei.
Às quatro em ponto já hei-de estar toda agitada e inquieta: é o preço da felicidade! Mas se chegares a uma hora qualquer, eu nunca saberei a que horas é que hei-de começar a arranjar o meu coração, a vesti-lo, a pô-lo bonito... São precisos rituais.
- O que é um ritual? - perguntou o principezinho.
- Também é uma coisa de que toda a gente se esqueceu - respondeu a raposa. - É o que faz com que um dia seja diferente dos outros dias e uma hora, diferente das outras horas. Os meus caçadores, por exemplo, têm um ritual. À quinta-feira, vão ao baile com as raparigas da aldeia. Assim, a quinta-feira é um dia maravilhoso. Eu posso ir passear para as vinhas. Se os caçadores fossem ao baile num dia qualquer, os dias eram todos iguais uns aos outros e eu nunca tinha férias.
Foi assim que o principezinho prendeu a si a raposa. E quando chegou a hora da despedida: - Ai! - exclamou a raposa – Ai que me vou pôr a chorar…
- A culpa é tua - disse o principezinho. - Eu bem não queria que te acontecesse mal nenhum, mas tu quiseste que eu te prendesse a mim…
- Pois quis - disse a raposa.
- Mas agora vais-te pôr a chorar! - disse o principezinho.
- Pois vou – disse a raposa.
- Então não ganhaste nada com isso!
- Ai isso é que ganhei! – disse a raposa. – Por causa da cor do trigo…
Depois acrescentou:
- Anda, vai ver outra vez as rosas. Vais perceber que a tua é única no mundo. Quando vieres ter comigo, dou-te um presente de despedida: conto-te um segredo.
O principezinho lá foi ver as rosas outra vez.
- Vocês não são nada parecidas com a minha rosa! Vocês ainda não são nada - disse-lhes ele. - Não há ninguém preso a vocês e vocês não estão presas a ninguém. Vocês são como a minha raposa era. Era uma raposa perfeitamente igual às outras cem mil raposas. Mas eu tornei-a minha amiga e, agora ela é única no mundo.
E as rosas ficaram bastante incomodadas.
- Vocês são bonitas, mas vazias - ainda lhes disse o principezinho. - Não se pode morrer por vocês. Claro que, para um transeunte qualquer, a minha rosa é perfeitamente igual a vocês. Mas, sozinha, vale mais do que vocês todas juntas, porque foi a ela que eu reguei. Porque foi a ela que eu pus debaixo de uma redoma. Porque foi a ela que eu abriguei com o biombo.
"O principezinho" de Saint- Exupéry
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Valores
quinta-feira, 5 de abril de 2018
TAXINOMIA/TÁBUA DE VALORES
Uma taxinomia é uma classificação. No caso dos valores isto implica uma hierarquia, isto é, uma classificação onde se seleccionam e comparam os valores. esta hierarquização organiza os valores de acordo com um critério valorativo que considera os valores espirituais superiores aos valores vitais ou de utilidade porque são duradouros e são transversais a culturas e à subjectividade humana.
Tábua de valores de Max Scheller, adaptada por Ortega y Gasset
1. Valores úteis
Tábua de valores de Max Scheller, adaptada por Ortega y Gasset
1. Valores úteis
caro-barato
abundante-escasso
necessário-supérfluo
abundante-escasso
necessário-supérfluo
Capaz - incapaz
2. Valores vitaissão-doente
selecto-vulgar
enérgico-inerte
forte-débil
VALORES ESPIRITUAIS:
1. Intelectuais:conhecimento-erro
exacto-aproximado
evidente-provável
Verdadeiro -Falso
exacto-aproximado
evidente-provável
Verdadeiro -Falso
2. Éticos/Moraisbom-mau
bondoso-ardiloso
justo-injusto
leal -desleal
honesto - desonesto
3. Estéticosescrupuloso - desleixado
belo-feio
gracioso-tosco
elegante-deselegante
harmonioso-desarmonioso
leal -desleal
honesto - desonesto
3. Estéticosescrupuloso - desleixado
belo-feio
gracioso-tosco
elegante-deselegante
harmonioso-desarmonioso
4. Religiosossagrado-profano
divino-demoníaco
supremo-derivado
milagroso-mecânico
divino-demoníaco
supremo-derivado
milagroso-mecânico
TEXTOS FUNDAMENTAIS 2 - Os valores são subjetivos ou objetivos?
" As questões sobre os valores - isto é, sobre o que é bom ou mau em si, independentemente dos seus efeitos estão fora do domínio da ciência, como os defensores da religião afirmam veementemente. Eu penso que nisto têm razão, mas retiro outra conclusão que eles não retiram - a de que as questões sobre "valores" estão completamente fora do domínio do conhecimento. Por outras palavras, quando afirmamos que isto ou aquilo tem "valor", estamos a exprimir as nossas emoções, e não a indicar algo que seria verdadeiro mesmo que os nossos sentimentos pessoais fossem diferentes. (...)
Qualquer tentativa de persuadir as pessoas de que algo é bom (ou mau) em si, e não apenas por causa dos seus efeitos, depende não de qualquer recurso a provas, mas da arte de suscitar sentimentos. O talento do pregador consiste em criar nos outros emoções semelhantes às suas - ou diferentes, se ele for hipócrita. Ao dizer isto não estou a criticar o pregador, mas a analisar o carácter essencial da sua atividade.
Quando um homem diz "Isto é bom em si" parece estar a exprimir uma proposição como se tivesse dito "Isto é um quadrado" ou "Isto é doce". Julgo que isto é um erro. Penso que aquilo que o homem quer realmente dizer é "Quero que toda a gente deseje isto", ou melhor, "Quem me dera que toda a gente desejasse isto". Se aquilo que ele diz for interpretado como uma proposição, esta é apenas sobre o seu desejo pessoal. Se for antes interpretado num sentido geral, nada afirma, exprimindo apenas um desejo. O desejo, enquanto acontecimento, é pessoal, mas o que se deseja é universal. Penso que foi este curioso entrelaçamento entre o particular e o universal que provocou tanta confusão na Ética. (...)
Se esta análise está correta, a ética não contém quaisquer proposições, sejam elas verdadeiras ou falsas, consistindo em desejos gerais de uma certa espécie, nomeadamente naqueles que dizem respeito aos desejos da humanidade em geral - e dos deuses, dos anjos e dos demónios, se eles existirem. A ciência pode discutir as causas dos desejos e os meios para os realizar, mas não contém quaisquer frases genuinamente éticas, pois esta diz respeito ao que é verdadeiro ou falso.
A teoria que estou a defender é uma forma daquela que é conhecida por doutrina da "subjetividade" dos valores. Esta doutrina consiste em sustentar que, se dois homens discordam quanto a valores, há uma diferença de gosto, mas não um desacordo quanto a qualquer género de verdade. Quando um homem diz "As ostras são boas" e outro diz "Eu acho que são más" , reconhecemos que nada há para discutir. A teoria em questão sustenta que todas as divergências de valores são deste género, embora pensemos naturalmente que não o são quando estamos a lidar com questões que nos parecem mais importantes que as das ostras. A razão principal para adotar esta perspetiva é a completa impossibilidade de encontrar quaisquer argumentos que provem que isto ou aquilo tem valor intrínseco. Se estivéssemos de acordo a este respeito, poderíamos defender que conhecemos os valores por intuição. Não podemos provar a um daltónico que a relva é verde e não vermelha, mas há várias maneiras de lhe provar que ele não tem um poder de discriminação que a maior parte dos homens tem. No entanto, no caso dos valores não há qualquer maneira de fazer isso, e aí os desacordos são muito mais frequentes que no caso das cores. Como não se pode sequer imaginar uma maneira de resolver uma divergência a respeito de valores, temos de chegar à conclusão de que a divergência é apenas de gostos e não se dá ao nível de qualquer verdade objetiva.
Bertrand Russell, Ciência e Ética, 1935. Tradução de Paula Mateus
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Subjetividade ou objetividade dos valores,
Valores
segunda-feira, 12 de março de 2018
Atenção
Em virtude do teste de Filosofia dos alunos do 10E não se poder realizar na data prevista dia 12 e termos visita de estudo dia 15 de Março, o teste desta turma será na 2ª feira dia 19 de Março. Terão mais tempo para estudar as matérias e assimilar melhor os conteúdos.
No dia 15, a visita de estudo ao Museu de Arte Antiga realiza-se com partida às 9 horas e cinco minutos do portão da Escola. Os alunos das turmas 10D e 10E deverão ir aos primeiros 45m da aula do 1ºtempo.Para a visita de estudo só precisam de um caderno e de uma caneta, dinheiro para o almoço e cartão de estudante (podem deixar as mochilas nos cacifos da Escola).
A visita de estudo terá início no Museu às 10.30 com uma sessão guiada. Depois os alunos terão 30m para escolher uma obra no museu sobre a qual farão o guião que lhes vai ser dado no início. Às 12.30h iremos todos juntos almoçar ao Mc Donalds de Santos.
Às 14h todos os alunos devem dirigir-se para o autocarro.
A visita terminará no portão da Escola às 14.30 devendo os alunos ir às aulas da tarde.
A professora Helena Serrão
No dia 15, a visita de estudo ao Museu de Arte Antiga realiza-se com partida às 9 horas e cinco minutos do portão da Escola. Os alunos das turmas 10D e 10E deverão ir aos primeiros 45m da aula do 1ºtempo.Para a visita de estudo só precisam de um caderno e de uma caneta, dinheiro para o almoço e cartão de estudante (podem deixar as mochilas nos cacifos da Escola).
A visita de estudo terá início no Museu às 10.30 com uma sessão guiada. Depois os alunos terão 30m para escolher uma obra no museu sobre a qual farão o guião que lhes vai ser dado no início. Às 12.30h iremos todos juntos almoçar ao Mc Donalds de Santos.
Às 14h todos os alunos devem dirigir-se para o autocarro.
A visita terminará no portão da Escola às 14.30 devendo os alunos ir às aulas da tarde.
A professora Helena Serrão
segunda-feira, 5 de março de 2018
quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018
ÉTICA. QUE FUNDAMENTO? TRABALHOS DE LEITURA E INVESTIGAÇÃO
Textos de Fernando Savater, Ética para um jovemGRUPO 1 BRUNA P, SOFIA FORT, MAFALDA, CATARINA LAGE
Capítulo 1. De que trata a ética e Capítulo 2. Ordens, costumes e caprichos
GRUPO 2 - BRUNA C, JOANA, MARISA E SEBASTIAN
Capítulo 3. Faz o que quiseres e Capítulo 4. Tem uma vida boa
GRUPO 3 - VÃNIA, MICAELA, MARIANA M E GUILHERME B
Capítulo 5. Acorda, Baby! e Capítulo 6. O grilo de pinóquio entra em cena
GRUPO 4 - DIOGO, JOÃO S, MARCO e NUNO
Capítulo 7. Põe-te no seu lugar e Capítulo 8. Gostar e gostar
GRUPO 5 - GUILHERME N, CATARINA P, SOFIA FERREIRA e CÁTIA
Viver eticamente - páginas 116 à 125 do Manual de Filosofia
GRUPO 6 - BEATRIZ, JÚLIO, KAREN e DOMINICK
A ética deontológica de Kant -páginas 126 a 131 do Manual de Filosofia
GRUPO 7 ÉTICA UTILITARISTA DE STUART MILL - páginas 134 a 137 do Manual de Filosofia JENIFER, MARIA, MARIANA E JESSICA
GRUPO 8 - CARLOS, KEVIN, RAFAEL e SALVADOR
RELAÇÃO ENTRE A ÉTICA DEONTOLÓGICA E A ÉTICA UTILITARISTA -Páginas 138 A 144 DO Manual de Filosofia
Objectivos:
1. Analisar e resumir o texto nas suas linhas fundamentais.
2. Fazer o levantamento dos problemas colocados e tentar dar-lhes uma resposta.
3. Elaborar uma pequena apresentação de todos os filósofos/nomes referidos. (biografia sumária, ideias principais.)
4. Comentar as citações do final.(No caso da ética para o jovem as citações estão no final de cada capítulo, no caso dos manuais encontrar citações dos autores e comentá-las)
Avaliação é feita tendo em conta a qualidade do diapositivo e a apresentação oral
DATA DE ENTREGA de TODOS OS DIAPOSITIVOS COM OS TRABALHOS: 26 FEVEREIRO – Segunda- feira PARA - logosferas(arroba)gmail.com
Apresentações orais:
GRUPO - 1,2,3 - 26 de Fevereiro
GRUPOS- 4,5 e 6 - 1 de Março
GRUPOS - 7 e 8 - 5 de Março
AVALIAÇÃO
DIAPOSITIVO: Compreensão do texto
Investigação
Problematização
Correção da apresentação
Originalidade e qualidade da informação
ORAL:Interesse filosófico
Dinâmica de grupo
Domínio dos conteúdos
Originalidade da apresentação
terça-feira, 6 de fevereiro de 2018
Correção do teste de 5 de Fevereiro 2018
Foto de Henri Cartier Bresson
ANÁLISE LÓGICA DO TEXTO:
1.
Tema: Procedimentos a ter numa discussão
Problema: Que procedimentos devemos ter para que a nossa
tese seja aceite numa discussão?
Tese: Numa discussão devemos dissimular a conclusão e apresentar
as premissas com clareza.
Corpo argumentativo: Em geral, numa discussão, frente a uma
pessoa que defende o oposto, temos a tendência em virtude da nossa impaciência
de gritar a conclusão antes de qualquer argumento, antes de qualquer premissa. Esse
procedimento torna o nosso oponente rebelde a qualquer ideia que possamos
acrescentar e incapaz de aceitar o que dizemos pois nem sequer nos vai ouvir. Por
isso, devemos começar por ocultar a conclusão e expor com clareza os nossos
argumentos (premissas) assim o nosso oponente chegará por ele à conclusão que
queremos que chegue ficando com a ideia de que foi ele que retirou essa conclusão
e não nós que o guiámos.
Conceitos: Conclusão, premissas, discussão.
2. Falácia é um argumento logicamente inválido pois não satisfaz as regras de validade lógica mas que recorre
a estratégias psicológicas e emocionais para parecer válido.
3. A lógica formal investiga as condições de validade dos
argumentos dedutivos, aqueles cuja validade depende da sua forma e não do
conteúdo expresso. A validade dos argumentos estudados é formal, isto é
independente do auditório, do conteúdo ou do contexto em que argumentamos. As
regras da validade formal são universais, isto é, são iguais para todos e em
qualquer situação. Nos argumentos dedutivos dadas as premissas verdadeiras e se
o argumento seguir as regras de validade, a conclusão não pode ser falsa.
Quanto à lógica informal estuda argumentos indutivos, de
analogia e autoridade. Neste tipo de argumentos não têm uma validade formal, a
sua validade depende do conteúdo da informação que utilizamos, das provas que
temos do contexto e do auditório que os
vai ouvir e apreciar. A conclusão de um argumento informal é apenas provável e
não decorre necessariamente das premissas isto é, as premissas podem ser
verdadeiras e a conclusão, mesmo assim pode ser falsa.
domingo, 4 de fevereiro de 2018
Correção da Ficha 3 - Exercícios - Lógica proposicional
1. D "É falso que a acrobacia seja uma arte"
2. a) PVQ
b) P
c) P→ ~Q ^
~R
3. Falácia de negação do antecedente. Na segunda premissa do
argumento negamos o antecedente da primeira premissa e depois concluímos
negando o consequente. Argumento inválido.
4. Conjunção
5. (PVQ)→R
6.
A
|
B
|
AVB (1ª Pre)
|
A(2ªPrem)
|
~B (Conclusão)
|
V
|
V
|
V
|
V
|
F
|
V
|
F
|
V
|
V
|
V
|
F
|
V
|
V
|
F
|
F
|
F
|
F
|
F
|
F
|
V
|
Argumento inválido, tal como consta da primeira linha da
tabela, tem premissas verdadeiras e conclusão falsa.
7.Se Francis Bacon é filósofo ou político então não é
pintor.
8. “ Hume não é Inglês e não é Irlandês”
9.Modus Ponens:
Se tenho livre
arbítrio então não existe destino.
Tenho livre arbítrio
Logo, não existe
destino.
10. É falsa, porque
uma proposição condicional não pode ser verdadeira se tiver o antecedente verdadeiro e o consequente falso.
11. “Alguns vampiros
não são personagens de ficção”
“Alguns veículos a
gasolina são ecológicos”
LÓGICA INFORMAL
IDENTIFICAR OS
ARGUMENTOS:
a) Indução. Faz-se uma generalização a partir de alguns exemplos.
a) Indução. Faz-se uma generalização a partir de alguns exemplos.
b) Analogia, faz-se
uma comparação entre elementos diferentes que têm algo em comum, neste caso
ambos se bem semeados dão bons frutos.
IDENTIFICAR FALÁCIAS
INFORMAIS
1. Apelo à ignorância.
Premissas insuficientes para retirar uma conclusão.
2. Derrapagem. Exagero
nas consequências. A CONCLUSÃO NÃO SE SEGUE DAS PREMISSAS.
3. AD HOMINEM. ATAQUE
AO HOMEM.PREMISSAS NAÕ RELEVANTES PARA A CONCLUSÃO.
4. PETIÇÃO DE
PRINCÍPIO. FALÁCIA DE PRESSUPOSIÇÃO.RACIOCÍNIO CIRCULAR.
BONECO DE PALHA.
DISTORÇÃO DAS PALAVRAS DOADVERSÁRIO DE MODO A ENFRAQUECER O QUE ESTE DIZ.
FALSO DILEMA. É DADA
UMA OPÇÃO QUANDO EXISTEM MAIS. OMISSÃO DE DADOS.PREMISSAS INSUFICIENTES.
7. APELO A UMA
AUTORIDADE NÃO QUALIFICADA.PREMISSAS INSUFICIENTES.FREUD ERA UM PSICANALISTA
FAMOSO, NÃO ERAUM ESPECIALISTA EM TABACO.
8. AMOSTRA NÃO
REPRESENTATIVA.PREMISSAS NÃO SUFICIENTES.
9. FALSA CAUSA. NÃO HÁ
UMA RELAÇÃO DE CAUSA EFEITO ENTRE A PREMISSA E A CONCLUSÃO.
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Critérios de Correção Fichas de exercícios
sábado, 3 de fevereiro de 2018
Ficha 3 - Exercícios - Lógica proposicional
Ficha 3 –Exercícios
– lógica proposicional
1. A partir de «Se a acrobacia é uma arte, então exprime sentimentos» e de
«A acrobacia não exprime sentimentos», por modus
tollens, infere-se que
(A) se algo exprime sentimentos, então é arte.
(B) a acrobacia nunca poderá exprimir sentimentos.
(C) a acrobacia é uma arte, mas não exprime sentimentos.
(D) é falso que a acrobacia seja uma arte.
2. Dicionário
P- Sócrates é filósofo
Q – Sócrates é político
R – Sócrates é jurista.
Escreva as fórmulas que traduzem as proposições seguintes.
a) Sócrates é filósofo ou político.
b) É falso que Sócrates não seja Filósofo
c) Se Sócrates é filósofo, então não é político nem é jurista
3. Se J. K. Rowling deseja ocupar um lugar de destaque entre os escritores
britânicos, então tem ambição literária.
Mas J. K. Rowling não deseja ocupar um lugar de destaque entre os
escritores britânicos. Isso mostra que J. K. Rowling não tem ambição literária.
O argumento é inválido. Porquê?
4. Atente na proposição complexa
expressa pela frase seguinte. “Quer Schubert
quer Schumann eram compositores.”
Identifique a conectiva que liga as
duas proposições simples que a constituem.
5. Recorrendo ao dicionário apresentado,
formalize a proposição seguinte.
Se Cristiano Ronaldo ganhar quatro
Botas de Ouro ou três Ligas dos Campeões, ficará na história do desporto.
Dicionário: P: Cristiano Ronaldo ganha
quatro Botas de Ouro. Q: Cristiano Ronaldo ganha três Ligas dos Campeões.
R: Cristiano Ronaldo fica na história
do desporto.
6. Mostre que a forma argumentativa seguinte é
inválida, recorrendo ao método das tabelas
de verdade.
A V B
A
∴
¬BA
7. Interprete a fórmula seguinte,
tendo em conta o dicionário apresentado.
P = Francis Bacon é filósofo. Q =
Francis Bacon é político. R = Francis Bacon é pintor. (P V
Q) → ¬R
8. O que se segue da afirmação dada, aplicando
uma das leis de De Morgan? “É falso que
Hume seja inglês ou irlandês.”
9. Construa um argumento, com a forma modus ponens, cuja primeira premissa
seja “ Se tenho livre arbítrio então não existe destino”.
10. Sabendo que A é uma proposição
verdadeira e C é falsa determine o valor de verdade de uma proposição com a
forma “ A→ (B^C)”. Justifique a sua
resposta.
11. Negue as seguintes proposições:
“Todos os vampiros são personagens de
ficção.”
“Nenhum veículo a gasolina é
ecológico.”
Lógica informal:
1.Identifique e avalie os seguintes
argumentos:
a. "Outrora as
mulheres casavam-se muito novas. A Julieta da peça Romeu e Julieta, de
Shakespeare, ainda não tinha 14 anos. Na Idade Média, 13 anos era a idade
normal de casamento para uma rapariga judia. E durante o Império Romano muitas
mulheres casavam aos 13 anos, ou mesmo mais novas".
.
b.” Colhe-se o que se semeia. Se plantarmos amoras, colhemos amoras. Se plantarmos cebolas obtemos cebolas. Do mesmo modo quem semeia a guerra não pode esperar obter paz, justiça e fraternidade.”
.
b.” Colhe-se o que se semeia. Se plantarmos amoras, colhemos amoras. Se plantarmos cebolas obtemos cebolas. Do mesmo modo quem semeia a guerra não pode esperar obter paz, justiça e fraternidade.”
2. Identifique as seguintes falácias e
justifique.
1. O meu médico diz que não há provas que a minha dor
de cabeça seja provocada por “falta de vista”, mas também não há provas que não
seja, logo, eu tinha razão, as minhas dores de cabeça são mesmo “falta de
vista”.
2. Nunca deves
jogar. Uma vez que comeces a jogar verás que é difícil deixar o jogo. Em breve
estarás a deixar todo o teu dinheiro no jogo e, inclusivamente, pode acontecer
que te vires para o crime para suportar as tuas despesas e pagar as dívidas.
3. Einstein foi o criador da relatividade mas é
preciso ver que Einstein era judeu e comunista, logo a teoria da relatividade
só pode ser mentira.
4. Sabemos que Deus existe, porque a Bíblia o diz. E o
que a Bíblia diz deve ser verdadeiro, dado que foi escrita por Deus e Deus não
mente.
5. João:
Nós deveríamos ter leis menos rígidas em relação à legislação sobre o tabaco;
Joana: Não, estás a dizer que todos deviam suportar a loucura suicida dos
fumadores, estás a defender o caos.
6. Ou usas os
bens que o capitalismo te disponibilizou e tens de defender o capitalismo ou,
se és contra, vais viver sozinho para a montanha e alimentas-te de ervas.
7. O grande psicanalista Freud fumava, então o fumo deve ser bom.
7. O grande psicanalista Freud fumava, então o fumo deve ser bom.
8. Os
alunos do 11ºG leem bastante e são jovens, logo, no presente, os jovens leem
mais.
9. Vou ter boa nota no teste porque está Lua cheia e
sempre que está Lua cheia eu sei que a sorte está comigo.
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