Lógica Proposicional Diapositivo realizado por Joaquim Duarte
domingo, 12 de novembro de 2017
quarta-feira, 8 de novembro de 2017
terça-feira, 7 de novembro de 2017
Grupo I
Análise lógica do texto filosófico apresentado no
teste:
Tema: A origem da Filosofia
Problema: Como surgiu a Filosofia?
Tese: As Filosofia surgiu da capacidade dos homens se
surpreenderem.
Movimentação argumentativa: O Homem acha tão estranho
viver que as perguntas filosóficas surgem por si mesmas. É como imaginarmos que
o mundo é um gigantesco truque de magia. Um coelho tirado subitamente, por um
ilusionista, de uma cartola vazia. Sabemos que o ilusionista nos enganou mas
achamos o mistério surpreendente, não sabemos como foi possível, e queremos
compreender o truque. Cada um de nós é um parasita minúsculo desse coelho que é
o universo, os filósofos tentam trepar nos pelos do coelho para ver de perto o
ilusionista.
Conceitos: Filosofia, truque de magia, perguntas
filosóficas.
2. Para criar uma metáfora do universo misterioso que
nos rodeia. Porque se trata de uma surpresa o mundo como ele é, como se fosse
um truque de magia. Esta metáfora ilustra a surpresa que marca a origem da
Filosofia e caracteriza a atitude do filósofo.
3. A Filosofia nasceu da capacidade dos homens se
surpreenderem. A Filosofia resulta da estranheza que experimentamos perante o
mundo.
Grupo III
1. Os primeiros filósofos, também denominados pré-socráticos
porque se situam cronologicamente antes de Sócrates, tinham como principal
problema a origem do mundo e tentavam explicar essa origem através de uma
substância primordial: "arché". O "arché" era um elemento
material que poderia constituir a unidade através da qual toda a diversidade do
mundo poderia ter surgido. Procuravam dar uma explicação recorrendo a uma certa
lei natural da matéria e não recorriam apenas a histórias míticas para explicar
o mundo como faziam os seus antepassados. Recorrem ao raciocínio a partir da
observação da natureza tentando encontrar um “logos” uma lei ou unidade que
permita explicar racionalmente a diversidade das coisas bem como a sua
transformação. Assim, ao procurar o elemento original procuravam compreender a
ordem do cosmos e a matéria que todas as coisas têm em comum. Assim para Tales
o "arché" era a água, para Anaximandro o "Apeiron" e para
Anaxímenes o ar.
2. Alegoria da Caverna é uma história imaginada por
Platão no livro "A República" onde se pretende através de imagens,
representar a condição humana face ao conhecimento. Descreve a situação de um
grupo de homens numa caverna. Cada uma das imagens pretende representar um aspeto
da realidade em que os homens vivem habitualmente assim como o seu
conhecimento. Assim, primeiramente:
A descrição do mundo da caverna – o mundo sensível. O mundo falso dos hábitos que conduzem aos preconceitos.
Os prisioneiros representam a condição humana presa a ilusões e preconceitos. Escravos do hábito, do senso comum, acreditam no que veem e rejeitam tudo o que coloque em causa a sua crença.
Um dos prisioneiros consegue fugir e libertar-se, iniciando a escalada para fora da escuridão, inicia a sua aprendizagem habituando-se progressivamente à luz e aos objetos. Começa por ver reflexos mas depois por etapas pode ver tudo, incluindo a origem da luz que é o próprio SOL (BEM). O Bem é a Verdade , a Beleza e Proporção de todas as coisas.
O Homem depois de se ter libertado, volta à caverna para libertar os outros, mas os outros não acreditam, presos ao hábito e incapazes de pensarem para além dele, matarão o libertador. A caverna representa a ignorância, o mundo em que não há liberdade pois não há alternativas, Platão pretende demonstrar que o mundo fora da caverna corresponde ao mundo pensado, onde podemos ver para além das crenças habituais que corresponde ao conhecimento.
A descrição do mundo da caverna – o mundo sensível. O mundo falso dos hábitos que conduzem aos preconceitos.
Os prisioneiros representam a condição humana presa a ilusões e preconceitos. Escravos do hábito, do senso comum, acreditam no que veem e rejeitam tudo o que coloque em causa a sua crença.
Um dos prisioneiros consegue fugir e libertar-se, iniciando a escalada para fora da escuridão, inicia a sua aprendizagem habituando-se progressivamente à luz e aos objetos. Começa por ver reflexos mas depois por etapas pode ver tudo, incluindo a origem da luz que é o próprio SOL (BEM). O Bem é a Verdade , a Beleza e Proporção de todas as coisas.
O Homem depois de se ter libertado, volta à caverna para libertar os outros, mas os outros não acreditam, presos ao hábito e incapazes de pensarem para além dele, matarão o libertador. A caverna representa a ignorância, o mundo em que não há liberdade pois não há alternativas, Platão pretende demonstrar que o mundo fora da caverna corresponde ao mundo pensado, onde podemos ver para além das crenças habituais que corresponde ao conhecimento.
3. A Filosofia distingue-se da Ciência pelo método e
pelo ponto de vista em que se coloca. Quanto ao método não recorre a factos ou
experiências para provar as suas teorias, nem para verificar se elas são
verdadeiras, a Filosofia não tem um método empírico ou experimental mas sim um
método argumentativo que consiste na colocação de hipóteses e na dedução das
suas consequências. Ambas têm em comum a rejeição do argumento da autoridade
que o saber religioso usa para defender as suas crenças, ambas não defendem
certezas mas um conhecimento justificado, ou uma crença justificada. A
Filosofia tal como a Ciência interroga os pressupostos e coloca-os em dúvida,
sendo por isso um pensamento radical no sentido em que nada aceita sem
discussão prévia. A Ciência divide o seu objeto de estudo em disciplinas
perdendo por isso a visão da totalidade do real, enquanto a Filosofia tem
sempre como perspetiva a totalidade, o seu objeto de estudo é a totalidade do
real. Por outro lado a Filosofia não é senso comum pois este não coloca
em causa o saber tradicional e tende a adotar crenças espontâneas fruto do
quotidiano da experiência vulgar, que não são submetidas a um exame
racional ao contrário da Filosofia que submete as nossas crenças quotidianas ao
juízo crítico.
segunda-feira, 16 de outubro de 2017
Diógenes
Diógenes
(413 – 323 a.C.) nasceu em Sínope, cidade costeira da região da Turquia e foi o
símbolo da escola Cínica, isto porque ele fez da sua filosofia uma forma de
viver, bastante radical para qualquer época da história. Diógenes desprezava as
convenções sociais, isto é o comportamento que a sociedade tinha naquele
momento, o luxo, riquezas e demasiado conforto que necessitava para viver. Ele
desprezava tais coisas e afirmava que o homem precisava apenas daquilo que lhe
era básico para sobreviver e ser feliz.
Sustentando
esta corrente de pensamento Diógenes passou a viver tal qual os mendigos,
alimentando-se de sobras que conseguia recolher pela cidade, vestindo apenas
uma túnica velha e fazendo de um barril a sua morada. Ele era conhecido por
deambular pelas ruas carregando consigo uma espécie de lamparina acesa, mesmo
durante o dia, e respondia a todos que lhe perguntassem sobre o propósito de
sua vida com a frase “Procuro um homem”. E este homem que procurava era aquele
que vivia de acordo com a sua própria natureza, suprindo apenas as suas
necessidades básicas para viver e não vivendo de acordo com os conceitos da
sociedade superficial.
A trajectória
Numa ocasião
em que o seu pai teria adulterado uma moeda do Estado, Diógenes foi exilado de
sua cidade natal para Atenas, onde começou a pôr em prática os seus pensamentos
com o estilo de vida simples e praticamente sem posses. Contudo, alguns
estudiosos afirmam que a culpa do exílio foi do próprio Diógenes, pois o seu
pai lhe tinha confiado a cunhagem das tais moedas.
Em Atenas,
vivendo como um mendigo, Diógenes pretendia ser discípulo de Antístenes,
fundador da escola Cínica, mas o próprio o rejeitou e somente após muita insistência
lhe concedeu o título de discípulo.
Pode-se destacar um episódio em que Antístenes ergue um bastão com a intenção
de golpear Diógenes na cabeça e o mesmo lhe responde com a seguinte frase: “Pode
golpear, mas não encontrará um bastão duro o suficiente para me fazer desistir
de querer que me diga algo, que acho que deve.”
Tornando-se
símbolo da escola Cínica, Diógenes continuou a viver segundo os seus ideais e
para ele este estilo radical de vida permitia-lhe ser ele mesmo sem estar preso
às convenções sociais, sendo livre. Para ele esta liberdade era alcançada à
medida que cansava o corpo para que se habituasse a dominar os seus prazeres
até que fossem ignorados por completo, pois para os seguidores do cinismo os
prazeres enfraquecem a alma do homem, pois este vai-se tornando seu escravo.
Um episódio
marcante da vida de Diógenes foi quando o então imperador, e mais poderoso
homem conhecido na época, Alexandre da Macedónia,
o encontrou tomando um banho de sol e lhe disse “Peça-me o que quiser”.
Contudo, no momento em que falava com Diógenes, Alexandre fazia sombra ao
mesmo, encontrando-se despretensiosamente à frente do sol. Então Diógenes
respondeu-lhe com a seguinte frase “Devolva-me o sol.”. Demonstrando o pouco que
precisava para se contentar.
Diógenes e Alexandre da Macedónia
Imagem:
Reprodução
Diógenes
tornou-se o símbolo da simplicidade e a sua história ensina até os dias de hoje
que os homens precisam de menos do que pensam para sobreviver e serem felizes.
Ao falecer, a seguinte frase foi escrita na sua lápide “O próprio bronze
envelhece com o tempo, mas a tua gloria, Diógenes, nem toda a eternidade
destruirá; pois apenas tu ensinaste aos mortais a lição da autossuficiência na
vida e a maneira mais fácil de viver”. Foi feita em sua homenagem uma coluna
com um cão no topo, que simbolizava o seu apelido “Diógenes, O Cão”, e também o
seu modo de viver, simples como os cachorros, alimentando-se de restos, bebendo
água das poças que encontrava e deambulando pelas ruas de Atenas.
Os modernos termos "cínico" e "cinismo"
derivam da palavra grega "kynikos", a forma adjetiva de "kynon",
que significa "cão".[3]
Diógenes acreditava que os humanos viviam artificialmente de maneira hipócrita
e poderiam ter proveito ao estudar o cão. Este animal é capaz de realizar as
suas funções corporais naturais em público sem constrangimento, comerá qualquer
coisa, e não fará estardalhaço sobre em que lugar dormir. Os cães, como qualquer
animal, vivem o presente sem ansiedade e não possuem as pretensões da filosofia
abstrata. Somando-se ainda a estas virtudes, estes animais aprendem
instintivamente quem é amigo e quem é inimigo. Diferentemente dos humanos, que
enganam e são enganados uns pelos outros, os cães reagem com honestidade frente
à verdade.
quinta-feira, 1 de junho de 2017
Correção do teste 10H
2.O Contrato Social é um acordo a que todos chegam e que legitima e explica a passagem do Estado Natural para a Sociedade ou Estado Civil. O texto faz menção a uma característica do Contrato Social que é o facto deste ser revogável, isto é sendo um pacto feito com o acordo de todos, este contrato estabelece uma divisão entre súbdito e soberano ou entre governo e governados, no seio da igualdade dos indivíduos, ambas as partes têm vantagens e obrigações. Se uma das partes: o soberano ou os súbditos não cumprirem com as obrigações que são estipuladas no contrato, este pode ser anulado pois como diz o texto “quando este soberano age contrariamente ao encargo que lhe confiaram, a ele perde o direito”. Segundo a interpretação de Locke o contrato social é revogável, se o soberano não cumprir e não obrigar a cumprir a Lei Natural a que está obrigado, nos termos do contrato, a defender. Para além de revogável, o contrato social é vinculativo, pois ambas as partes são obrigadas a obedecer aos termos do contrato e recíproco, ambos têm direitos e deveres. O modelo de Estado fundado neste tipo de contrato é o estado liberal, nele, nenhum dos dois lados assume um poder infinito ou absoluto e ambos estão vinculados a obrigações
4. Segundo a teoria da arte como expressão, tal como é dito no texto " a arte consiste em transmitir sentimentos que o autor experimentou e depois através de certos instrumentos como as palavras, os sons ou linhas, provoca no público esses mesmos sentimentos. é obra de arte o objeto que expressa e comunica um sentimento vivido pelo artista e que é capaz de provocar no recetor /espectador o mesmo sentimento; as principais objeções à teoria presente no texto colocam-se em relação à incerteza sobre os sentimentos do artista e ainda à dúvida criada sobre as afirmações de alguns artistas que afirmam não sentir nada de especial na criação da obra executando sobretudo uma técnica específica para produzir determinado efeito.
As vantagens de considerar a Arte como imitação é o facto
desta teoria nos fornecer um critério de demarcação claro entre o que é Arte e
o que não é, considerando Arte apenas a representação que imite e dê testemunho
de uma ação, pessoa ou paisagem que existe ou existiu . A arte é algo feito
pelo homem e que imita algo, se não obedecer a estas condições, não é Arte.
Esta definição tem também outra vantagem: fornece-nos um critério para
distinguir a boa da má arte, de acordo com a fidelidade em relação ao modelo,
boa arte seria aquela que representa o modelo tal qual é, e má a que não o
faz..
Quanto às desvantagens resultam do seu carácter redutor, de facto consideramos obras de arte pinturas abstratas ou quadros monocromáticos que não representam nem ações, nem pessoas, nem paisagens. Por outro lado como poderemos imitar algo cuja existência é ficcionada como as figuras mitológicas?
Quanto à teoria da Arte como expressão considera que só é Arte o que exprime os sentimentos do artista e os transmite ao público. Esta teoria terá a vantagem, em relação à teoria precedente, de abarcar a arte que não é representativa como a pintura abstrata, a música, e ser abrangente na medida em que centrando-se nos sentimentos pode referir o testemunho de muitos artistas que trabalharam sobre emoções fortes sendo elas a causa ou motivo da sua atividade artística. Outra das vantagens é fornecer um critério de demarcação entre o que é Arte e o que não é Arte de acordo com o sentimento que suscita no público (não sendo considerado Arte o que não provoca sentimento algum).Também possibilita um critério de distinção entre a boa e a má arte consoante for autêntico e intenso o sentimento nela expresso. Por outro lado tem a desvantagem de contrariar o testemunho de alguns artistas que se referem à primazia da técnica sobre o sentimento e que exprimem sentimentos que dizem não ter possuído, dá-nos também a possibilidade de especular sobre a vida dos artistas sem saber quais as suas intenções, pois estes já morreram e não há registos fidedignos que nos possam esclarecer sobre o a história emocional/sentimental da sua obra.
Grupo IIIQuanto às desvantagens resultam do seu carácter redutor, de facto consideramos obras de arte pinturas abstratas ou quadros monocromáticos que não representam nem ações, nem pessoas, nem paisagens. Por outro lado como poderemos imitar algo cuja existência é ficcionada como as figuras mitológicas?
Quanto à teoria da Arte como expressão considera que só é Arte o que exprime os sentimentos do artista e os transmite ao público. Esta teoria terá a vantagem, em relação à teoria precedente, de abarcar a arte que não é representativa como a pintura abstrata, a música, e ser abrangente na medida em que centrando-se nos sentimentos pode referir o testemunho de muitos artistas que trabalharam sobre emoções fortes sendo elas a causa ou motivo da sua atividade artística. Outra das vantagens é fornecer um critério de demarcação entre o que é Arte e o que não é Arte de acordo com o sentimento que suscita no público (não sendo considerado Arte o que não provoca sentimento algum).Também possibilita um critério de distinção entre a boa e a má arte consoante for autêntico e intenso o sentimento nela expresso. Por outro lado tem a desvantagem de contrariar o testemunho de alguns artistas que se referem à primazia da técnica sobre o sentimento e que exprimem sentimentos que dizem não ter possuído, dá-nos também a possibilidade de especular sobre a vida dos artistas sem saber quais as suas intenções, pois estes já morreram e não há registos fidedignos que nos possam esclarecer sobre o a história emocional/sentimental da sua obra.
2.
Como os princípios da justiça devem resultar de um contrato social, isto é de um acordo entre todos, este contrato não pode ser feito com pessoas particulares em situação de defenderem a sua situação particular, porque aí não seria possível um acordo que garantisse direitos iguais pois os sujeitos não estariam numa situação de igualdade, pelo contrário teriam interesses antagónicos e poder e conhecimentos diferentes não garantido a justiça do contrato. A coberto do “véu da ignorância” como ninguém sabe, nem representa nenhum interesse particular, poderá escolher os princípios de justiça de forma imparcial e universal, pois os seus interesses serão os mesmos de um qualquer sujeito racional. A coberto do véu da ignorância os indivíduos que hipoteticamente não teriam qualquer estatuto social nem saberiam que estatuto poderiam assumir na sociedade, podem escolher com equidade e de forma imparcial que princípios devem regular a sociedade de modo a que ninguém seja prejudicado ou beneficiado, seja pelo nascimento ou pelo mérito.
domingo, 28 de maio de 2017
Correção do teste 10A
GRUPO I
“Se o homem no estado natural é tão livre como se
tem dito; se ele é senhor absoluto da sua própria pessoa e dos seus bens, igual
ao maior e sujeito a ninguém, para que fim cederá ele a sua própria liberdade?
Para que fim renunciará ele a este império e se sujeitará ao domínio e à
administração de outro qualquer poder?”
J. Locke, Ensaio sobre a Verdadeira
Origem, Extensão e Fim do Governo Civil
1. Mostre como responde John Locke ao problema
colocado.
2. Explique as características do Contrato
social que é feito entre os súbditos e o soberano (Estado).
O Contrato Social é um acordo a que todos chegam e que legitima e explica a passagem do Estado Natural para a Sociedade ou Estado Civil. O texto faz menção a uma característica do Contrato Social que é o facto deste ser revogável, isto é sendo um pacto feito com o acordo de todos, este contrato estabelece uma divisão entre súbdito e soberano ou entre governo e governados, no seio da igualdade dos indivíduos, ambas as partes têm vantagens e obrigações. Se uma das partes: o soberano ou os súbditos não cumprirem com as obrigações que são estipuladas no contrato, este pode ser anulado pois como diz o texto “quando este soberano age contrariamente ao encargo que lhe confiaram, a ele perde o direito”. Segundo a interpretação de Locke o contrato social é revogável, se o soberano não cumprir e não obrigar a cumprir a Lei Natural que está obrigado, nos termos do contrato a defender. Para além de revogável, o contrato social é vinculativo, pois ambas as partes são obrigadas a obedecer aos termos do contrato e recíproco, ambos têm direitos e deveres. O modelo de Estado fundado neste tipo de contrato é o estado liberal, nele, nenhum dos dois lados assume um poder infinito ou absoluto e ambos estão vinculados a obrigações
“Assim, numa sociedade justa, a igualdade de liberdade e direitos entre os
cidadãos é considerada definitiva.
Na teoria da
justiça como equidade, a posição da igualdade original corresponde ao estado de
natureza na teoria tradicional do contrato social. Esta posição original não é,
evidentemente, concebida como uma situação histórica concreta, muito menos como
um estado cultural primitivo. Deve ser vista como uma situação puramente
hipotética, caracterizada de forma a conduzir a uma certa concepção da justiça.
“ John
Rawls, Uma Teoria da justiça
3. A partir do texto, exponha o que tenta conciliar esta teoria sobre a
justiça e de que modo o faz?
“Por
paradoxal que pareça, as únicas propriedades relevantes numa obra de arte,
julgada como tal, são as propriedades artísticas (a forma significante):
julgada como um meio para o bem nem vale a pena considerar outras qualidades,
pois, dado não haver melhor meio para o bem do que a arte, não há qualidades de
maior valor moral do que as qualidades artísticas.”
Clive Bell, Arte,
4. A
partir do texto, explicite a discussão em torno do conceito de Arte referindo
as três teorias que privilegiam cada uma um dos aspetos da Arte: O Público, A
Obra e o Artista.
Outras teorias sobre o que é a arte são: a teoria da
arte como expressão, centrada no artista e a teoria da arte como imitação ou
representação, centrada na obra. Para a primeira só é arte o que transmite
sentimentos que o autor experimentou e depois através de certos instrumentos
como as palavras, os sons ou linhas, provoca no público esses mesmos
sentimentos. é obra de arte o objeto que expressa e comunica um sentimento
vivido pelo artista e que é capaz de provocar no recetor /espectador o
mesmo sentimento; as principais objeções a esta teoria colocam-se em relação à
incerteza sobre os sentimentos do artista e ainda à dúvida criada sobre as
afirmações de alguns artistas que afirmam não sentir nada de especial na
criação da obra executando sobretudo uma técnica específica para produzir
determinado efeito.
Quanto à teoria da Arte como imitação tem a vantagem de fornecer um
critério de demarcação claro entre o que é Arte e o que não é, considerando
Arte apenas a representação que imite e dê testemunho de uma ação, pessoa ou paisagem
que existe ou existiu. A arte é algo feito pelo homem e que imita algo, se não
obedecer a estas condições, não é Arte. Esta definição tem também outra
vantagem: fornece-nos um critério para distinguir a boa da má arte, de acordo
com a fidelidade em relação ao modelo, boa arte seria aquela que representa o
modelo tal qual é, e má a que não o faz..
Quanto às desvantagens resultam do seu carácter redutor, de facto consideramos obras de arte pinturas abstratas ou quadros monocromáticos que não representam nem ações, nem pessoas, nem paisagens. Por outro lado como poderemos imitar algo cuja existência é ficcionada como as figuras mitológicas?
Quanto às desvantagens resultam do seu carácter redutor, de facto consideramos obras de arte pinturas abstratas ou quadros monocromáticos que não representam nem ações, nem pessoas, nem paisagens. Por outro lado como poderemos imitar algo cuja existência é ficcionada como as figuras mitológicas?
GRUPO III
1. Distinga norma moral e lei jurídica.
O Direito pode estar fundado na moral ou
não. Pode haver leis consideradas imorais tais como a lapidação e normas morais
não contempladas na lei, tal como não mentir. A justificação do Direito não tem
que ser moral pode fundar-se na observação da experiência e nos casos em que
ela mostra que a lei civil se encontra inadequada e portanto necessita de ser
alterada.
2. Relacione a moral deontológica com a moral
utilitarista em relação aos princípios que cada uma defende.
Comparação das perspetivas de Kant e de Stuart Mill relativamente ao critério de avaliação das ações morais:
Para Kant, as ações são más ou boas em si mesmas,
independentemente das suas consequências práticas ou materiais. Só
a vontade é boa, pois só ela pode ser controlada pelo agente, as
consequências não estão no domínio do agente, logo não contam para
determinar o valor moral da acção.A avaliação é feita "a priori", isto
é, independente da experiência. Para Stuart Mill não há ações
boas ou más em si mesmas, e a intenção com que são praticadas é irrelevante. As
consequências são o único critério relevante para apreciar o valor moral
das
ações. Porque a acção moral visa assegurar um bem maior para todos os
que estão ao seu alcance e não apenas para o agente. Daí que toda a
avaliação moral seja "a posteriori".
Comparação de
Kant e de Stuart Mill relativamente ao princípio supremo da moralidade
Para Kant o imperativo categórico é o princípio
supremo da moralidade. Este determina que devemos agir somente de
acordo com máximas universalizáveis
Para Stuart Mill a moralidade deve fundamentar-se no
princípio de utilidade que afirma que são boas as ações que
tendem a promover de forma estritamente imparcial a felicidade do maior número
possível de indivíduos.
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