segunda-feira, 13 de março de 2017
domingo, 12 de março de 2017
sábado, 11 de março de 2017
quinta-feira, 9 de março de 2017
MATRIZ DO 2º TESTE DO 2º PERÍODO
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COMPETÊNCIAS
-Distingue
entre Juízos de facto e Juízos de valor
-Identifica
as características dos Valores
-Explica
o papel da socialização e da cultura na ação humana
-Caracteriza
a dimensão ético e moral da ação humana
-Distingue
entre Intenção e Norma
-Problematiza a
consciência moral
- Analisa as Teorias
Deontológica e Consequencialista, as suas teses e argumentos e objeções.
-Contextualiza o
egoísmo psicológico e ético
CONTEÚDOS
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Matrizes para os testes de Filosofia
quarta-feira, 8 de março de 2017
Correção do 3º teste do 10H
Grupo I
Questão 3
Por outro lado uma posição objetivista consideraria esta prática cruel e inadmissível porque se considerarmos que há valores morais objetivos, um deles é considerar má a prática de matar um inocente, seja qual for a justificação que se possa ter. É sempre uma prática cruel que não se pode admitir, seja qual for a cultura ou o grupo que a pratica. Para um objetivista as práticas morais são boas ou más de acordo com razões universais.
Grupo III
Questão 1
A ética e a moral tratam ambas de estabelecer os princípios de uma ação correta, bem como do modo como devemos agir socialmente, perante os outros, nós próprios e as instituições. Dividem-se em três áreas de investigação, reflexão e discussão: 1. Ética prática, que investiga os problemas éticos que a sociedade enfrenta num dado momento histórico, como por exemplo: Terá legitimidade ética e moral a legalização da Eutanásia?2. A Ética Normativa, que investiga as condições e princípios que têm de ocorrer para considerar boa uma ação, ou qual a utilidade e finalidade da ética.
3. A Metaética que investiga a natureza dos valores éticos/morais e a própria natureza e origem da ética e da Moral.
Questão 2
Diz-se que algo tem valor intrínseco quando tem valor por si, não precisa de outra cosa fora de si para lhe dar valor. Diz-se das coisas, ações ou pessoas que valem como um fim e não podem ser um meio, ou seja, um instrumento para alcançar outras coisas além delas. Diz-se que algo tem valor extrínseco quando esse valor é exterior, não reside na própria coisa, ação ou pessoa mas em algo exterior ou uma circunstância exterior que essa ação, pessoa ou coisa nos permite alcançar. Assim uma enxada tem valor extrínseco, porque só tem valor na medida e que temos que lavrar um campo, e não tem valor se estivermos no nosso apartamento. A pessoa, pelo contrário tem valor em qualquer circunstância e não pode ser um meio para atingir qualquer coisa mais valioso, por isso tem valor intrínseco.quinta-feira, 2 de março de 2017
SOBRE A MORAL DEONTOLÓGICA DE KANT
A ÉTICA NORMATIVA - SOBRE A MORAL DEONTOLÓGICA
DE KANT
Jostein Gaarder “ O Mundo de
Sofia” p.296/297
“- Kant tinha desde o
princípio a forte impressão de que a diferença entre o justo e o injusto tinha
de ser mais do que uma questão de sentimentos. Nesse aspecto ele estava de
acordo com os racionalistas, que tinham explicado que era inerente à razão humana
distinguir o justo do injusto. Todos os homens sabem o que é justo e o que não
é, e nós sabemo-lo não apenas porque o aprendemos, mas também porque é inerente
à nossa razão. Kant achava que todos os homens tinham uma “razão prática” que nos diz sempre o que é justo e o que é
injusto no domínio da moral.
- Então é inata?
- A capacidade de distinguir o justo do
injusto é tão inata como
todos os outros atributos da razão. Todos os homens vêem os fenómenos como
determinados causalmente – e também têm acesso à mesma lei moral universal.
Esta lei moral tem a mesma validade absoluta que as leis físicas da natureza.
Isso é tão fundamental para a nossa vida moral como é fundamental para a nossa
vida racional que tudo tenha uma causa, ou que sete mais cinco sejam doze.
- E o que é que diz essa lei
moral?
- Uma vez que precede
qualquer experiência, é "formal".
Significa que não está relacionada com possibilidades morais de escolha
determinadas. É válida para todos os homens em todas as sociedades e em todos
os tempos. Logo, não diz que tens de fazer isto ou aquilo nesta ou naquela
situação. Diz como te deves comportar em todas as situações.
- Mas que sentido tem uma lei
moral, se não nos diz como nos devemos comportar numa situação determinada?
-Kant formula a lei moral
como imperativo categórico.
Por isto, ele entende que a lei moral é "categórica", quer dizer, é
válida em todas as situações. Além disso, é um "imperativo" e
consequentemente uma "ordem" e absolutamente inevitável.
- Hm...
- Aliás, Kant formula o seu imperativo categórico de
diversas formas. Primeiro, diz: “devíamos
agir sempre de tal forma que pudéssemos desejar simultaneamente que a regra
segundo a qual agimos fosse uma lei universal”.
- Quando faço alguma coisa,
tenho de ter a certeza de que desejo que todos façam o mesmo na mesma situação.
- Exato. Só nessa altura ages
de acordo com a tua lei moral interior. Kant também formulou o imperativo
categórico da seguinte forma: devemos
tratar os outros homens sempre como um fim em si e não como um meio para alguma
outra coisa.
-Não podemos, portanto,
"explorar" os outros para obtermos benefícios.
-Não, porque todos os homens são um fim em si.
Mas isso não é válido apenas para os outros, mas também para nós mesmos. Também
não nos devemos explorar como meio para alcançar algo.
- Isso faz-me lembrar a
"regra dourada": não faças aos outros o que não queres que te façam a
ti. -Sim, e isso é uma norma formal que abrange basicamente todas as
possibilidades éticas de escolha. (…)
- Para Kant, a lei moral era tão absoluta e universalmente válida como, por exemplo, a lei da
causalidade. Também não pode ser provada pela razão, mas é incontornável.
Nenhum homem a contestaria.
- Começo a ter a sensação de que estamos
realmente a falar da consciência, porque todos os homens têm uma consciência.
-Sim, quando Kant descreve a
lei moral, descreve a consciência humana. Não podemos provar o que a
consciência diz, mas sabemo-lo. - Por vezes, sou muito simpático para com os
outros simplesmente porque é vantajoso para mim. Desse modo, posso ser popular.
- Mas quando és simpática para com os outros apenas para seres popular, não
estás a agir de acordo com a lei moral. Talvez não estejas a observar a lei
moral. Talvez estejas a agir numa espécie de acordo superficial com a lei moral
- e isso já é alguma coisa -, mas uma ação moral tem de ser o resultado de uma
superação de ti mesma. Só quando fazes algo porque achas ser teu “dever” seguir
a lei moral é que podes falar de uma ação moral. Por isso, a ética de Kant é
frequentemente chamada “ética do dever”.
- Eu posso achar ser meu
dever juntar dinheiro para a Cruz Vermelha ou a Caritas. - Sim, e o importante
é tu fazeres uma coisa porque a achas correta. Mesmo quando o dinheiro que tu
juntaste se extravia ou nunca alimente as pessoas que devia alimentar, tu
cumpriste a lei moral. Agiste com a atitude correta e, segundo Kant, a atitude é decisiva para podermos
dizer que uma coisa é moralmente correta. Não são as consequências de uma ação
que são decisivas. Por isso, também dizemos que a “ética de Kant é uma ética da boa vontade”.
- Porque é que era tão importante para ele
saber quando é que agimos por respeito à lei moral? Não é mais importante que
aquilo que fazemos ajude os outros? - Sim, Kant concordaria, mas só quando
sabemos que agimos por respeito à lei moral é que agimos em “liberdade”.
- Só obedecendo a uma lei é
que agimos em liberdade? Isso não é estranho?
- Segundo Kant, não. Talvez
ainda te lembres que ele "postulou" o livre arbítrio do homem. Esse é
um ponto importante, porque Kant achava que todas as coisas seguem a lei da
causalidade. Como é que podemos ter livre arbítrio assim?
-Não me perguntes.
- Aqui, Kant divide o homem em duas partes, e
nisso faz lembrar Descartes, que afirmava que o homem era um ser duplo visto
que tem corpo e razão. Enquanto seres sensíveis, estamos completamente sujeitos
às leis imutáveis da causalidade, segundo Kant. Não decidimos o que sentimos;
as sensações surgem necessariamente e influenciam-nos, quer queiramos quer não.
Mas o homem não é apenas um ser sensível.
Somos também seres racionais. - Explica-me isso! - Enquanto seres sensíveis,
pertencemos à ordem da natureza. Por isso estamos sujeitos à lei da
causalidade. Deste ponto de vista, não temos livre arbítrio. Mas enquanto seres
racionais, participamos no mundo
"em si" – ou seja, no mundo independente das nossas
sensações. Só quando seguimos a nossa "razão prática" - que nos
possibilita fazer uma escolha moral -, temos livre arbítrio. Se obedecermos à
lei moral, somos nós que fazemos a lei pela qual nos orientamos.
-Sim, isso está certo. Eu
digo - ou alguma coisa em mim diz - que eu não devo ser má para os outros. - Se
decides não ser má - mesmo quando ages contra o teu próprio interesse - então
estás a agir livremente. - Pelo menos, não somos livres e autónomos quando
seguimos apenas os nossos instintos. - Podemos fazer-nos escravos de tudo. Sim,
podemos inclusivamente ser escravos do nosso próprio egoísmo. Para nos
elevarmos acima dos nossos instintos e vícios é necessário autonomia - e liberdade.
- E quanto aos animais? Eles
seguem só os seus instintos e necessidades. Não têm essa liberdade de seguir
uma lei moral?
- Não, é justamente esta
liberdade que nos torna seres humanos. - Estou a ver. “
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017
Exercícios de preparação para o teste.
Os esquimós permitem
que as pessoas idosas e incapacitadas morram de fome, ao passo que nós
acreditamos que isso é errado. Os antigos habitantes de Esparta acreditavam e
os Dobu da Nova Guiné acreditam que roubar é moralmente correto enquanto nós
acreditamos que é moralmente errado na maioria dos casos. Muitas culturas
praticaram e ainda praticam o infanticídio, algo que nos repugna. Uma tribo da
África oriental costumava atirar os recém-nascidos com deficiências graves aos
hipopótamos. As práticas sexuais variam com o tempo e o lugar. Algumas culturas
permitem atos homossexuais enquanto outras os condenam. Algumas culturas
permitem a poligamia, caso de alguns países islâmicos, ao passo que as culturas
de raiz cristã a consideram imoral. Uma tribo da Melanésia entende que a
cooperação e a gentileza são vícios. Outra tribo no Uganda desvaloriza os laços
familiares não tendo os pais qualquer dever de cuidar dos filhos ou dos
parentes próximos. Há sociedades nas quais é dever dos filhos matarem os pais
estrangulando-os quando estes já não conseguem ter uma vida digna por causa do
envelhecimento e das doenças.”
1. Que pretende demonstrar este texto?
2. Quais os argumentos a favor e contra o
relativismo cultural?
3. Quais as respostas possíveis acerca da objetividade
dos nossos juízos de valor?
Leia os fragmentos abaixo e assinale as alternativas
corretas e incorretas. Explique.
“Os homens não são
maus, mas submissos aos seus interesses... Portanto, não é da maldade dos
homens que é preciso se queixar, mas da ignorância dos legisladores que sempre
colocam o interesse particular em oposição ao geral. […] Até hoje, as mais
belas máximas morais não conseguem traduzir nenhuma mudança nos costumes das
nações. Qual é a causa? É que os vícios de um povo estão, se ouso falar,
escondidos no fundo de sua legislação.” Helvetius
Quais são as ideias principais contidas no fragmento acima?
a) Não há nenhuma relação entre as leis e os costumes, pois
sãos os homens que fazem as leis que os beneficiam.
b) Para limitar os interesses humanos particulares, é
preciso haver leis que prefiram os interesses gerais.
c) Os homens buscam seus interesses e isso não significa que
eles sejam maus;
d) Há uma relação entre as leis e os costumes, pois as leis
permitem ou impedem que os homens cometam erros.
Leia os dois fragmentos abaixo:
“... Por outras
palavras, não há determinismo, o homem é livre, o homem é liberdade. […] Não
encontramos diante de nós valores ou imposições que nos legitimem o
comportamento. Assim, não temos nem atrás de nós nem diante de nós, no domínio
luminoso dos valores, justificações ou desculpas. Estamos sós e sem desculpas.
É o que traduzirei dizendo que o homem está condenado a ser livre. Condenado
porque não criou a si próprio; e, no entanto, livre porque, uma vez lançado ao
mundo, é responsável por tudo o que fizer.” Jean-Paul Sartre
“Os homens fazem a sua própria história, mas não a fazem
como querem; não fazem as circunstâncias das suas escolhas mas sim sob aquelas com que se defrontam
diretamente, legadas e transmitidas pelo passado”. Karl Marx
a) Enquanto Sartre defende que há determinismo, Marx defende
que o homem é livre independente das circunstâncias.
b) Sartre defende que não há determinismo e Marx estabelece
um meio termo entre o determinismo e a total liberdade do homem;
c) Quando Sartre afirma “o homem está condenado a ser
livre”, diz o mesmo que Marx quando defende que “os homens fazem sua própria
história, mas não a fazem como querem”.
d) Sartre diz que o homem está limitado pela sua própria
existência, enquanto Marx afirma que o homem está limitado pelas condições
históricas.
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