domingo, 15 de janeiro de 2017

Objective versus Subjective Claims Video

Objective vs Subjective (Philosophical Distinction)

30 Artigos da Declaração Universal dos Direitos Humanos

Serão os juízos morais relativos às culturas? Não haverá um modo de encontrar princípios morais comuns a todas as culturas e juízos morais verdadeiros para todas as culturas?
A Declaração Universal dos Direitos Humanos é aceite por todas as culturas como contendo os princípios fundamentais que devem guiar as relações com os outros, indivíduos ou povos. Será um argumento a favor de princípios morais universais.


terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Fernando Savater: "Ética para um jovem"


Trabalhos de grupo sobre a obra de Fernando Savater "Ética para um jovem"

Capítulo 1. De que trata a ética

Capítulo 2. Ordens, costumes e caprichos

Capítulo 3. Faz o que quiseres

Capítulo 4. Tem uma vida boa

Capítulo 5. Acorda, Baby!

Capítulo 6. O grilo de Pinóquio entra em cena

Capítulo 7. Põe-te no seu lugar

Capítulo 8. Gostar e Gostar

Capítulo 9. Eleições gerais

DATA DE ENTREGA DO TRABALHO NO DIAPOSITIVO : 23 ou 24 de Janeiro
endereço: logosferas@gmail.com 

Objectivos:

1. Analisar e resumir o texto nas suas linhas fundamentais.

2. Fazer o levantamento dos problemas colocados e tentar dar-lhes uma resposta.

3. Elaborar uma pequena apresentação de todos os filósofos/nomes referidos. (biografia sumária, ideias principais.)

4. Comentar as citações do final.


Grupos de 4 alunos . Cada grupo fará a leitura e apresentação dos seguintes capítulos: 
Textos na Reprografia para fotocopiar.


Calendário das Apresentações orais: 

Grupo 1 - Prólogo e capítulos 1 – 23 ou 24 de Janeiro
Grupo 2 - Capítulos 2, 3 – 23 ou 24 de Janeiro
Grupo 3 - Capítulos 4 e 5 – 23 ou 24 de Janeiro

Grupo 4 - Capítulo 6, 7 – 25 ou 26 de Janeiro
Grupo 5 - Capítulo 8 e páginas 105 à 107 do manual adotado - 25 ou 26 de Janeiro
Grupo 6 - Capítulo 9 e Epílogo – 1 ou 2 de Fevereiro
Grupo 7 - Páginas 110 à 125 do Manual adotado - 1 ou 2 de Fevereiro

AVALIAÇÂO:
DIAPOSITIVO - 30%
1. Original e criativo
2. Informação interessante e com problematização.
3. Informação correcta e sem erros.
4. Todos os objectivos são tratados.

Oral: 70%
Segurança e fluência do discurso (sem leitura) 30
Dinâmica de grupo 10
Domínio dos conteúdos 40
Originalidade da apresentação 20

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Ficha 5. Liberdade ou necessidade?


Leia este texto acerca da forma como este personagem parece não tomar qualquer decisão, a sua ação é apenas uma reação,sem alternativa. O seu comportamento parece ser totalmente causado e pode ser explicado por acontecimentos anteriores.

“Tomei um banho e vesti-me. Encontrei umas garrafas vazias e arranjei umas moedas por elas no armazém. Encontrei um bar na Avenida, entrei e pedi um copo. Havia um grande número de bêbados por ali, brincando com a jukebox, falando aos gritos e rindo. De quando em quando, um copo novo aparecia na minha frente. Alguém estava a pagar. Eu bebia. Comecei a falar com as pessoas. [...] Acordei muito mais tarde num reservado ao fundo do bar. Levantei-me e olhei em redor. Todos se tinham ido embora. O relógio marcava 3h15. Tentei a porta, estava trancada. Cruzei o balcão do bar e peguei numa garrafa de cerveja, abri-a, voltei a sentar-me. Depois voltei lá e tirei.. umas batatas [...] Bebi até às cinco da manhã. Depois arrumei o bar, lancei o lixo fora, fui até a porta, tentei sair. Ao chegar à rua, vi que uma viatura da polícia se aproximava. Guiavam devagar na cola dos meus passos. Depois de um quarteirão, estacionaram um pouco mais à frente de onde eu estava. Um dos policias pôs a cabeça para fora da janela. – Ei, parceiro! O foco das suas lanternas estava apontado ao meu rosto. – O que estás a fazer? – A ir pra casa. – Moras aqui perto? – Sim. – Onde? – Avenida Longwood, 2122. [...] – Entra. Obedeci. – Diz-nos onde. Levaram-me a casa. – Agora, toca à campainha. [...] – Estás completamente bêbado! – gritou meu pai. – Sim. [...] – Bêbado! O meu filho é um bêbado. O meu filho é um bêbado maldito, um desgraçado! Os cabelos na cabeça do meu pai erguiam-se em tufos desordenados. As suas sobrancelhas estavam eriçadas, a sua cara inchada e turva pelo sono. – Você age como se eu tivesse matado alguém. – É praticamente a mesma coisa! – Oooh, ... Subitamente vomitei no tapete persa que representava a Árvore da Vida. A minha mãe gritou. O meu pai avançou na minha direção.– Sabes o que fazemos com um cão que suja tapete? – Agarrou-me pela nuca. Empurrou-me para baixo, forçando-me a dobrar a coluna. Queria pôr-me de joelhos. – Vou-te ensinar. – Não... O meu rosto estava quase a roçar aquilo. – Vou-te mostrar como fazemos com os cães! Ergui-me do chão com o soco pronto. Um golpe perfeito. Ele retrocedeu a toda a distância da porta até ao sofá, onde caiu sentado. [...] [...] Fui para o meu quarto pensando que o melhor era arranjar um emprego.”

( Factótun, Charles Bukowski, L&PM Pocket, p. 21-24).
Exercício:
Grupo I
1.     O que fez com que Henry Chinaski (nome do personagem) tomasse a decisão de arranjar um emprego?
2.     Poderíamos dizer que foi definitivo para que Henry tomasse a decisão?
3.      De acordo com o seguinte argumento abaixo, responda se acha possível que toda ação humana seja causada e, ainda assim, que sejamos livres. Justifique sua resposta.
a. Todo o acontecimento tem uma causa.
b. As ações humanas são acontecimentos.
c. Portanto, todas as ações humanas são causadas.
d. As ações humanas só são livres quando não são causadas.
e. Portanto, as ações humanas não são livres.

Grupo II

Liberdade e Necessidade A. J. Ayer “[…] Do fato de o meu comportamento poder ser explicado, no sentido em que pode ser subsumido sob uma lei da natureza, não se segue que estou a agir sob coação. Se isto for correto, dizer que eu poderia ter agido de outra maneira é dizer, primeiro, que eu teria agido de outra maneira se assim o tivesse escolhido; segundo, que a minha ação foi voluntária no sentido em que as ações, digamos, de um cleptomaníaco não o são; e, em terceiro lugar, que ninguém me obrigou a escolher o que escolhi. E estas três condições podem muito bem ser respeitadas. E quando o são pode-se dizer que agi livremente. Mas isto não significa que agir como agi foi uma questão de acaso ou, por outras palavras, que a minha ação não poderia ser explicada. E que as minhas ações possam ser explicadas é tudo o que é exigido pelo postulado do determinismo.”
(Liberdade e Necessidade, A. J. Ayer, 
Exercício:
1.     A decisão de Henry de arranjar um emprego pode ser explicada?
2.     Se sim, você acha que isso é suficiente para dizer que sua escolha foi determinada? Justifique.
3.     Levando em consideração as condições explicitadas por Ayer, poderíamos dizer que a escolha de Henry é livre? Por quê?


Compatibilismo

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

MATRIZ DO 2ºTESTE DE FILOSOFIA - DEZEMBRO 2016



CONHECIMENTOS E CAPACIDADES

Compreender a especificidade da Filosofia face a outros saberes.
Identificar as áreas de investigação da Filosofia.
Compreender as competências inerentes ao trabalho filosófico.
Distinguir Filosofia e Ciência.
Distinguir Filosofia e Senso Comum
Distinguir acontecer, fazer e agir.
Explicitar os conceitos da rede conceptual da ação humana.
Distinguir as condicionantes da ação.
Problematizar a questão da liberdade e determinismo como dimensões da ação humana.
Analisar logicamente um texto filosófico.

CONTEÚDOS

1. Abordagem Introdutória à Filosofia e ao filosofar

1.1 O problema da definição da Filosofia.
1.2. As áreas de investigação da Filosofia.
1.3. A dimensão discursiva do trabalho filosófico.
1.4. Filosofia. Ciência e Senso Comum

2. A especificidade do agir humano
2.1. Acontecer, fazer e agir.
2.2.Rede conceptual da ação: agente, intenção, consciência, liberdade, responsabilidade, motivo, deliberação e decisão.
2.3.As condicionantes da ação humana: Físico-biológicas, psicológicas e histórico-culturais.


3. Determinismo e liberdade na ação humana
3.1 O homem como agente criador: a liberdade da ação.
3.2 Determinismo versus liberdade: as várias teorias filosóficas.

ESTRUTURA

Todas as questões são de resposta obrigatória

 Grupo I
(50 PONTOS)
(pode mobilizar toda a matéria dada)
 Questões
V/F , escolha múltipla ou correspondência

Grupo II
(100 PONTOS)
(Três questões
de resposta objetiva, com a possibilidade de integrar alíneas)

 Grupo III
(50 PONTOS)
Questão de análise e reflexão sobre um
Texto

CRITÉRIOS DE CLASSIFICAÇÃO

Domínio dos conceitos


Domínio dos conteúdos

 Expressão clara  e correcta

Capacidade de aplicação dos conhecimentos adquiridos

Capacidade de estabelecer relações oportunas entre os conteúdos.

 Objectividade e rigor.

             Técnica de análise de texto

domingo, 20 de novembro de 2016

Trabalho de casa


FICHA 2 – 10ºANO - ESTAMOS CONDENADOS A SER LIVRES?

(…)  o homem, estando condenado a ser livre, carrega nos ombros o peso do mundo inteiro: é responsável pelo mundo e por si mesmo enquanto maneira de ser. Tomamos a palavra "responsabilidade" no sentido corriqueiro de "consciência (de) ser o autor incontestável de um acontecimento ou de um objeto"(...)pois os piores inconvenientes ou as piores ameaças que prometem atingir a minha pessoa só adquirem sentido pelo meu projeto; e elas aparecem sobre o fundo de compromisso que eu sou. Portanto, é insensato pensar em queixar-se, pois nada alheio determinou aquilo que sentimos, vivemos ou somos. Por outro lado, tal responsabilidade absoluta não é resignação: é simples reivindicação lógica das consequências de nossa liberdade. O que acontece comigo, acontece por mim, e eu não poderia deixar me afetar por isso, nem revoltar-me, nem resignar-me. Além disso, tudo aquilo que me acontece é meu; deve-se entender por isso, em primeiro lugar, que estou sempre à altura do que me acontece, enquanto homem, pois aquilo que acontece a um homem por outros homens e por ele mesmo não poderia ser senão humano. As mais atrozes situações da guerra, as piores torturas, não criam um estado de coisas inumano· Não há situação inumanas; é somente pelo medo, pela fuga e pelo recurso a condutas mágicas que irei determinar o inumano, mas esta decisão é humana e tenho de assumir total responsabilidade por ela. Mas, além disso, a situação é minha por ser a imagem da minha livre escolha de mim mesmo, e tudo quanto ela me apresenta é meu, nesse sentido de que me representa e me simboliza. Não serei eu quem determina o grau de adversidade das coisas e até sua imprevisibilidade ao decidir por mim mesmo? Assim, não há acidentes numa vida; uma ocorrência comum que irrompe subitamente e me carrega não provém de fora; se sou mobilizado para a guerra, esta guerra é a minha guerra, é feita à minha imagem e eu mereço-a. Mereço-a, primeiro, porque sempre poderia livrar-me dela pelo suicídio ou pela deserção: esses últimos possíveis são os que devem estar sempre presentes quando se trata de enfrentar uma situação. Por ter deixado, eu escolhi-a; pode ser por fraqueza, por covardia frente à opinião pública, porque prefiro certos valores ao valor da própria recusa de entrar na guerra (a estima dos meus parentes, a honra de minha família, etc.). De qualquer modo, trata-se de uma escolha. Essa escolha será reiterada depois, continuamente, até o fim da guerra; portanto, devemos subscrever as palavras de J. Romains: "Na guerra, não há vítimas inocentes". Portanto, se preferi a guerra à morte ou à desonra, tudo se passa como se eu carregasse inteira responsabilidade por esta guerra. Sem dúvida, outros declararam a guerra, e eu ficaria tentado, talvez, a considerar-me um simples cúmplice. Mas esta noção de cumplicidade não tem mais do que um sentido jurídico; só que, neste caso, tal sentido não se sustenta, pois de mim dependeu o fato de que esta guerra não viesse a existir para mim e por mim, e eu decidi que ela existisse. Não houve coerção alguma, pois a coerção não poderia ter qualquer domínio sobre uma liberdade; não tenho desculpa alguma, porque, como dissemos e repetimos nesse livro, o próprio da realidade-humana é ser sem desculpa.

Jean- Paul Sartre, O ser e o nada, p.678,679

1.       Que teoria sobre o livre-arbítrio defende este autor?
2.       Quais os argumentos/razões que apresenta para defender a sua teoria?
3.       Concorda com estas razões e com a teoria? Porquê?
4.       Qual o exemplo que Sartre utiliza para dar consistência à sua tese?