terça-feira, 28 de abril de 2015

domingo, 5 de abril de 2015

terça-feira, 31 de março de 2015

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Conclusão da Correcção do teste de 9 Fevereiro 2015

I - 3. Os subjectivistas defendem que há sempre um sujeito que confere valor, daí que o valor das coisas, acções ou pessoas dependa das preferências, circunstâncias e gostos de alguém particular: O sujeito.
Tem a seu favor o facto de não haver acordo de opiniões acerca do que é correcto fazer-se em cada situação particular, ou na apreciação de qualquer obra. Argumento da diversidade de opiniões. Enfrenta a objecção de, quanto aos valores morais, poder justificar moralmente certas acções indesejáveis e de que, de facto há valores que são transversais aos sujeitos particulares e são comuns a todos.
Quanto às teorias OBJECTIVISTAS, ao contrário das teorias subjectivistas, as teorias objectivistas postulam que quando atribuímos valor a uma obra, acção ou pessoa, esse valor faz parte da natureza da obra, acção ou pessoa, o avaliador não lhe dá o valor, apenas reconhece o seu valor, isto é, reconhece as suas qualidades. As qualidades são objectivas e dependem do objecto e não do sujeito avaliador. Argumentos a favor: A concordância em relação  a certos  princípios morais, como a carta universal dos direitos humanos, ou a proibição do incesto. Outro argumento: a qualidade ideal dos valores, tal como existe a ideia de triângulo ideal, comum a todos também existe a ideia de justiça, as acções concretas são julgadas a partir desse ideal com o qual se assemelham.as consequências indesejáveis que pode ter defender o subjectivismo moral e o relativismo moral, porque nos pode tornar cúmplices de crimes e discriminações que causam sofrimento a muitas pessoas.

Grupo III
1. Critérios valorativos são padrões de referência que possibilitam a hierarquização dos valores estabelecendo assim optar, escolher a defesa de certas acções com o sacrifício de outras. Permite-nos fazer um juízo e justificar com razões esse juízo. Exemplo: Salvaguardar o ambiente garantindo a sobrevivência da natureza selvagem ou permitir uma melhoria das condições energéticas constrindo uma barragem?

1.  O relativista moral defende que os valores morais e a sua aplicação dependem das culturas, assim não há juízos morais neutros ou imparciais, nenhuma cultura é superior a outra de modo a poder julgar pois cada juízo revela a forma de pensar de uma cultura específica. Face a este caso, uma vez que ele é tradição na cultura japonesa e não na cultura ocidental, fará sentido inserido no quadro dos valores japoneses, pois cada cultura encontra o seu código de valores de modo a sobreviver e a poder enfrentar as necessidades que se colocam em cada situação. Poder-se-ia, por exemplo, se fossemos relativistas morais, defender esta prática como forma dos Samurais demonstrarem a sua coragem e superioridade de modo a serem temidos para que o seu poder não fosse afrontado, essa seria uma forma de manter o poder do imperador e a ordem social. Todavia um relativista cultural poderia julgar incorrecta esta prática baseado no argumento de que julgar certas práticas  como incorrectas não significa julgar as culturas, esse juízo é até necessário para não sermos cúmplices de certos actos violentos contra a dignidade humana.


terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Trabalho sobre a obra: “ÉTICA PARA UM JOVEM” de Fernando Savater

" ÉTICA PARA UM JOVEM" Fernando Savater

Capítulo 1. De que trata a ética

Capítulo 2. Ordens, costumes e caprichos

Capítulo 3. Faz o que quiseres

Capítulo 4. Tem uma vida boa

Capítulo 5. Acorda, Baby!

Capítulo 6. O grilo de pinóquio entra em cena

Capítulo 7. Põe-te no seu lugar

Capítulo 8. Gostar e Gostar

Capítulo 9. Eleições gerais
Introdução e Epílogo


O TRABALHO TEM 4 PARTES:

1. Analisar e resumir o texto ( DOIS CAPÍTULOS) nas suas linhas fundamentais.

2. Fazer o levantamento dos problemas colocados e tentar dar-lhes uma resposta.

3. Elaborar uma pequena apresentação de todos os filósofos/nomes referidos. (biografia sumária, ideias principais.)

4. Comentar as citações do final. Ajuízar. Discorrer.

Apresentação escrita e oral
Trabalho escrito: 10 páginas -  Oral com diapositivos e comunicação sem leitura

DATA DE ENTREGA DO TRABALHO POR ESCRITO: 26 de Janeiro.

Apresentações orais: 
Capítulo 1 e 2 - 26 de Janeiro / Cap. 3 e 4 - 26 Janeiro
Cap. 5 e 6 - 28 ou 29 Janeiro  Cap. 7 e 8 - 28 ou 29 Janeiro.
Cap 9, Introdução e Epílogo  2 de Fev.



Grupos de 4 ou 5 alunos . Cada grupo fará a leitura e apresentação de dois capítulos.

AVALIAÇÃO:

Escrita:

Compreensão do texto (sem cópia) 40
Investigação 20
Problematização 20
Estrutura (Introdução, Desenvolvimento, Conclusão e Bibliografia) 10
Correcção da apresentação 10

Oral:
Segurança e fluência do discurso (sem leitura) 30


Dinâmica de grupo 10


Domínio dos conteúdos 40


Originalidade da apresentação 20

terça-feira, 25 de novembro de 2014

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Como explicar a acção humana?



Quais os problemas tratados na Filosofia da acção?
A Filosofia da acção trata de problemas como: A classificação das acções. Como explicar uma acção. Não será acção uma sucessão de acontecimentos? Como separar as acções umas das outras? Até onde poderemos considerar os efeitos de uma acção? Os efeitos e as causas de um acontecimento são o mesmo que intenções e motivos?
Como explicar as acções?
1. Partimos do princípio que as acções humanas são realizadas por um ser racional e não apenas por instinto.
2. Um ser racional pode explicar o que faz e porque faz. Intenção (O quê) e motivo.(porquê)
3. Daí que explicar uma acção não pode deixar de ter a intervenção do agente, porque só ele pode dar uma explicação. Só ele sabe a intenção e o motivo.
4. Exemplo: atravessar uma rua. O acontecimento físico visível é o corpo a atravessar. Mas isso não explica a acção, explica um acontecimento. Como explicar? Esse movimento físico pode corresponder a acções diferentes:
- Porque é que alguém atravessa uma rua? Teremos de explicar segundo as intenções do agente.

O que são intenções e motivos?
1. As intenções são próprias de seres racionais como o homem, seres capazes de explicar e racionalizar as suas acções. Assim as intenções pressupõem Crenças e desejos do agente, pois como explicar algo senão fundamentando-o naquilo em que acredito e no que quero?

INTENÇÃO – O que explica a acção. A consciência de. Responde à pergunta “ O que fazes?” e pressupõe um agente dotado de uma CRENÇA – certos conhecimentos e princípios que segue e nos quais acredita. E um DESEJO – vontade de fazer algo de concretizar pela acção essa crença.

MOTIVO – Também faz parte da racionalidade da acção e contribui para a sua explicação: o MOTIVO responde à questão Porquê? Implica crenças e desejos tal como a intenção e está de tal modo associado à intenção que se confundem. O motivo é a razão pela qual faço algo. A razão pela qual ajo.

AGENTE – Aquele age, alguém que tem consciência, capacidade de se aperceber de si mesmo. Capacidade para reconhecer que é o autor da acção. Que pode ser responsabilizado visto que agiu por opção. Tinha alternativas ou livre-arbítrio.

Este pressuposto não exige que os seres humanos sejam inteiramente racionais em
todos os momentos, mas apenas que lhes seja possível dar conta das razões por que
agem como agem e que isto seja um traço dominante do seu comportamento.

Mas como explicar os casos em que os agentes dizem ter um desejo e uma crença e, no entanto, agem contra tal desejo ou tal crença, parecendo ser irracionais?


«ACRASIA» fenómeno que se costuma designar (no senso-comum)por falta de força de vontade de um agente. Um agente tem falta de força de vontade se tiver o desejo de produzir um certo efeito e tiver a crença de que uma dada acção é a melhor forma de produzir esse efeito e, no entanto, não realizar a acção com a qual obteria o efeito desejado.

Suponhamos que desejas entrar na universidade e que acreditas que estudar
arduamente é o melhor caminho para conseguir o que desejas. Se admitirmos que os seres humanos são racionais e visto que és um ser humano, qual é a única coisa que é racional fazeres? Estudar arduamente, claro. Que dizer se não o fizeres? Que tens falta de força de vontade. Que sofres de “acrasia”. Não sendo uma doença, é um fenómeno que intrigou os filósofos desde a antiguidade, porque viola uma das formas mais primárias de racionalidade. Como poderemos explicar o fenómeno da “ acrasia”?


ANTÓNIO ACREDITA QUE O TABACO FAZ MAL
ANTÓNIO DESEJA SER SAUDÁVEL
ANTÓNIO FUMA

Se as acções humanas são racionais e racionalizáveis como explicar a ACRASIA? Somos então todos irracionais?
Primeiro: António está enganado acerca do seu desejo. Tem certamente outros desejos mais fortes. talvez o António não tenha realmente o desejo de ser saudável e estejja enganado sobre os desejos que pensa ter. Ou talvez o António tenha o desejo que diz ter, mas não tenha reparado que tem outros desejos ainda mais fortes do que o de ser saudável.
Segundo: talvez a crença do António esteja errada. Talvez haja outra maneira, outra
acção, que seja melhor para alcançar uma vida saudável. Fazer desporto e comer com
moderação, por exemplo. Ou talvez o António não acredite muito naquilo que diz.
Terceiro: e será que o António ponderou realmente a sua acção? Por que teremos de aceitar a ideia de que cada acção humana deverá ser precedida de um raciocínio?

Explicação de Aristóteles:
1. Acrasia – fenómeno que se explica considerando que momentaneamente o agente está fora de si.
2. Sabe das regras, não ignora a finalidade da acção mas por não ter controle na sua vontade, não realiza o que pensou.
3. Não é mau (ignora os fins)
4. Não é libertino (equivocado acerca do verdadeiro prazer)
5. É responsável por ter criado as circunstâncias em que sucumbe às paixões. Tem uma sabedoria latente mas não realizável.
6. A sua acção é intencional, porque sabe que está a realizá-la, mas não se abandona a ela e em geral arrepende-se dela.

Explicação de Donald Davidson
1. Acrasia não pode ser interpretada eticamente porque não é falta de domínio sobre si ou um cair em tentação que são juízos éticos.
2. Explica-se à luz de vários sistemas coerentes entre si, racionais que podem concorrer no agente e entrar em conversação.
3. Se dividirmos a mente em partes, potencialmente incompatíveis entre si, mas coerentes sistemas de razões cada um por si, poderemos explicar que sendo o pensamento X e a acção Y. Sendo a acção y causada por outro desejo e outra crença e não aquela que é o raciocínio mais imediato do agente.(posição que deriva da existência provável de vários eus – Freud)




Sobre a acção humana:O que é uma acção humana?
Não é apenas um acontecimento porque há acontecimentos que não são acções (embora todas as acções sejam acontecimentos, porque é algo que ocorre no espaço e no tempo e provoca uma mudança no mundo).
Também não é apenas um movimento físico porque um mesmo movimento (por exemplo correr) pode ser diferentes acções: por exemplo: fazer exercício físico, tentar apanhar alguém, estar atrasado…) Diferentes movimentos físicos podem ser a mesma acção; exemplo estudar: pode-se estudar a escrever e a ler, só a ler, a repetir em voz alta ou em silêncio.
As acções são acontecimentos que envolvem Agentes conscientes (só eles poderão explicar a sua acção)
Estes agentes têm estados mentais conscientes, como desejos e crenças, mas não basta ter agente que faz algo : Por exemplo o João caiu. Mas a queda não é uma acção feita pelo João, aconteceu-lhe, ele não teve a intenção.
Logo as acções são acontecimentos que o agente faz intencionalmente.Mas por exemplo, a jogar à bola o João parte o vidro, é uma acção mas não é intencional. Então é ou não é acção? A acção do João foi atirar a bola (era essa a sua intenção) mas não partir o vidro.
Como se explicam as acções? Explica-se uma acção indicando as crenças e desejos do agente que motivaram ou causaram essa acção. Porque atiraste a bola? Porque queria que ela chegasse ao outro jogador. Porque jogas à bola? Porque gosto ou porque me alivia da tensão. (Crenças e desejos) Sobre a acção humana: