Aqui estão alguns tópicos para estudar e desenvolver para o teste.
1. "Apologia de Sócrates"
a. Principais Temas, teses, problemas, argumentos e conceitos presentes no discurso de Sócrates.
b. Sócrates como exemplo do Filósofo.
c. Síntese da obra.
d.A filosofia de Sócrates contra os Sofistas.
e. Actividade filosófica: Problematizar, conceptualizar e argumentar.
f. As principais disciplinas da Filosofia: Ética, Estética, Metafísica, Epistemologia, Filosofia política, Lógica
g. Os principais vectores da Filosofia Pré-Socrática.
h. O que é a Filosofia.
i. Ciência, Filosofia e Arte. Uma distinção.
Deve saber:
- Expôr de forma clara uma ideia ou um pensamento.
- Saber colocar objecções a um argumento.
- Compreender os conceitos que são referidos.
- Analisar um texto segundo a sua lógica.
sábado, 15 de outubro de 2011
domingo, 11 de setembro de 2011
sábado, 30 de abril de 2011
Trabalho sobre Temas/Problemas do Mundo Contemporâneo
1. Temas dos trabalhos:
1. A pobreza como um problema moral. Será a pobreza um problema moral?
2. Viver eticamente. Como intervir positivamente no mundo? Testemunho de alguns casos.261 284 Singer
3. Os direitos dos animais. Terão os animais direitos?
4. A responsabilidade ecológica. Terá a natureza direitos?
5. Os problemas de género: Terão as mulheres os seus direitos assegurados?
6. O que é a Arte? O que reflecte? Que importância tem? A quem serve?
7. Religião. Será que o mundo ocidental perdeu a noção do Sagrado?A existência de Deus poderá ser provada racionalmente?
8. O Terrorismo e o choque de culturas. O terrorismo será um problema religioso?
9. O problema da guerra. Será a guerra justificável? A violação dos direitos humanos por causa da guerra.
Constituição dos grupos:
Grupo nº 1____________________________________________________________________________
Grupo nº 2 ___________________________________________________________________________
Grupo nº 3____________________________________________________________________________
Grupo nº 4 ___________________________________________________________________________
Grupo nº 5 ___________________________________________________________________________
Grupo nº 6 ___________________________________________________________________________
Grupo nº 7 ___________________________________________________________________________
Grupo 8: _____________________________________________________________________________
Grupo 9:_____________________________________________________________________________
ENTREGA DO TRABALHO: 9 e 10 DE MAIO
Trabalho a apresentar oralmente e por escrito.
Trabalho escrito: 10 páginas A4 - letra 11
(Vale 15% da totalidade da avaliação no período)
Objectivos:
1. Analisar e resumir o texto nas suas linhas fundamentais.
2. Fazer o levantamento dos problemas colocados e contrapor argumentos/debater ideias.
4. Dominar filosófica ou cientificamente o tema.
5. Analisar um caso concreto.
ENTREGA DOS TRABALHOS POR ESCRITO :
9 e 10 de MAIO
Apresentações orais: -
TEMA 1 e 2 – 9 e 10de Maio
TEMA 3 e 4 – 11 e 12 de Maio
TEMA 5 e 6 – 16 e 17 de Maio
TEMA 7 e 8 : 18 e 19 de Maio
AVALIAÇÃO:
Escrito:
1. Boa compreensão do tema e dos textos lidos.
2. Investigação cuidada
3. Interesse dos problemas colocados.
4. Clareza no discurso e utilização dos conceitos.
5. Domínio dos conteúdos.
6. Originalidade
Oral:
1. Domínio dos conteúdos (Sem leitura)
2. Clareza da apresentação.
3. Originalidade
4. Interacção com o público
2.LEITURAS:
Livro de Peter Singer “Escritos sobre uma vida ética” Páginas referidas.
TODOS OS TEXTOS ESTÃO NA REPROGRAFIA PARA FOTOCOPIAR.
Capítulos a ler e analisar.
Teses principais. Argumentos. Conceitos. Problemas. Posição crítica.
TEMA 1:Fome, riqueza e moralidade, Singer, 121 -132 - Manual Arte de Pensar: pag 169 -171
T EMA 2: Viver Eticamente 261 à 284 Singer
TEMA 3 Os direitos dos animais Singer:.Fechar o hiato 91 -102- Manual “Arte de Pensar”:155 -167
TEMA 4: Valores ambientais ,Singer: 103 -118 Manual adoptado pag 266 a 276
TEMA 5: Os direitos das mulheres como direitos humanos.Manual “Um outro Olhar sobre o Mundo” Pág.296 a 325
TEMA 6: Arte:”Arte de Pensar” da pag 67 à 83 e Pags: 194 a 206 do Manual adoptado
TEMA 7:Religião. Existência de Deus. “Arte de Pensar” 113b à pag 153
221 a 262 do manual adoptado
TEMA 8: Fotocópia do Manual:”Criticamente”Pag 255 à 263
TEMA 9: A Guerra e os direitos humanos.Fotocópia devidamente assinalada.
domingo, 3 de abril de 2011
Correção do teste de 24 de Março 2011
Na avaliação da prova ter-se-á em conta:
a adequação dos conteúdos,
o domínio dos conceitos/conteúdos
a estruturação do pensamento,
o nível de reflexão,
a correcção da expressão escrita,
a organização das respostas
I
1. Análise lógica do texto de James Rachels
Tema: Certas práticas culturais.
Problema: É errado condenar certas práticas culturais?
Tese: Não é errado condenar certas práticas culturais como a excisão.
Argumento: Porque todas as culturas têm boas e más práticas, condenar algumas delas, como a excisão, não é desprezar a cultura em que estas práticas são permitidas, é apenas condenar o que está mal em cada cultura. É um erro pensar que não devemos condenar certas práticas só porque podemos ser mal interpretados como estando a desprezar toda a cultura.
Conceitos: práticas, cultura, excisão
2. Não é favorável ao relativismo cultural porque o autor defende que há certas práticas culturais que são más e como tal não as devemos aceitar só porque são de uma cultura diferente. Segundo o relativismo cultural não podemos julgar nenhuma prática de culturas diferentes porque nenhum juízo é neutro e estamos a julgar de acordo com os valores da nossa cultura e portanto estamos a ser parciais.
II
2. O juízo de facto é descritivo e o de valor normativo.
3. Julgar casos semelhantes do mesmo modo.
4. Só o primeiro é uma perspectiva ética.
5.
a.Juízo de valor político
b.” “Estético
c. “ “Saúde ou vital
d.” “ Ético
III
1. Os estóicos chamam a atenção para o fortalecimento da vontade não procurar o prazer porque ele conduz ao vício e este é inimigo da virtude. Cada um deve fortalecer a sua vontade e não sofrer com os acontecimentos, mantendo-se distanciado dos sentimentos, desenvolvendo a passividade perante o que acontece, deste modo, teríamos a paz necessária à boa vida.
Os epicuristas procuram limitar as nossas necessidades e satisfazê-las, apenas aquelas que correspondem à essência do homem, ter amigos, procurar a reflexão e ser autosuficiente para poder ser livre. O primeiro coloca a tónica da vida boa no domínio sobre os desejos, nada desejando, o segundo na satisfação dos desejos, não os supérfluos mas o que contribuem para a felicidade.
2. Teríamos o mundo governado não por princípios racionais mas pelos gostos de cada um, logo um mundo sem lei, arbitrário. Por outro lado seria um mundo Sado-masoquista, porque se cada um agisse pensando apenas no que lhe é vantajoso, então poderia ser vantajoso fazer mal aos outros, para ser vantajoso para estes, teriam de ser masoquistas. Esta teoria poderia justificar as mais cruéis acções.
3. Defendem o argumento do egoísmo psicológico, que é a constatação de que naturalmente somos todos egoístas e que cada um age segundo as vantagens que pode obter para si. A história do anel de Giges é um argumento a favor desta teoria.
IV
1. Segundo a moral kantiana o arquitecto deve dizer a verdade, porque deve obedecer à máxima moral que diz : "Não deves mentir". Mentir é, portanto, contra a lei moral, e essa lei não muda de acordo com as situações porque é universal e anterior a qualquer experiência. Essas são as condições da acção moral, por mais dolorosas que sejam as consequências, a autonomia da pessoa coloca-se na obediência à lei da razão e não aos seus interesses e sentimentos porque se assim fosse nada na sua acção poderia ser universalizável porque os interesses e os sentimentos variam de pessoa para pessoa.
Segundo a moral utilitarista o arquitecto deveria calcular as hipóteses de sofrimento e prazer que as consequências da sua acção teriam para a comunidade. Se encobrir o presidente fosse necessário para proporcionar melhor qualidade de vida às pessoas, teria de ponderar, entre o sofrimento causado pelo dinheiro roubado e as consequências futuras. A sua acção poderia mudar favoravelmente a condição de muitos e isso justificaria mentir.
sábado, 19 de março de 2011
matriz teste de março 2011
COMPETÊNCIAS
- a. Analisar logicamente os textos.
- b. Saber utilizar os argumentos a favor e contra determinada teoria.
- c. Comparar teorias morais. (O que têm em comum e o que é distinto)
- d. Saber definir um conceito.
- e. Aplicar os princípios morais aprendidos a situações concretas.
- f. Compreender o carácter dilema moral.
- g. Compreender os aspectos essenciais da Filosofia Ética/Moral
CONTEÚDOS
- a. Os Valores: Características. juízos de facto e juízos de valor. Tipos de valores(vitais, úteis, éticos, estéticos, cognitivos, religiosos, políticos)
- b. Os valores éticos:
- RESPEITO
- IMPARCIALIDADE
- RESPONSABILIDADE
- VIRTUDE
- FELICIDADE
- PRAZER
- DEVER
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Matrizes para os testes de Filosofia
Duas Doutrinas Morais Antigas
A preocupação das doutrinas morais antigas não é fundamentar a moral, ou demonstrar como é possível a Ética, mas reflectir sobre o melhor modo de viver. Têm um carácter prático, destinam-se a ser seguidas, a ter os seus discípulos que tentarão concretizar os princípios de vida propostos. Por outro lado a Filosofia Ética de Kant e Stuart Mill, tendem a justificar os princípios universais da Ética, o seu fundamento racional.Mas, há influências de Epicuro no Utilitarismo e dos Estóicos na Filosofia moral Kantiana.
Estoicismo e epicurismo
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quarta-feira, 2 de março de 2011
TESTE INTERMÉDIO DE FILOSOFIA
VER AQUI
CRITÉRIOS DE CORRECÇÃO
VER AQUI
CRITÉRIOS DE CORRECÇÃO PARA OS ALUNOS. (ABREVIADO)
CORRECÇÃO DO TESTE INTERMÉDIO DE FILOSOFIA
22 DE FEVEREIRO 2011
Critérios gerais:
1. Articulação da composição
2. Domínio dos conceitos.
3. Adequação da resposta à pergunta
4. Clareza da exposição.
GRUPO I
1.1 – C
1.2 - D
2. Na resposta, é explicitado o conceito presente no texto, integrando-se os aspectos seguintes:
Identificação do conceito de finalidade ou de fim ou importância da acção como um meio para a concretização de um fim ou de um projecto previamente programado.
Referência à função do conceito: resposta à pergunta «para quê” A Acção humana integra-se num projecto que visa a realização do agente e só nesse aspecto ganha um valor como intervenção do agente no mundo de acordo com as suas escolhas.
3.1. O problema filosófico abordado no texto é o determinismo e o livre-arbítrio. Será a vontade livre?
3.2. Expõe duas críticas à teoria do determinismo radical que visam ou a própria teoria, ou argumentos que a suportam, ou consequências dessa teoria, partindo do argumento presente no texto e recorrendo a outra teoria, argumento, objecção ou exemplo pertinente.
A experiência da liberdade da vontade, que é o argumento presente no texto, constitui uma objecção à tese determinista radical, que afirma não haver acções livres;
A tese determinista radical, ao negar a existência de acções livres, tem como consequência a negação da responsabilidade moral. Assim, outra das críticas ao determinismo radical consiste em apresentar exemplos da experiência comum que impliquem a atribuição de responsabilidade moral, como o da apreciação das acções humanas enquanto louváveis ou condenáveis.
Os argumentos do livre-arbítrio podem utilizar-se como crítica ao determinismo, porque defendem que a acção humana é inseparável da consciência de cursos alternativos de acção. O sujeito quando age conscientemente sabe que poderia ter escolhido fazer outra coisa. Essa noção faz parte da noção de intencionalidade da consciência.
GRUPO II
1.1 – Na situação descrita no texto, há um conflito valorativo entre o valor da vida própria e o valor da vida de outrem; o valor superior é o valor da vida, ocupando o lugar superior na hierarquia e na preferência valorativa que orienta a escolha;em condições normais, o valor da vida (a própria e a dos outros) é respeitado; na situação do texto, prevalece o valor de auto-protecção.
1. 2. Uma situação de conflito de valores apresenta-se como um dilema moral. Um dilema moral é um problema com duas soluções ambas violam princípios morais. A escolha é inevitável, por isso envolve um conflito.
2. 1. D
2.2. A
2.3. B
2.4. C
GRUPO III
1.1. O imperativo categórico exprime a lei moral sob a forma de dever;
– só as acções praticadas em obediência ao imperativo categórico, por puro respeito à lei, têm valor moral; o imperativo categórico ordena sem condições;
– o imperativo hipotético ordena mediante condições. Neste caso, as acções são praticadas em função de inclinações, ou como condição para se atingir uma finalidade extrínseca, pelo que não têm valor moral.
O imperativo categórico apresenta-se como uma ordem na consciência, ordem essa cuja fórmula é: Tu deves, agir como se a máxima da tua acção pudesse ser tomada como uma máxima universal e, na segunda formulação, tu deves agir tendo a humanidade em ti próprio e nos outros como um fim e nunca como um meio. Representa o imperativo a forma da lei moral, ordem absoluta visto que não depende das circunstâncias nem dos sujeitos pois está acima da experiência particular visto que é anterior à experiência é “a priori”. O dever moral apresenta-se como um imperativo categórico, isto é aquele que não admite excepções e que se impõe em todas as ocasiões e a todos os sujeitos é pelo imperativo categórico e a forma da lei que como ser moral todo o homem é legislador do reino dos fins.
O imperativo hipotético é uma obrigação ligada ao trajecto e aos interesses do sujeito. Essa obrigação cessa quando o desejo ou interesse é satisfeito. Liga-se portanto às circunstâncias particulares da vida e aos deveres de cada um face à sua experiência particular.
1.2. A acção de salvar alguém de se afogar (exemplo do texto) é moralmente correcta, independentemente da intenção do agente;o valor moral da acção depende das consequências da acção.
2. Segundo o princípio da vontade autónoma (racional), na ética formal de Kant, é na intenção do agente, na obediência ao imperativo categórico (dever), que se encontra o critério de moralidade; é moralmente boa a acção realizada por dever;
Segundo o princípio da maior felicidade para o maior número de pessoas, na ética utilitarista de Stuart Mill, são as consequências da acção que devem ser julgadas; é moralmente boa a acção cujas consequências beneficiem o maior número de pessoas, independentemente da intenção do agente;
A ética de Kant é considerada deontológica, enquanto a ética de Stuart Mill é considerada consequencialista
Segundo os princípios da moral deontológica de Kant, a acção correcta é aquela que traduz uma boa vontade, isto é, uma vontade afastada do interesse pessoal, uma vontade desinteressada , essa boa vontade não podia moldar-se pelas consequências materiais da acção mas apenas pelo cumprimento da lei. A lei moral ordena-nos que a máxima da nossa acção possa ser universalizável, ora mentir mesmo que seja para um bom fim, não pode ser universalizável. O arquitecto não devia mentir.
Quanto à moral consequencialista a acção correcta deve proporcionar o maior bem ao maior número de pessoas, entendendo-se como maior bem, para avaliar a acção teríamos de equacionar a qualidade do bem proporcionado, se é duradouro e a quantidade de pessoas que seriam afectadas pela acção. Assim, segundo estes princípios o facto do arquitecto não mentir, seria bom para a sua consciência mas, possivelmente teria como consequência a prisão do presidente da Câmara e o congelamento das verbas. Justificar-se-ia então mentir desde que as consequências fossem minorar o sofrimento e proporcionar o maior Bem ou felicidade ao maior número de pessoas, facto que seria possível através da mentira.
CRITÉRIOS DE CORRECÇÃO
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CRITÉRIOS DE CORRECÇÃO PARA OS ALUNOS. (ABREVIADO)
CORRECÇÃO DO TESTE INTERMÉDIO DE FILOSOFIA
22 DE FEVEREIRO 2011
Critérios gerais:
1. Articulação da composição
2. Domínio dos conceitos.
3. Adequação da resposta à pergunta
4. Clareza da exposição.
GRUPO I
1.1 – C
1.2 - D
2. Na resposta, é explicitado o conceito presente no texto, integrando-se os aspectos seguintes:
Identificação do conceito de finalidade ou de fim ou importância da acção como um meio para a concretização de um fim ou de um projecto previamente programado.
Referência à função do conceito: resposta à pergunta «para quê” A Acção humana integra-se num projecto que visa a realização do agente e só nesse aspecto ganha um valor como intervenção do agente no mundo de acordo com as suas escolhas.
3.1. O problema filosófico abordado no texto é o determinismo e o livre-arbítrio. Será a vontade livre?
3.2. Expõe duas críticas à teoria do determinismo radical que visam ou a própria teoria, ou argumentos que a suportam, ou consequências dessa teoria, partindo do argumento presente no texto e recorrendo a outra teoria, argumento, objecção ou exemplo pertinente.
A experiência da liberdade da vontade, que é o argumento presente no texto, constitui uma objecção à tese determinista radical, que afirma não haver acções livres;
A tese determinista radical, ao negar a existência de acções livres, tem como consequência a negação da responsabilidade moral. Assim, outra das críticas ao determinismo radical consiste em apresentar exemplos da experiência comum que impliquem a atribuição de responsabilidade moral, como o da apreciação das acções humanas enquanto louváveis ou condenáveis.
Os argumentos do livre-arbítrio podem utilizar-se como crítica ao determinismo, porque defendem que a acção humana é inseparável da consciência de cursos alternativos de acção. O sujeito quando age conscientemente sabe que poderia ter escolhido fazer outra coisa. Essa noção faz parte da noção de intencionalidade da consciência.
GRUPO II
1.1 – Na situação descrita no texto, há um conflito valorativo entre o valor da vida própria e o valor da vida de outrem; o valor superior é o valor da vida, ocupando o lugar superior na hierarquia e na preferência valorativa que orienta a escolha;em condições normais, o valor da vida (a própria e a dos outros) é respeitado; na situação do texto, prevalece o valor de auto-protecção.
1. 2. Uma situação de conflito de valores apresenta-se como um dilema moral. Um dilema moral é um problema com duas soluções ambas violam princípios morais. A escolha é inevitável, por isso envolve um conflito.
2. 1. D
2.2. A
2.3. B
2.4. C
GRUPO III
1.1. O imperativo categórico exprime a lei moral sob a forma de dever;
– só as acções praticadas em obediência ao imperativo categórico, por puro respeito à lei, têm valor moral; o imperativo categórico ordena sem condições;
– o imperativo hipotético ordena mediante condições. Neste caso, as acções são praticadas em função de inclinações, ou como condição para se atingir uma finalidade extrínseca, pelo que não têm valor moral.
O imperativo categórico apresenta-se como uma ordem na consciência, ordem essa cuja fórmula é: Tu deves, agir como se a máxima da tua acção pudesse ser tomada como uma máxima universal e, na segunda formulação, tu deves agir tendo a humanidade em ti próprio e nos outros como um fim e nunca como um meio. Representa o imperativo a forma da lei moral, ordem absoluta visto que não depende das circunstâncias nem dos sujeitos pois está acima da experiência particular visto que é anterior à experiência é “a priori”. O dever moral apresenta-se como um imperativo categórico, isto é aquele que não admite excepções e que se impõe em todas as ocasiões e a todos os sujeitos é pelo imperativo categórico e a forma da lei que como ser moral todo o homem é legislador do reino dos fins.
O imperativo hipotético é uma obrigação ligada ao trajecto e aos interesses do sujeito. Essa obrigação cessa quando o desejo ou interesse é satisfeito. Liga-se portanto às circunstâncias particulares da vida e aos deveres de cada um face à sua experiência particular.
1.2. A acção de salvar alguém de se afogar (exemplo do texto) é moralmente correcta, independentemente da intenção do agente;o valor moral da acção depende das consequências da acção.
2. Segundo o princípio da vontade autónoma (racional), na ética formal de Kant, é na intenção do agente, na obediência ao imperativo categórico (dever), que se encontra o critério de moralidade; é moralmente boa a acção realizada por dever;
Segundo o princípio da maior felicidade para o maior número de pessoas, na ética utilitarista de Stuart Mill, são as consequências da acção que devem ser julgadas; é moralmente boa a acção cujas consequências beneficiem o maior número de pessoas, independentemente da intenção do agente;
A ética de Kant é considerada deontológica, enquanto a ética de Stuart Mill é considerada consequencialista
Segundo os princípios da moral deontológica de Kant, a acção correcta é aquela que traduz uma boa vontade, isto é, uma vontade afastada do interesse pessoal, uma vontade desinteressada , essa boa vontade não podia moldar-se pelas consequências materiais da acção mas apenas pelo cumprimento da lei. A lei moral ordena-nos que a máxima da nossa acção possa ser universalizável, ora mentir mesmo que seja para um bom fim, não pode ser universalizável. O arquitecto não devia mentir.
Quanto à moral consequencialista a acção correcta deve proporcionar o maior bem ao maior número de pessoas, entendendo-se como maior bem, para avaliar a acção teríamos de equacionar a qualidade do bem proporcionado, se é duradouro e a quantidade de pessoas que seriam afectadas pela acção. Assim, segundo estes princípios o facto do arquitecto não mentir, seria bom para a sua consciência mas, possivelmente teria como consequência a prisão do presidente da Câmara e o congelamento das verbas. Justificar-se-ia então mentir desde que as consequências fossem minorar o sofrimento e proporcionar o maior Bem ou felicidade ao maior número de pessoas, facto que seria possível através da mentira.
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
Matriz para a Prova de Avaliação de Dezembro 2010
Serão os cisnes livres?
Competências:
1. Analisar logicamente um texto.
2. Problematizar uma teoria/tese.
3. Conceptualizar os elementos de um detrminado facto.
4. Argumentar a favor ou contra determinada tese.
5. Distinguir teses de argumentos.
6. Compreender as teses e tirar delas consequências.
Conteúdos:
1. Análise lógica.
2. A Acção humana.
2.1. A rede conceptual da acção: Motivo, Intenção, Consciência, Liberdade, Vontade.
2.2. Acontecer, Fazer e Agir.
2.3. Os tipos de acções: Voluntárias, Involuntárias e Mistas (Equivocadas, Forçadas, Inevitáveis, Impulsivas)
2.4. Como se explica uma acção.
2.5. A Acrasia.
2.5. 1. Em que consiste.
2.5.2. Como se explica.
2.6, Condicionantes da acção.
3. Determinismo e Livre-arbítrio.
3.1. A incompatibilidade entre Determinismo e Livre-arbítrio.
3.1.1. Determinismo radical e Libertarismo.
3.1.2. Consequências destas posições e argumentos.
3.2. A compatibilidade entre Determinismo e Livre-Arbítrio.
3.2.1. O Determinismo moderado.
3.3. A Posição de Searle.
3.3.1. Argumentos contra o Compatibilismo.
3.3.2. Argumentos a favor da tese: "A Liberdade é um factor indissociável da acção consciente."
Tema para desenvolvimento:
1. Somos ou não somos livres?
2. A posição de Searle não é um disparate?
3. Porque temos condicionantes não somos livres? Quais as condicionantes?
4. O relativismo moral será desejável?
5. O que significa ter valores e quais são os principais valores?
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Matrizes para os testes de Filosofia
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
Trabalho de grupo 10º F e G
Tema: A Liberdade e os Valores
SOBRE A LIBERDADE. Teses em confronto:
Tese 1: Somos determinados, pela natureza e por acontecimentos anteriores, logo, não somos livres e, por isso não somos responsáveis pelas nossas acções.
Nome desta tese: DETERMINISMO
Grupo 1.______________________________________________
Tese 2: Somos livres e responsáveis pelas nossas acções.
Nome desta crença: LIBERTARISMO
Grupo 2._______________________________________________
Tese 3: Podemos conciliar estas duas crenças, isto é: somos livres mas ao mesmo tempo somos determinados por acontecimentos anteriores e pela natureza.
Nome desta crença: COMPATIBILISMO
Grupo 3:________________________________________________
Tese 4: Podemos ser determinados no corpo mas a nossa consciência tem a experiência da liberdade.
Nome : A proposta de John Searle
Grupo 4:________________________________________________
TEMA 2 VALORES E VALORAÇÃO
Problema: O que são os valores?
Apresentação de uma tábua de valores.
Tipos de valores.
Discussão dos valores consoante as culturas. Haverá valores universais?
Grupo 5:________________________________________________
TEMA 3. RELATIVISMO CULTURAL
Tese 1: Os valores dependem das culturas, logo não há valores universais.
Nome: RELATIVISMO CULTURAL
GRUPO 6:_______________________________________________
Tese 2: Nem todos os valores dependem das culturas, os valores morais são universais
NOME: CONTRA O RELATIVISMO MORAL
GRUPO 7:_______________________________________________
ESTRUTURA DE UM ENSAIO ARGUMENTATIVO
Introdução
- Explicação da questão.
- Delimitação e unidade do tema.
- Subdivisão do tema (se for possível e útil).
- Apresentação de uma proposta precisa de trabalho.
Desenvolvimento
- Apresentação de condições históricas e autores que defendem esta tese.
- Apresentação dos argumentos a seu favor.
- Desenvolvimento completo dos argumentos.
- Consideração de objecções possíveis.
- Refutação ou confronto das objecções com argumentos.
- Consideração de alternativas.
Conclusão
Síntese dos resultados a que se chegou (não afirme mais do que mostrou)
Avaliação: Escrita 50% Oral 50%
Trabalho escrito máximo 10 Páginas
Cada grupo disporá de 20 m para apresentar, 20m de debate.
Poderá ser apresentado um resumo em Power Point para facilitar a compreensão do trabalho.
OS TEXTOS:DO MANUAL
Investigação e recolha de informação histórica e autores na Internet ou outros livros.
OUTROS: NA REPROGRAFIA
Apresentação: GRUPO 1 e 2 DIA 22 ou 23 Novembro
3, 4 dia 24 ou 25 Novembro
5,6 dia 29 Novembro ou 30
7 dia 1 ou 2 Dezembro
SOBRE A LIBERDADE. Teses em confronto:
Tese 1: Somos determinados, pela natureza e por acontecimentos anteriores, logo, não somos livres e, por isso não somos responsáveis pelas nossas acções.
Nome desta tese: DETERMINISMO
Grupo 1.______________________________________________
Tese 2: Somos livres e responsáveis pelas nossas acções.
Nome desta crença: LIBERTARISMO
Grupo 2._______________________________________________
Tese 3: Podemos conciliar estas duas crenças, isto é: somos livres mas ao mesmo tempo somos determinados por acontecimentos anteriores e pela natureza.
Nome desta crença: COMPATIBILISMO
Grupo 3:________________________________________________
Tese 4: Podemos ser determinados no corpo mas a nossa consciência tem a experiência da liberdade.
Nome : A proposta de John Searle
Grupo 4:________________________________________________
TEMA 2 VALORES E VALORAÇÃO
Problema: O que são os valores?
Apresentação de uma tábua de valores.
Tipos de valores.
Discussão dos valores consoante as culturas. Haverá valores universais?
Grupo 5:________________________________________________
TEMA 3. RELATIVISMO CULTURAL
Tese 1: Os valores dependem das culturas, logo não há valores universais.
Nome: RELATIVISMO CULTURAL
GRUPO 6:_______________________________________________
Tese 2: Nem todos os valores dependem das culturas, os valores morais são universais
NOME: CONTRA O RELATIVISMO MORAL
GRUPO 7:_______________________________________________
ESTRUTURA DE UM ENSAIO ARGUMENTATIVO
Introdução
- Explicação da questão.
- Delimitação e unidade do tema.
- Subdivisão do tema (se for possível e útil).
- Apresentação de uma proposta precisa de trabalho.
Desenvolvimento
- Apresentação de condições históricas e autores que defendem esta tese.
- Apresentação dos argumentos a seu favor.
- Desenvolvimento completo dos argumentos.
- Consideração de objecções possíveis.
- Refutação ou confronto das objecções com argumentos.
- Consideração de alternativas.
Conclusão
Síntese dos resultados a que se chegou (não afirme mais do que mostrou)
Avaliação: Escrita 50% Oral 50%
Trabalho escrito máximo 10 Páginas
Cada grupo disporá de 20 m para apresentar, 20m de debate.
Poderá ser apresentado um resumo em Power Point para facilitar a compreensão do trabalho.
OS TEXTOS:DO MANUAL
Investigação e recolha de informação histórica e autores na Internet ou outros livros.
OUTROS: NA REPROGRAFIA
Apresentação: GRUPO 1 e 2 DIA 22 ou 23 Novembro
3, 4 dia 24 ou 25 Novembro
5,6 dia 29 Novembro ou 30
7 dia 1 ou 2 Dezembro
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
Prova de avaliação e respectiva correcção
Leia o texto com atenção e responda com clareza e objectividade às seguintes questões:
“A filosofia considera por vezes a questão de como devemos viver. Pode argumentar-se que manter uma atitude filosófica é exactamente o modo como devemos viver - tudo o resto é escravidão crédula. É claro que uns vão mais longe do que outros, mas para a maior parte de nós a liberdade de pensamento é uma ida sem retorno: depois de a ter ninguém quer a escravidão de volta.
Seria errado pensar que a Filosofia nos deixa constantemente num estado de dúvida vaga. Aceitamos as nossas crenças com base nos melhores argumentos. Porém, deixamos a porta aberta para argumentos novos. Na realidade, são aqueles que vêem as suas crenças como actos de vontade e de fé que se colocam numa escarpa instável da qual podem cair abaixo com as consequências dolorosas do desapontamento e dos sentimentos de vazio e perda. O resultado pode ser catastrófico, porque no caso de caírem, fazem-no de uma grande altura e de um lugar que julgavam inabalável. Depois disto, o quê? A filosofia não confere esperanças tão altas. E está até preparada para viver com isso corajosamente. Mesmo que mudemos as nossas crenças à luz de novos argumentos, podemos dizer a nós mesmos que quando formámos a opinião que tínhamos fizemos o melhor que estava ao nosso alcance para chegar ao fundo da questão. A filosofia nem cria a dúvida vazia, nem a certeza inalcançável.
Como modo de vida, a filosofia e o pensamento filosófico não prometem felicidade; mas, penso, trazem ao de cima o que é melhor nos seres humanos. A filosofia dá corpo ao que há de mais nobre na nossa espécie.”
John Shand, 'Introduction' in John Shand (ed.) Fundamentals of Philosophy. (London and New York, 2003, pp. 2-3).
1. Estabeleça o tema , problema, tese, argumentos e conceitos principais, deste texto. (Utilize preferencialmente a sua capacidade de síntese e a sua linguagem). (35 Ptos)
Tema do texto: A atitude filosófica e a Filosofia
Problema: Porque é preferível ter uma atitude filosófica face às crenças?
Tese: A atitude filosófica é preferível porque nos liberta da escravidão e do desapontamento e traz ao de cima o que é melhor nos seres humanos.
Porque nos dá a liberdade do pensamento que nos retira da escravidão, quem conhece a liberdade de pensamento não quer voltar à escuridão crédula.
Porque ´e preferível fundamentar as crenças em bons argumentos tendo sempre a possibilidade de as rever do que as fundamentar numa fé inabalável. porque qualquer crença só deve ser aceite se estiver segura nas melhores razões e nenhuma é inabalável viver preso a certezas que podem revelar-se falsas cria o desapontamento o vazio e a perca que dai resulta é mais dolorosa que viver com esperanças mais baixas mas que estão mais seguras no carácter discutível de todo o saber humano. Nem as dúvidas vazias nem as certezas inalcançáveis, poderemos sempre rever o que pensámos e melhorar aceitando que estamos errados.
Conceitos: Filosofia, crenças inabaláveis,dúvidas
2. a. Qual a actividade filosófica que é defendida neste texto? (20 Ptos)
b. Em que consiste essa actividade? (15 Ptos)
3. O que distingue a Filosofia da Ciência? (30)
A Filosofia distingue-se da Ciência pelo método e pelo ponto de vista em que se coloca. Quanto ao método não recorre a factos ou experiências para provar as suas teorias, nem para verificar se elas são verdadeiras, a Filosofia não tem um método empírico ou experimental mas sim um método argumentativo que consiste na colocação de hipóteses e na dedução das suas consequências. A Filosofia também se distingue da Ciência por causa do ponto de vista em que se coloca face ao saber. Enquanto A ciência parte de determinados pressupostos indiscutíveis como certos axiomas indemonstráveis ou de princípios, como a causalidade, a Filosofia interroga os pressupostos e coloca-os em dúvida, sendo por isso um pensamento radical no sentido em que nada aceita sem discussão prévia.
4. Aponte a verdade ou falsidade das seguintes afirmações: (5 Ptos cada)
a. A Metafísica reflecte sobre a existência de Deus. V
b. Uma proposição não pode ser falsa. F
c. A Epistemologia trata da validade dos raciocínios ou argumentos. F
d. A Estética é uma disciplina que trata da beleza. V
e. O problema do conhecimento é tratado na Ética. F
5. Esclareça o significado do conceito de Radicalidade. e Autonomia (15 Ptos)
Radicalidade significa experiência dos limites, interrogar-se sobre a raíz das ideias e das crenças tentando encontrar o seu fundamento, isto é, os princípios em que cada uma das crenças se fundamenta, os seus pressupostos, é uma característica específica da Filosofia e pressupõe uma atitude crítica e indagadora.
Autonomia significa independência, no caso da Filosofia, independência do pensamento face à Ciência e à Religião, não é o mesmo que indiferença, pelo contrário, é antes uma distanciação face às crenças divulgadas e maioritárias, essa distanciação é desejável para poder desenvolver a atitude crítica que caracteriza a Filosofia.
6. Do Mito para a Filosofia qual a mudança operada na forma de pensar? (25)
O Mito é uma forma primitiva de explicar a realidade porque recorre a seres imaginários e sobrenaturais que têm características humanas, projectando nos fenómenos exteriores da natureza, os sentimentos do homem. Daí ser uma explicação sincrética porque confunde a realidade observada com a imaginação que deriva da reacção humana ao desconhecido. É também uma explicação antropomórfica visto que dá características humanas a seres inanimados. Quanto à explicação cosmológica dos primeiros filósofos, ela já obedece a uma lógica racional porque procura uma lei, um princípio comum, material e não sobrenatural para explicar a diversidade dos fenómenos.
7. Na Alegoria da caverna Platão conta-nos uma história sobre uns prisioneiros numa caverna. Elabore uma pequena reflexão de aproximadamente 20 linhas sobre o significado filosófico desta história. (35)
A Alegoria da Caverna é uma história imaginada por Platão no livro "A República" onde se pretende através de imagens, representar a condição humana face ao conhecimento.Descreve a situação de um grupo de homens numa caverna. Cada uma das imagens pretende representar um aspecto da realidade em que os homens vivem habitualmente assim como o seu conhecimento. Assim, primeiramente:
1. A descrição do mundo da caverna – o mundo sensível
Os prisioneiros representam a condição humana presa a ilusões e preconceitos. Agrilhoados ao corpo e às suas paixões.
2. Um dos prisioneiros consegue fugir e habitua-se progressivamente à luz e vê os objectos concretos. Começa por ver reflexos mas depois por etapas pode ver tudo, incluindo a origem da luz que é o próprio SOL (BEM). O Bem é a Verdade , Beleza e Proporção de todas as coisas.
3. O Homem depois de se ter libertado, volta à caverna para libertar os outros, mas os outros não acreditam, presos ao hábito e incapazes de pensarem para além dele, matarão o libertador.
“A filosofia considera por vezes a questão de como devemos viver. Pode argumentar-se que manter uma atitude filosófica é exactamente o modo como devemos viver - tudo o resto é escravidão crédula. É claro que uns vão mais longe do que outros, mas para a maior parte de nós a liberdade de pensamento é uma ida sem retorno: depois de a ter ninguém quer a escravidão de volta.
Seria errado pensar que a Filosofia nos deixa constantemente num estado de dúvida vaga. Aceitamos as nossas crenças com base nos melhores argumentos. Porém, deixamos a porta aberta para argumentos novos. Na realidade, são aqueles que vêem as suas crenças como actos de vontade e de fé que se colocam numa escarpa instável da qual podem cair abaixo com as consequências dolorosas do desapontamento e dos sentimentos de vazio e perda. O resultado pode ser catastrófico, porque no caso de caírem, fazem-no de uma grande altura e de um lugar que julgavam inabalável. Depois disto, o quê? A filosofia não confere esperanças tão altas. E está até preparada para viver com isso corajosamente. Mesmo que mudemos as nossas crenças à luz de novos argumentos, podemos dizer a nós mesmos que quando formámos a opinião que tínhamos fizemos o melhor que estava ao nosso alcance para chegar ao fundo da questão. A filosofia nem cria a dúvida vazia, nem a certeza inalcançável.
Como modo de vida, a filosofia e o pensamento filosófico não prometem felicidade; mas, penso, trazem ao de cima o que é melhor nos seres humanos. A filosofia dá corpo ao que há de mais nobre na nossa espécie.”
John Shand, 'Introduction' in John Shand (ed.) Fundamentals of Philosophy. (London and New York, 2003, pp. 2-3).
1. Estabeleça o tema , problema, tese, argumentos e conceitos principais, deste texto. (Utilize preferencialmente a sua capacidade de síntese e a sua linguagem). (35 Ptos)
Tema do texto: A atitude filosófica e a Filosofia
Problema: Porque é preferível ter uma atitude filosófica face às crenças?
Tese: A atitude filosófica é preferível porque nos liberta da escravidão e do desapontamento e traz ao de cima o que é melhor nos seres humanos.
Porque nos dá a liberdade do pensamento que nos retira da escravidão, quem conhece a liberdade de pensamento não quer voltar à escuridão crédula.
Porque ´e preferível fundamentar as crenças em bons argumentos tendo sempre a possibilidade de as rever do que as fundamentar numa fé inabalável. porque qualquer crença só deve ser aceite se estiver segura nas melhores razões e nenhuma é inabalável viver preso a certezas que podem revelar-se falsas cria o desapontamento o vazio e a perca que dai resulta é mais dolorosa que viver com esperanças mais baixas mas que estão mais seguras no carácter discutível de todo o saber humano. Nem as dúvidas vazias nem as certezas inalcançáveis, poderemos sempre rever o que pensámos e melhorar aceitando que estamos errados.
Conceitos: Filosofia, crenças inabaláveis,dúvidas
2. a. Qual a actividade filosófica que é defendida neste texto? (20 Ptos)
O texto considera que a actividade primordial da Filosofia é saber argumentar e saber avaliar os melhores argumentos, como o autor defende: “mesmo que mudemos as nossas crenças à luz de novos argumentos", viver filosoficamente é o melhor modo de se viver porque consideramos que nenhuma crença se pode considerar dogmática, todas as crenças podem ser criticadas com bons argumentos.
b. Em que consiste essa actividade? (15 Ptos)
Argumentar consiste em encontrar razões que justifiquem ou fundamentem determinada crença. A argumentação consiste em encadear proposições (premissas) de forma lógica e consistente para podermos delas inferir ou retirar uma conclusão (tese).
3. O que distingue a Filosofia da Ciência? (30)
A Filosofia distingue-se da Ciência pelo método e pelo ponto de vista em que se coloca. Quanto ao método não recorre a factos ou experiências para provar as suas teorias, nem para verificar se elas são verdadeiras, a Filosofia não tem um método empírico ou experimental mas sim um método argumentativo que consiste na colocação de hipóteses e na dedução das suas consequências. A Filosofia também se distingue da Ciência por causa do ponto de vista em que se coloca face ao saber. Enquanto A ciência parte de determinados pressupostos indiscutíveis como certos axiomas indemonstráveis ou de princípios, como a causalidade, a Filosofia interroga os pressupostos e coloca-os em dúvida, sendo por isso um pensamento radical no sentido em que nada aceita sem discussão prévia.
4. Aponte a verdade ou falsidade das seguintes afirmações: (5 Ptos cada)
a. A Metafísica reflecte sobre a existência de Deus. V
b. Uma proposição não pode ser falsa. F
c. A Epistemologia trata da validade dos raciocínios ou argumentos. F
d. A Estética é uma disciplina que trata da beleza. V
e. O problema do conhecimento é tratado na Ética. F
5. Esclareça o significado do conceito de Radicalidade. e Autonomia (15 Ptos)
Radicalidade significa experiência dos limites, interrogar-se sobre a raíz das ideias e das crenças tentando encontrar o seu fundamento, isto é, os princípios em que cada uma das crenças se fundamenta, os seus pressupostos, é uma característica específica da Filosofia e pressupõe uma atitude crítica e indagadora.
Autonomia significa independência, no caso da Filosofia, independência do pensamento face à Ciência e à Religião, não é o mesmo que indiferença, pelo contrário, é antes uma distanciação face às crenças divulgadas e maioritárias, essa distanciação é desejável para poder desenvolver a atitude crítica que caracteriza a Filosofia.
6. Do Mito para a Filosofia qual a mudança operada na forma de pensar? (25)
O Mito é uma forma primitiva de explicar a realidade porque recorre a seres imaginários e sobrenaturais que têm características humanas, projectando nos fenómenos exteriores da natureza, os sentimentos do homem. Daí ser uma explicação sincrética porque confunde a realidade observada com a imaginação que deriva da reacção humana ao desconhecido. É também uma explicação antropomórfica visto que dá características humanas a seres inanimados. Quanto à explicação cosmológica dos primeiros filósofos, ela já obedece a uma lógica racional porque procura uma lei, um princípio comum, material e não sobrenatural para explicar a diversidade dos fenómenos.
7. Na Alegoria da caverna Platão conta-nos uma história sobre uns prisioneiros numa caverna. Elabore uma pequena reflexão de aproximadamente 20 linhas sobre o significado filosófico desta história. (35)
A Alegoria da Caverna é uma história imaginada por Platão no livro "A República" onde se pretende através de imagens, representar a condição humana face ao conhecimento.Descreve a situação de um grupo de homens numa caverna. Cada uma das imagens pretende representar um aspecto da realidade em que os homens vivem habitualmente assim como o seu conhecimento. Assim, primeiramente:
1. A descrição do mundo da caverna – o mundo sensível
Os prisioneiros representam a condição humana presa a ilusões e preconceitos. Agrilhoados ao corpo e às suas paixões.
2. Um dos prisioneiros consegue fugir e habitua-se progressivamente à luz e vê os objectos concretos. Começa por ver reflexos mas depois por etapas pode ver tudo, incluindo a origem da luz que é o próprio SOL (BEM). O Bem é a Verdade , Beleza e Proporção de todas as coisas.
3. O Homem depois de se ter libertado, volta à caverna para libertar os outros, mas os outros não acreditam, presos ao hábito e incapazes de pensarem para além dele, matarão o libertador.
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