Tema: A Liberdade e os Valores
SOBRE A LIBERDADE. Teses em confronto:
Tese 1: Somos determinados, pela natureza e por acontecimentos anteriores, logo, não somos livres e, por isso não somos responsáveis pelas nossas acções.
Nome desta tese: DETERMINISMO
Grupo 1.______________________________________________
Tese 2: Somos livres e responsáveis pelas nossas acções.
Nome desta crença: LIBERTARISMO
Grupo 2._______________________________________________
Tese 3: Podemos conciliar estas duas crenças, isto é: somos livres mas ao mesmo tempo somos determinados por acontecimentos anteriores e pela natureza.
Nome desta crença: COMPATIBILISMO
Grupo 3:________________________________________________
Tese 4: Podemos ser determinados no corpo mas a nossa consciência tem a experiência da liberdade.
Nome : A proposta de John Searle
Grupo 4:________________________________________________
TEMA 2 VALORES E VALORAÇÃO
Problema: O que são os valores?
Apresentação de uma tábua de valores.
Tipos de valores.
Discussão dos valores consoante as culturas. Haverá valores universais?
Grupo 5:________________________________________________
TEMA 3. RELATIVISMO CULTURAL
Tese 1: Os valores dependem das culturas, logo não há valores universais.
Nome: RELATIVISMO CULTURAL
GRUPO 6:_______________________________________________
Tese 2: Nem todos os valores dependem das culturas, os valores morais são universais
NOME: CONTRA O RELATIVISMO MORAL
GRUPO 7:_______________________________________________
ESTRUTURA DE UM ENSAIO ARGUMENTATIVO
Introdução
- Explicação da questão.
- Delimitação e unidade do tema.
- Subdivisão do tema (se for possível e útil).
- Apresentação de uma proposta precisa de trabalho.
Desenvolvimento
- Apresentação de condições históricas e autores que defendem esta tese.
- Apresentação dos argumentos a seu favor.
- Desenvolvimento completo dos argumentos.
- Consideração de objecções possíveis.
- Refutação ou confronto das objecções com argumentos.
- Consideração de alternativas.
Conclusão
Síntese dos resultados a que se chegou (não afirme mais do que mostrou)
Avaliação: Escrita 50% Oral 50%
Trabalho escrito máximo 10 Páginas
Cada grupo disporá de 20 m para apresentar, 20m de debate.
Poderá ser apresentado um resumo em Power Point para facilitar a compreensão do trabalho.
OS TEXTOS:DO MANUAL
Investigação e recolha de informação histórica e autores na Internet ou outros livros.
OUTROS: NA REPROGRAFIA
Apresentação: GRUPO 1 e 2 DIA 22 ou 23 Novembro
3, 4 dia 24 ou 25 Novembro
5,6 dia 29 Novembro ou 30
7 dia 1 ou 2 Dezembro
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
Prova de avaliação e respectiva correcção
Leia o texto com atenção e responda com clareza e objectividade às seguintes questões:
“A filosofia considera por vezes a questão de como devemos viver. Pode argumentar-se que manter uma atitude filosófica é exactamente o modo como devemos viver - tudo o resto é escravidão crédula. É claro que uns vão mais longe do que outros, mas para a maior parte de nós a liberdade de pensamento é uma ida sem retorno: depois de a ter ninguém quer a escravidão de volta.
Seria errado pensar que a Filosofia nos deixa constantemente num estado de dúvida vaga. Aceitamos as nossas crenças com base nos melhores argumentos. Porém, deixamos a porta aberta para argumentos novos. Na realidade, são aqueles que vêem as suas crenças como actos de vontade e de fé que se colocam numa escarpa instável da qual podem cair abaixo com as consequências dolorosas do desapontamento e dos sentimentos de vazio e perda. O resultado pode ser catastrófico, porque no caso de caírem, fazem-no de uma grande altura e de um lugar que julgavam inabalável. Depois disto, o quê? A filosofia não confere esperanças tão altas. E está até preparada para viver com isso corajosamente. Mesmo que mudemos as nossas crenças à luz de novos argumentos, podemos dizer a nós mesmos que quando formámos a opinião que tínhamos fizemos o melhor que estava ao nosso alcance para chegar ao fundo da questão. A filosofia nem cria a dúvida vazia, nem a certeza inalcançável.
Como modo de vida, a filosofia e o pensamento filosófico não prometem felicidade; mas, penso, trazem ao de cima o que é melhor nos seres humanos. A filosofia dá corpo ao que há de mais nobre na nossa espécie.”
John Shand, 'Introduction' in John Shand (ed.) Fundamentals of Philosophy. (London and New York, 2003, pp. 2-3).
1. Estabeleça o tema , problema, tese, argumentos e conceitos principais, deste texto. (Utilize preferencialmente a sua capacidade de síntese e a sua linguagem). (35 Ptos)
Tema do texto: A atitude filosófica e a Filosofia
Problema: Porque é preferível ter uma atitude filosófica face às crenças?
Tese: A atitude filosófica é preferível porque nos liberta da escravidão e do desapontamento e traz ao de cima o que é melhor nos seres humanos.
Porque nos dá a liberdade do pensamento que nos retira da escravidão, quem conhece a liberdade de pensamento não quer voltar à escuridão crédula.
Porque ´e preferível fundamentar as crenças em bons argumentos tendo sempre a possibilidade de as rever do que as fundamentar numa fé inabalável. porque qualquer crença só deve ser aceite se estiver segura nas melhores razões e nenhuma é inabalável viver preso a certezas que podem revelar-se falsas cria o desapontamento o vazio e a perca que dai resulta é mais dolorosa que viver com esperanças mais baixas mas que estão mais seguras no carácter discutível de todo o saber humano. Nem as dúvidas vazias nem as certezas inalcançáveis, poderemos sempre rever o que pensámos e melhorar aceitando que estamos errados.
Conceitos: Filosofia, crenças inabaláveis,dúvidas
2. a. Qual a actividade filosófica que é defendida neste texto? (20 Ptos)
b. Em que consiste essa actividade? (15 Ptos)
3. O que distingue a Filosofia da Ciência? (30)
A Filosofia distingue-se da Ciência pelo método e pelo ponto de vista em que se coloca. Quanto ao método não recorre a factos ou experiências para provar as suas teorias, nem para verificar se elas são verdadeiras, a Filosofia não tem um método empírico ou experimental mas sim um método argumentativo que consiste na colocação de hipóteses e na dedução das suas consequências. A Filosofia também se distingue da Ciência por causa do ponto de vista em que se coloca face ao saber. Enquanto A ciência parte de determinados pressupostos indiscutíveis como certos axiomas indemonstráveis ou de princípios, como a causalidade, a Filosofia interroga os pressupostos e coloca-os em dúvida, sendo por isso um pensamento radical no sentido em que nada aceita sem discussão prévia.
4. Aponte a verdade ou falsidade das seguintes afirmações: (5 Ptos cada)
a. A Metafísica reflecte sobre a existência de Deus. V
b. Uma proposição não pode ser falsa. F
c. A Epistemologia trata da validade dos raciocínios ou argumentos. F
d. A Estética é uma disciplina que trata da beleza. V
e. O problema do conhecimento é tratado na Ética. F
5. Esclareça o significado do conceito de Radicalidade. e Autonomia (15 Ptos)
Radicalidade significa experiência dos limites, interrogar-se sobre a raíz das ideias e das crenças tentando encontrar o seu fundamento, isto é, os princípios em que cada uma das crenças se fundamenta, os seus pressupostos, é uma característica específica da Filosofia e pressupõe uma atitude crítica e indagadora.
Autonomia significa independência, no caso da Filosofia, independência do pensamento face à Ciência e à Religião, não é o mesmo que indiferença, pelo contrário, é antes uma distanciação face às crenças divulgadas e maioritárias, essa distanciação é desejável para poder desenvolver a atitude crítica que caracteriza a Filosofia.
6. Do Mito para a Filosofia qual a mudança operada na forma de pensar? (25)
O Mito é uma forma primitiva de explicar a realidade porque recorre a seres imaginários e sobrenaturais que têm características humanas, projectando nos fenómenos exteriores da natureza, os sentimentos do homem. Daí ser uma explicação sincrética porque confunde a realidade observada com a imaginação que deriva da reacção humana ao desconhecido. É também uma explicação antropomórfica visto que dá características humanas a seres inanimados. Quanto à explicação cosmológica dos primeiros filósofos, ela já obedece a uma lógica racional porque procura uma lei, um princípio comum, material e não sobrenatural para explicar a diversidade dos fenómenos.
7. Na Alegoria da caverna Platão conta-nos uma história sobre uns prisioneiros numa caverna. Elabore uma pequena reflexão de aproximadamente 20 linhas sobre o significado filosófico desta história. (35)
A Alegoria da Caverna é uma história imaginada por Platão no livro "A República" onde se pretende através de imagens, representar a condição humana face ao conhecimento.Descreve a situação de um grupo de homens numa caverna. Cada uma das imagens pretende representar um aspecto da realidade em que os homens vivem habitualmente assim como o seu conhecimento. Assim, primeiramente:
1. A descrição do mundo da caverna – o mundo sensível
Os prisioneiros representam a condição humana presa a ilusões e preconceitos. Agrilhoados ao corpo e às suas paixões.
2. Um dos prisioneiros consegue fugir e habitua-se progressivamente à luz e vê os objectos concretos. Começa por ver reflexos mas depois por etapas pode ver tudo, incluindo a origem da luz que é o próprio SOL (BEM). O Bem é a Verdade , Beleza e Proporção de todas as coisas.
3. O Homem depois de se ter libertado, volta à caverna para libertar os outros, mas os outros não acreditam, presos ao hábito e incapazes de pensarem para além dele, matarão o libertador.
“A filosofia considera por vezes a questão de como devemos viver. Pode argumentar-se que manter uma atitude filosófica é exactamente o modo como devemos viver - tudo o resto é escravidão crédula. É claro que uns vão mais longe do que outros, mas para a maior parte de nós a liberdade de pensamento é uma ida sem retorno: depois de a ter ninguém quer a escravidão de volta.
Seria errado pensar que a Filosofia nos deixa constantemente num estado de dúvida vaga. Aceitamos as nossas crenças com base nos melhores argumentos. Porém, deixamos a porta aberta para argumentos novos. Na realidade, são aqueles que vêem as suas crenças como actos de vontade e de fé que se colocam numa escarpa instável da qual podem cair abaixo com as consequências dolorosas do desapontamento e dos sentimentos de vazio e perda. O resultado pode ser catastrófico, porque no caso de caírem, fazem-no de uma grande altura e de um lugar que julgavam inabalável. Depois disto, o quê? A filosofia não confere esperanças tão altas. E está até preparada para viver com isso corajosamente. Mesmo que mudemos as nossas crenças à luz de novos argumentos, podemos dizer a nós mesmos que quando formámos a opinião que tínhamos fizemos o melhor que estava ao nosso alcance para chegar ao fundo da questão. A filosofia nem cria a dúvida vazia, nem a certeza inalcançável.
Como modo de vida, a filosofia e o pensamento filosófico não prometem felicidade; mas, penso, trazem ao de cima o que é melhor nos seres humanos. A filosofia dá corpo ao que há de mais nobre na nossa espécie.”
John Shand, 'Introduction' in John Shand (ed.) Fundamentals of Philosophy. (London and New York, 2003, pp. 2-3).
1. Estabeleça o tema , problema, tese, argumentos e conceitos principais, deste texto. (Utilize preferencialmente a sua capacidade de síntese e a sua linguagem). (35 Ptos)
Tema do texto: A atitude filosófica e a Filosofia
Problema: Porque é preferível ter uma atitude filosófica face às crenças?
Tese: A atitude filosófica é preferível porque nos liberta da escravidão e do desapontamento e traz ao de cima o que é melhor nos seres humanos.
Porque nos dá a liberdade do pensamento que nos retira da escravidão, quem conhece a liberdade de pensamento não quer voltar à escuridão crédula.
Porque ´e preferível fundamentar as crenças em bons argumentos tendo sempre a possibilidade de as rever do que as fundamentar numa fé inabalável. porque qualquer crença só deve ser aceite se estiver segura nas melhores razões e nenhuma é inabalável viver preso a certezas que podem revelar-se falsas cria o desapontamento o vazio e a perca que dai resulta é mais dolorosa que viver com esperanças mais baixas mas que estão mais seguras no carácter discutível de todo o saber humano. Nem as dúvidas vazias nem as certezas inalcançáveis, poderemos sempre rever o que pensámos e melhorar aceitando que estamos errados.
Conceitos: Filosofia, crenças inabaláveis,dúvidas
2. a. Qual a actividade filosófica que é defendida neste texto? (20 Ptos)
O texto considera que a actividade primordial da Filosofia é saber argumentar e saber avaliar os melhores argumentos, como o autor defende: “mesmo que mudemos as nossas crenças à luz de novos argumentos", viver filosoficamente é o melhor modo de se viver porque consideramos que nenhuma crença se pode considerar dogmática, todas as crenças podem ser criticadas com bons argumentos.
b. Em que consiste essa actividade? (15 Ptos)
Argumentar consiste em encontrar razões que justifiquem ou fundamentem determinada crença. A argumentação consiste em encadear proposições (premissas) de forma lógica e consistente para podermos delas inferir ou retirar uma conclusão (tese).
3. O que distingue a Filosofia da Ciência? (30)
A Filosofia distingue-se da Ciência pelo método e pelo ponto de vista em que se coloca. Quanto ao método não recorre a factos ou experiências para provar as suas teorias, nem para verificar se elas são verdadeiras, a Filosofia não tem um método empírico ou experimental mas sim um método argumentativo que consiste na colocação de hipóteses e na dedução das suas consequências. A Filosofia também se distingue da Ciência por causa do ponto de vista em que se coloca face ao saber. Enquanto A ciência parte de determinados pressupostos indiscutíveis como certos axiomas indemonstráveis ou de princípios, como a causalidade, a Filosofia interroga os pressupostos e coloca-os em dúvida, sendo por isso um pensamento radical no sentido em que nada aceita sem discussão prévia.
4. Aponte a verdade ou falsidade das seguintes afirmações: (5 Ptos cada)
a. A Metafísica reflecte sobre a existência de Deus. V
b. Uma proposição não pode ser falsa. F
c. A Epistemologia trata da validade dos raciocínios ou argumentos. F
d. A Estética é uma disciplina que trata da beleza. V
e. O problema do conhecimento é tratado na Ética. F
5. Esclareça o significado do conceito de Radicalidade. e Autonomia (15 Ptos)
Radicalidade significa experiência dos limites, interrogar-se sobre a raíz das ideias e das crenças tentando encontrar o seu fundamento, isto é, os princípios em que cada uma das crenças se fundamenta, os seus pressupostos, é uma característica específica da Filosofia e pressupõe uma atitude crítica e indagadora.
Autonomia significa independência, no caso da Filosofia, independência do pensamento face à Ciência e à Religião, não é o mesmo que indiferença, pelo contrário, é antes uma distanciação face às crenças divulgadas e maioritárias, essa distanciação é desejável para poder desenvolver a atitude crítica que caracteriza a Filosofia.
6. Do Mito para a Filosofia qual a mudança operada na forma de pensar? (25)
O Mito é uma forma primitiva de explicar a realidade porque recorre a seres imaginários e sobrenaturais que têm características humanas, projectando nos fenómenos exteriores da natureza, os sentimentos do homem. Daí ser uma explicação sincrética porque confunde a realidade observada com a imaginação que deriva da reacção humana ao desconhecido. É também uma explicação antropomórfica visto que dá características humanas a seres inanimados. Quanto à explicação cosmológica dos primeiros filósofos, ela já obedece a uma lógica racional porque procura uma lei, um princípio comum, material e não sobrenatural para explicar a diversidade dos fenómenos.
7. Na Alegoria da caverna Platão conta-nos uma história sobre uns prisioneiros numa caverna. Elabore uma pequena reflexão de aproximadamente 20 linhas sobre o significado filosófico desta história. (35)
A Alegoria da Caverna é uma história imaginada por Platão no livro "A República" onde se pretende através de imagens, representar a condição humana face ao conhecimento.Descreve a situação de um grupo de homens numa caverna. Cada uma das imagens pretende representar um aspecto da realidade em que os homens vivem habitualmente assim como o seu conhecimento. Assim, primeiramente:
1. A descrição do mundo da caverna – o mundo sensível
Os prisioneiros representam a condição humana presa a ilusões e preconceitos. Agrilhoados ao corpo e às suas paixões.
2. Um dos prisioneiros consegue fugir e habitua-se progressivamente à luz e vê os objectos concretos. Começa por ver reflexos mas depois por etapas pode ver tudo, incluindo a origem da luz que é o próprio SOL (BEM). O Bem é a Verdade , Beleza e Proporção de todas as coisas.
3. O Homem depois de se ter libertado, volta à caverna para libertar os outros, mas os outros não acreditam, presos ao hábito e incapazes de pensarem para além dele, matarão o libertador.
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
Matriz da Prova de avaliação de 2 Novembro 2010
1. Competências.
a. Fundamentar uma tese.
b. Encadear argumentos.
c. Distiguir teses, e argumentos.
d. Definir os conceitos.
e. Relacuinar conhecimentos.
2. Conteúdos:a. Filosofia e Ciência.
b. Definição de conceito, proposição e argumento.
c. Características da Filosofia.
d. Temas e problemas da Filosofia.
e. A Actividade filosófica.
f. Análise lógica de um texto filosófico.
g. As etapas históricas da evolução do pensamento.
h. " A Alegoria da caverna" de Platão.
a. Fundamentar uma tese.
b. Encadear argumentos.
c. Distiguir teses, e argumentos.
d. Definir os conceitos.
e. Relacuinar conhecimentos.
2. Conteúdos:a. Filosofia e Ciência.
b. Definição de conceito, proposição e argumento.
c. Características da Filosofia.
d. Temas e problemas da Filosofia.
e. A Actividade filosófica.
f. Análise lógica de um texto filosófico.
g. As etapas históricas da evolução do pensamento.
h. " A Alegoria da caverna" de Platão.
quarta-feira, 16 de junho de 2010
sábado, 12 de junho de 2010
ATELIER DE ESCRITA CRIATIVA E ILUSTRAÇÃO
DIA 17 DE JUNHO - QUINTA FEIRA ÀS 14.30h
NA SALA B16
Vem escrever e ilustrar histórias connosco.
Inscreve-te na Papelaria da Escola
NA SALA B16
Vem escrever e ilustrar histórias connosco.
Inscreve-te na Papelaria da Escola
quinta-feira, 10 de junho de 2010
Correção do teste de 1 de Junho
I
Versão 1
1. Falso: a Lei moral é absoluta, obedece aos princípios do imperativo categórico, seja qual for a circunstância, não visa o exterior mas a obediência à lei enquanto ela é expressa "a priori" independente da experiência.
2. O problema da justiça social é político porque só o Estado pode assegurar pela lei a igualdade e as liberdades básicas que constituem a justiça social.
3. O fim da moral é a felicidade para os utilitaristas porque pretende-se que esse é o fim que todos procuram alcançar, a moral tem um fim prático e útil, assegurar a maior quantidade de prazer e a menor quantidade de dor.
4. Boa é a vontade, enquanto esta é autónoma frente a interesses e natureza dos impulsos, só uma vontade autónoma é moral, significa que ela não obedece senão à fórmula da lei .
5. Há princípios universais na ética tais como o princípio da imparcialidade no juízo e tais como o princípio de: "não causar o sofrimento a inocentes" que pode ser consubstanciado na lei moral "não matarás".
II
1. R: Aristóteles legitima a autoridade do Estado no aperfeiçoamento moral da comunidade dialógica, promovendo os ideais da amizade, da justiça e do auto domínio. Como o homem é naturalmente político o Estado é a maior organização de homens, a mais complexa e perfeita porque nela participam todos os cidadãos. Locke legitima a autoridade do Estado incumbindo-o de fazer e executar as leis necessárias à preservação dos direitos de todos, sobretudo do direito que no estado natural não souberam preservar, o direito à propriedade privada. A autoridade do soberano é representativa pois resulta da delegação do poder de todos os homens livres que se constituem como cidadãos quando celebram o Contrato Social por mútuo consentimento.
O fundamento da autoridade do Estado é o Pacto social que os cidadãos livres fazem entre si e com o governante. Este contrato é vinculativo, isto é, obriga os cidadãos ao seu cumprimento, é um compromisso de todos perante todos, neste aspecto ninguém tem o direito de o transgredir ou de o negar, pois deve sujeitar-se à vontade da maioria que o fez tendo em conta a paz e a segurança.
Existem teorias contratualistas como a que defende john Locke e teorias naturalistas como a de Aristóteles, ambas defendem a necessidade de um Estado com Autoridade sobre todos os cidadãos mas têm, contudo, justificações diferentes. Enquanto para Locke existe um estado natural em que os homens gozam, cada um, de todos os poderes e de todas as liberdades mas como se sentem inacapazes de preservar o direito da propriedade privada, têm a necessidade de um Estado que a defenda e estalecem então um contrato social; para Aristóteles o estado natural do homem é um estado civil, na polis, sujeito a leis que possibilitem o bem comum, essas leis e essa organização são intrínsecas à natureza humana, sem elas o homem não seria homem mas sim um animal. O Estado existe para possibilitar a formação moral do homem através da educação e do diálogo.
2. R: A moral é um código de deveres interiores, individuais e íntimos. A transgressão é punida com censuras interiores como o sentimento de culpa ou remorso. O Direito é um código de deveres sociais e a transgressão é punida com multas e prisões. O Direito é portanto coercivo. O código das leis que constituem o Direito é firmado por um conjunto de pessoas que têm o poder de o fazer, está escrito e é aplicável a todos quer se concorde ou não com ele, enquanto as normas morais estão implícitas e colocam-se à consciência individual, podendo esta segui-las se as considerar justas ou não, sendo a consciência moral a decidir sobre o seu cumprimento.
O Direito pode estar fundado na moral ou não. Pode haver leis consideradas imorais tais como a lapidação e normas morais não contempladas na lei, tal como não mentir. A justificação do Direito não tem que ser moral pode fundar-se na observação da experiência e nos casos em que ela mostra que a lei civil se encontra inadequada e portanto necessita de ser alterada.
3.R. A experiência estética é desinteressada, isto é, não temos qualquer interesse prático nessa experiência, ela não é um meio para satisfazer um desejo mas vale por si.Ver um desafio de futebol também é uma experiência desinteressada e não é uma experiência estética: A experiência estética produz-se com objectos estéticos.Objectos estéticos são os objectos encarados na sua forma, harmonia,cor que afectam a nossa sensibilidade estética.Exemplo: Um concerto, Uma dança, uma peça, um filme, um pôr do sol.Objectos sobre os quais podemos emitir juízos estéticos como:“É Belo!”, “Emocionou-me!”, “ A 9ª sinfonia é uma obra-prima!”A experiência estética pode decorrer da contemplação ou da produção/criação de um objecto.1. O artista cria a obra e transfigura a realidade, tem portanto a experiência dessa transfiguração.2. O receptor, aquele que é surpreendido no seu quotidiano pela forma de determinado objecto que lhe provoca admiração e emoção.3. O crítico de arte que vai ao encontro do objecto artístico para o avaliar, segundo o seu gosto mas também segundo determinado conhecimento.
III
1. TEXTO
Tema: a Arte
Problema: O que é a Arte?
Tese 1: a Arte é um meio de união entre as pessoas, unindo-as nos mesmos sentimentos.
Tese2: A arte é uma actividade humana que consiste em que uma pessoa por meio de certos sinais externos leva os outros a experimentar os mesmos sentimentos de que teve experiência.
Argumento: a arte não é prazer ou um jogo, uma ideia misteriosa ou a expressão de emoções, nem um relacionamento por meio de palavras ou pensamentos, mas um meio de comunhão com vista a um mundo melhor.Um artista que não consiga comunicar por meio de sinais previamente estabelecidos não e verdadeiramente um artista porque não atingiu o fim para que toda a Arte existe.
Conceitos, arte, sentimento, comunhão.
2. R: Segundo a teoria da arte como expressão é obra de arte o objecto que expressa e comunica um sentimento vivido pelo artista e que é capaz de provocar no receptor /espectador o mesmo sentimento; as principais objecções à teoria presente no texto colocam-se em relação à incerteza sobre os sentimentos do artista e ainda à dúvida criada sobre as afirmações de alguns artistas que afirmam não sentir nada de especial na criação da obra executando sobretudo uma técnica específica para produzir determinado efeito.
sexta-feira, 28 de maio de 2010
quinta-feira, 20 de maio de 2010
Matriz da prova de avaliação de Maio
COMPETÊNCIAS
Identifica a dimensão ética e moral da acção
Explicita claramente as teorias filosóficas.
Relaciona diferentes perspectivas filosóficas.
Compreende os argumentos a favor ou contra uma determinada teoria
Aplica os conceitos filosóficos a situaçõeA dimensão ética-política – análise e compreensão da experiência convivencial.
CONTEÚDOS
1.a .A dimensão ética.
1. b. Duas teorias morais: teoria deontológica de Kant e a teoria consequencialista de Stuart-Mill
Intenção e boa-vontade.
As consequências da acção moral.
2. Ética, Direito e Política
2.a. Relações entre Ética Direito e Política
2.b. Normas morais e normas jurídicas
2.c. Funções do Direito e da Política
2.d. As relações entre o Homem e o Estado e a legitimação da sua autoridade.
2.e. A teoria naturalista de Aristóteles e o contratualismo do Locke (opcional)
2.f. A teoria da Justiça de Rawls (opcional)
As dimensões estética e religiosa da experiência humana.
Opção A
A criação artística e a obra de Arte
Opção B.
A religião e o sentido da existência
s concretas.
Analisa logicamente um texto filosófico.
Desenvolve um discurso lógico a partir de um tema proposto.
ESTRUTURA
Existem questões de resposta opcional
Grupo I
5 questões
(V/F)
Para justificar as respostas
Grupo II
(Três questões
De resposta objectiva e com desenvolvimento)
Grupo III
Questões de análise e reflexão sobre um
texto
Identifica a dimensão ética e moral da acção
Explicita claramente as teorias filosóficas.
Relaciona diferentes perspectivas filosóficas.
Compreende os argumentos a favor ou contra uma determinada teoria
Aplica os conceitos filosóficos a situaçõeA dimensão ética-política – análise e compreensão da experiência convivencial.
CONTEÚDOS
1.a .A dimensão ética.
1. b. Duas teorias morais: teoria deontológica de Kant e a teoria consequencialista de Stuart-Mill
Intenção e boa-vontade.
As consequências da acção moral.
2. Ética, Direito e Política
2.a. Relações entre Ética Direito e Política
2.b. Normas morais e normas jurídicas
2.c. Funções do Direito e da Política
2.d. As relações entre o Homem e o Estado e a legitimação da sua autoridade.
2.e. A teoria naturalista de Aristóteles e o contratualismo do Locke (opcional)
2.f. A teoria da Justiça de Rawls (opcional)
As dimensões estética e religiosa da experiência humana.
Opção A
A criação artística e a obra de Arte
Opção B.
A religião e o sentido da existência
s concretas.
Analisa logicamente um texto filosófico.
Desenvolve um discurso lógico a partir de um tema proposto.
ESTRUTURA
Existem questões de resposta opcional
Grupo I
5 questões
(V/F)
Para justificar as respostas
Grupo II
(Três questões
De resposta objectiva e com desenvolvimento)
Grupo III
Questões de análise e reflexão sobre um
texto
quarta-feira, 19 de maio de 2010
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